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CUT: «É algo quase cinematográfico»

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Os CUT são um projecto de stoner rock/sludge concebido para ser apenas experienciado ao vivo. São seus intérpretes Nuno Rodrigues, vocalista dos W.A.K.O.)  João Lopes e Nuno Marecos, guitarrista e baterista, respectivamente, ambos ex-Ciborium.

Em entrevista ao Morde Essa Bolacha, Nuno Rodrigues reforça que a ideia é valorizar esta visão musical ao vivo, com recurso a vários elementos que tornem o contacto com as pessoas em algo de excepção.

"É algo quase cinematográfico", começa por descrever o músico de Almeirim em razão dos samples que utilizam nos concertos e que são retirados da série televisiva "Fog Closing In", de 1956, do mestre do suspense Alfred Hitchcock. "[Escolhemo-lo] Porque reúne o universo imaginário CUT com a loucura, o desgaste, o medo, o sofrimento, o sonho, a morte e todas as sensações que podes retirar desta curta-metragem."

Ainda sobre as características do espectáculo ao vivo dos CUT, Nuno Rodrigues argumenta que a parte cénica serve o propósito da "partilha transmissiva de estados sensoriais" com recurso a incensos, luzes vermelhas e baixas frequências. "Apenas queremos recriar um universo inesperado, irrepetível e asfixiante", sustenta.

Os CUT formaram-se em 2011 e são aconselhados a fãs dos Electric Wizard, Down, Om ou Alice In Chains. No início de 2013 marcaram presença na Balcony TV, de onde se retira o vídeo abaixo.



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Review - Sinistro - "Cidade"

SINISTRO
"Cidade"
[CD - Raging Planet]

Os Sinistro estão de regresso depois de em 2012 terem tido críticas muito positivas com o seu álbum de estreia. Fizeram parte inclusive do Top 10 nacional da SoundZone.

Desta vez apresentam-nos um EP conceptual de tributo à bela cidade de Lisboa e que conta com a brilhante participação da actriz Patrícia Andrade, que empresta a sua voz conseguindo elevar o brilhantismo da banda a outro nível.

Já se sabia que a aproximação musical seria um pouco diferente do álbum de estreia e isso começa a ser notório logo após os primeiros segundos da primeira parte do EP.

“Cidade (Parte 1)” começa numa toada lenta, apenas com guitarra a voz em regime quase spoken word. Após uma introdução de cerca de três minutos e meio, entra a melodia da voz de Patrícia Andrade e os restantes instrumentos. Reconhece-se logo o som característico dos Sinistro e também a participação de Rui Guerra dos também nacionais Quartet of Woah! nas teclas. Depressa chegamos ao final da parte um em apoteoso, com muito peso nas guitarras e a toada doom a que os Sinistro nos habituaram, em conjunto com a voz angelical de Patrícia Andrade.

Segue-se “Cidade (Parte 2)”. Guitarras pesadas e arrastadas dão o mote. Patrícia Andrade num tom mais sombrio e esquizofrénico. O ambiente é sinistro. Depois de um secção melódica a meio da faixa, atingimos o auge com direito a solo e tudo (autoria de Gil Neto dos Phazer)… simplesmente brilhante.

Chegamos ao final destes cerca de 25 minutos com vontade de ouvir mais. Os Sinistro confirmam que não lançaram um sophomore slump, algo temido por todas as bandas que lançam um álbum de estreia de sucesso. Tiveram a coragem de fazer algo um pouco diferente de Sinistro; decidiram-se à introdução de uma voz feminina e ao facto de fazerem um álbum conceptual. Nem sempre estes riscos correm bem. Aqui não é, de todo, o caso. Bandas assim merecem todo o respeito. [9/10] M.M.

