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The Quartet Of Woah! em Março na Figueira da Foz

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Os Quartet Of Woah!, uma das recentes revelações do rock nacional, fecham uma noite de espectáculos a 8 de Março