Data de lançamento: Abril 2013
Nota de estúdio: gravado em The Pentagon AM
Estilo: doom/sludge/atmospheric metal
Origem: Lisboa (Portugal)
Formação: 2011

Alinhamento:
1. "Cidade (Parte 1)" (14:21)
2. "Cidade (Parte 2)"  (10:34)
Duração: 24:55

Elementos:
- Patrícia Andrade (voz)
- Y (baixo, guitarra)
- F (teclas)
- P (bateria)

Discografia:
- "Sinistro" (CD – 2012)
- "Cidade" (EP – 2013)


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Review - Intronaut - "Habitual Levitations (Instilling Words With Tones"

INTRONAUT
“Habitual Levitations (Instilling Words With Tones)”
[CD – Century Media]

Ainda está bem presente na nossa memória o grandioso "Valley Of Smoke" que estes californianos lançaram em 2010. Foi o álbum que marcou a sua mudança em termos de sonoridade e que os elevou a um patamar superior. 

Desta vez os Intronaut quiseram ir ainda mais além. Tendo a sua máquina muito bem oleada graças à experiência da gravação de "Valley Of Smoke" e aos muitos concertos que deram (sempre muito bem acompanhados de bandas como os grandiosos Meshuggah e Tool), decidiram tomar ainda mais riscos e cedo reparamos que esses mesmos valeram bem a pena. As boas bandas "fazem-se" assim.

Diversidade é a palavra de ordem aqui. Há riffs para todos os gostos. "Killing Birds With Stones" abre as hostes com um belíssimo riff e apercebemo-nos logo que vamos ouvir um daqueles discos especiais, daqueles que vão perdurar na memória durante muitos e longos anos. Essa mesma faixa mostra-nos o que vem por aí em diante: uma boa combinação de agressividade sem ser necessário recorrer a gritos guturais nem blastbeats e melodia a entrar em territórios psicadélicos e quase jazzy em certos momentos. De destacar também as belíssimas "Sore Sight For Eyes" e "Harmonomicon" que mostram uns Intronaut extremamente coesos e com muita vontade de criar desafios a si próprios.

Está também mais que confirmado que a secção rítmica da banda é fortíssima. É, sem dúvida, o esteio do grupo. Nota-se que Joe Lester [baixo] e Danny Walker [bateria] muito aprenderam com Justin Chancellor e Danny Carrey [Tool]. Acrescentam muita profundidade à sonoridade da banda e tudo aquilo que tocam parece encaixar-se às mil maravilhas.

Depois de ouvi-lo vezes sem conta é fácil verificar que não há qualquer momento de "Habitual Levitations" que se possa dizer que seja menos conseguido ou menos bom. Todas as faixas levam-nos numa viagem complexa mas fluida que apenas termina ao final de "The Way Down", outros dos destaques deste registo com o seu fantástico crescendo e groove.

Este disco agradará certamente a muita gente diferente: desde fãs de sludge, stoner, doom, post-rock/metal, rock progressivo e até mesmo jazz. Os Intronaut são cada vez mais únicos no mundo da música. Vê-se que se dedicam a ser melhores a cada disco que passa, preocupam-se com todos os pormenores que envolvem a sua música desde o artwork até à última nota do álbum e conseguem juntar elementos tão variados num só disco de uma forma genial. Acaba por ser um desafio também para o ouvinte mas que será muito bem recompensado. [9/10] M.M.

Data de lançamento: 18 de Março de 2013
Nota de estúdio: bateria gravada por John Haddad; restantes instrumentos por Derek Donley; misturado por Josh Newell.
 Estilo: post/sludge/prog/jazz metal
Origem: Los Angeles (Estados Unidos da América)
Formação: 2004

Alinhamento:
1. "Killing Birds With Stones" (8:02)
2. "The Welding" (6:00)
3. "Steps" (5:43)
4. "Sore Sight For Eyes" (5:30)
5. "Milk Leg" (6:46)
6. "Harmonomicon" (6:31)
7. "Eventual" (6:44)
8. "Blood From A Stone" (3:04)
9. "The Way Down" (8:57)
Duração: 57:18

Elementos:
- Sacha Dunable (guitarra/voz)
- Dave Timnick (guitarra/voz)
- Joe Lester (baixo)
- Danny Walker (bateria)

Discografia:
- "Null" (EP - 2006)
- “Void” (CD - 2006)
- "The Challenger" (EP - 2007)
- “Prehistoricisms” (CD - 2008)
- “Valley Of Smoke” (CD - 2010)
- “Habitual Levitations (Instilling Words With Tones)” (CD - 2013)



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Cut: novo projecto de Nuno Rodrigues [W.A.K.O.] na BalconyTV

Agora foi a vez dos Cut. O novo projecto de sludge/stoner/drone formado em Almeirim, em 2011, e marcado pela presença do vocalista Nuno Rodrigues [W.A.K.O.], foi até ao Miradouro do Torel para participar no BalconyTV Lisboa. Na ocasião, o trio apresentou o tema "Vessels".

Os Cut pretendem afirmar-se apenas como um live project e assim "cortar com o percurso convencional de banda". A sua sonoridade é direccionada para fãs dos Electric Wizard, Down, Om e mesmo Alice In Chains.

A 22 de Março, vão estar no Ritz Club, em Lisboa, a abrir para O Quarto Fantasma e para os belgas Sardonis, a partir das 22h00. O ingresso custa 8 euros.

A BalconyTV desenvolve o conceito de "music with a view" e surgiu em 2006, em Dublin, quando um grupo de amigos decidiu filmar actuações de projectos musicais na varanda do seu apartamento. A partir de então, o formato tornou-se muito popular e é produzido em mais de 30 cidades em todo o mundo.


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Cut: novo projecto sludge/stoner/drone com elemento dos W.A.K.O.

Os Cut formam-se em Almeirim, em Novembro de 2011, e o objectivo é "cortar com o percurso convencional de banda, apostando sobretudo nas actuações ao vivo", referem na sua biografia.

À partida realça-se a participação de Nuno Rodrigues, vocalista dos W.A.K.O., mas há também Nuno Marecos, baterista ex-Ciborium, e João Lopes na guitarra.

Aludindo ainda da sua filosofia, os Cut estão no terreno para "valorizar a partilha transmissiva de estados sensoriais durante os espectáculos". De momento, a banda confirma que é apenas um "live project" e que "não vão haver trabalhos de estúdio".

Os Cut apresentam-se como uma proposta adequada aos fãs dos Electric Wizard, Down, Om ou mesmo Alice In Chains.

Recentemente, a banda filmou para a BalconyTV Lisboa, considerado o melhor canal de música da Europa em plataforma online.

A 22 de Março, os Cut vão estar no Ritz Club, em Lisboa, a abrir para O Quarto Fantasma e para os belgas Sardonis, a partir das 22h00. O ingresso custa 8 euros. 

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Review - Abraham - "The Serpent, The Prophet & The Whore"

ABRAHAM
“The Serpent, The Prophet & The Whore”
[CD – Pelagic Records]

Quatro anos após a sua formação no ocidente da Suíça, os Abraham causaram sensação com o seu álbum de estreia, “An Eye On The Universe”, numa sonoridade que apimentava o sludge tradicional com toques de stoner rock, drone e melodic death metal. Regressam agora no Outono de 2012 aplicando a mesma fórmula mas com as variantes mais intensas, obtendo um resultado mais abrasivo.

Inspirado numa colecção de poemas intitulada “The Chronoception” – livro raro de um autor americano pouco conhecido chamado Jan Gaston Rawls – oferece-nos temas ricos em mudanças de andamento progressivas (“Start With A Heartbeat”), fortes linhas de baixo (“Man The Serpent”) e elaborada dissonância (“The Great Dismemberment”). “Carcasses” e “New King, Dark Prophet” dão a cara pela parte mais doom e melancólica do género, enquanto que a estrutura musical de “Dawn” expressa uma vertente mais drone. Em todos eles, a voz áspera de Olivier Hähnel (a.k.a. Renzo Tornado Especial) e o tom limpo de David Haldimann (a.k.a. D. Schlagmeister) combinam raiva e desespero, numa estranha harmonia.

“The Serpent, The Prophet & The Whore” deixa transparecer a dinâmica carismática dos Abraham. Os ouvidos dos fãs de sludge e de metal complexo, em geral, ficarão satisfeitos com este trabalho. [8.5/10] R.L.

Data de lançamento: 1 de Outubro de 2012
Nota de estúdio: bateria gravada nos Wood Studios (Lausanne, Suíça), guitarras, baixo, Moog e vozes gravadas no Saloon Bizarre (Lausanne). Misturado no Riddarborgen (Estocolmo, Suécia) por Magnus Lindberg dos Cult Of Luna e masterizado no Vilhelm Room (Estocolmo).
Estilo: sludge/post-hardcore
Origem: Lausanne (Suíça)
Formação: 2007

Alinhamento:
1. “Start With A Heartbeat” (4:14)
2. “Man The Serpent” (5:35)
3. ”The Great Dismemberment” (4:10)
4. “New King, Dark Prophet” (3:24)
5. “This Is Not A Dead Man, Yet” (6:58)
6. “Carcasses” (8:28)
7. “The Chymical Fiancé” (5:43)
8. “Dawn” (7:34)
Duração: 46 minutos

Elementos:
-  David Haldimann (bateria/vozes)
- Jacques Viredaz (guitarra)
- Mathieu Jallut (guitarra)
- Valentin Jallut (baixo)
- Olivier Hähnel (vozes)

Discografia:
- “An Eye On The Universe” (CD – 2011)
- “The Serpent, The Prophet & The Whore (CD – 2012)

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Yekun disponibilizam making of de EP de estreia

Os brasileiros Yekun divulgaram um making of das gravações do seu EP de estreia, "Inside My Headache", já disponível para download gratuito. 

Os Yekun formaram-se em 2011, em São Paulo, e desenvolvem uma sonoridade influenciada pelo stoner rock/metal. 

Para o seu primeiro registo recrutaram os préstimos do conceituado produtor brasileiro Ciero nos estúdios Da Tribo. Dos créditos constam ainda a participação especial da vocalista soul Kennya. 



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Corrosion Of Conformity: novo EP para escuta

"Megalodon", o novo EP do mítico grupo de stoner/sludge metal norte-americano, está disponível para escuta na íntegra no site da Scion Audio/Visual, responsável pela edição do disco nos Estados Unidos a partir de hoje.

Oiça "Megalodon" aqui.

O título deste registo deve a um tubarão pré-histórico do mesmo nome, com quase 20 metros

Entretanto, a Candlelight Records acaba de reeditar o álbum de estreia da banda, "Eye For An Eye", de 1983, em versão remasterizada e com nova embalagem, acompanhado do EP "Six Songs With Mike Singing", de 1989, ambos registos esgotados há muito.

O mais recente álbum dos Corrosion Of Confomity, auto-intitulado, foi lançado em Fevereiro.

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Churchburn: onde pára Dave Suzuki?

Trabalhou com os lendários Vital Remains entre 1997 e 2009, e não podia parar. Dave Suzuki, o virtuoso guitarrista, baixista e baterista, debulhador de força death metal, encontra novo abrigo nos Churchburn.

Os Churchburn são um novo projecto que partilha com o baterista e vocalista do grupo de doom/death/sludgeSin Of Angels, Ray Mccaffrey

Foram já divulgados dois temas da banda que mostram perfeitamente o antagonismo para com as raízes musicais de Suzuki. Aliás, o mesmo havia já alertado que a banda era "muito diferente dos Vital Remains". "O Ray e eu queríamos fazer algo lento e pesado... apenas algo agressivo para o ouvinte."




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Down: novo EP disponível para escuta

O site da Billboard acaba de disponibilizar em exclusivo o novo EP dos Down, o primeiro de uma série de quatro a editar entre este e o próximo ano.

Neste caso trata-se de "Down IV Part I - The Purple EP", composto por seis temas, e que promete influências de Black Sabbath, Saint Vitus e Witchfinder General.

O seu lançamento está agendado para 18 de Setembro.

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Review - Baroness - "Yellow & Green"

BARONESS
“Yellow & Green”
[CD – Relapse]

É curioso como em pouco menos de dez anos os Baroness passaram de ilustres desconhecidos a grande promessa do underground do sludge até uma das grandes referências do rock. “First” e “Second” marcaram o período mais cru e agressivo; “Red Album” e “Blue Record” os mais artísticos e pesados. Surgem agora com “Yellow & Green”, um álbum duplo que mostra a sua faceta mais rocker, orelhuda, simplista e até experimental.

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Entrevista Burning Man

ENTRE LODO E CHAMAS
"Há falta do culto do apoio às bandas locais"

Os Burning Man são um grupo de jovens de Viana do Castelo com muita energia, garra, espírito lutador e famintos por mais. O seu primeiro EP, "Ronin", tem feito sucesso online muito por culpa do trabalho de divulgação feito pela banda no seu Facebook. Nesta entrevista falam-nos de quem são, da sua primeira experiência a gravar música, do EP, das suas influências, do estado do rock/metal português e das perspectivas de futuro. Poderemos certamente antever-lhes um futuro risonho.

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Review - Huata - "Atavist Of Mann"

HUATA
“Atavist Of Mann”
[CD – Mordgrimm]

Huata, uma banda francesa relativamente desconhecida que pratica um doom metal misturado com algum stoner e muitas doses de rock psicadélico do oculto. Estranho? Talvez. A verdade é que este quarteto já ganhou lugar no último Roadburn, o conceituado festival que teve lugar em Abril, ao lado de grandes bandas como Voivod, Killing Joke, Red Fang, Pelican, Saviours, Yob, entre outras.

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Review - 16 - "Deep Cuts From Dark Clouds"

16
“Deep Cuts From Dark Clouds”
[CD – Relapse]

Os 16 são uma banda com uma história atribulada. Já com vinte e um anos de existência, dez álbuns e uma separação, em 2004, para depois se juntarem de novo em 2007. No meio dessa fase atribulada, conseguiram chamar a atenção à Relapse Records para lançaram o seu primeiro álbum numa editora que não fosse independente em 2009. A banda parece ter ganho nova vida com essa oportunidade.

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Review - Process Of Guilt - "Fæmin"

PROCESS OF GUILT
“Fæmin”
[CD – Bleak Recordings]

Parece que foi há muito pouco tempo que os Process of Guilt deram os primeiros grandes passos ao abrir para Katatonia, em duas datas em Portugal, em 2007. Desde então, já lançaram dois álbuns muito bem sucedidos: "Renounce" e "Erosion". "Fæmin", o novo lançamento, parece, no entanto, ser de outro nível.  

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Review - Burning Man - "Ronin"

BURNING MAN
“Ronin”
[CD – Shut Up And Play]

“The Burning Man is coming to get you”. Assim conseguimos ler na página do Facebook desta jovem banda de Viana do Castelo que nos traz “Ronin”, um EP curto mas com muita energia.

Na sua descrição podemos ler também que não têm medo em admitir as suas influências principais: Mastodon, High On Fire, Torche e Men Eater. Não é mentira nenhuma. Também não é nenhuma maldade. Toda essa miscelânea leva a que estejamos perante seis músicas com bastante qualidade para uma estreia.

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Review - Sinistro - "Sinistro"

SINISTRO
“Sinistro”
[CD – Raging Planet]

Sinistro - título adequado ao projecto. Assombroso - assim o descrevo.

São mais de cinquenta minutos divididos em oito faixas que merecem ser ouvidas e apreciadas por qualquer pessoa que seja amante de música pesada e experimental.

P, F e Y são os membros incógnitos deste trio que nos arrebata com as suas guitarras colossais e teclas que conduzem as músicas e criam ambientes belíssimos onde apenas existem vozes para acentuar ainda mais um clima sombrio e assustador. Temos também as participações de Tó Pica [Ramp] e Gabriel Coutinho que acrescentam ainda mais profundidade e classe às faixas onde participam.

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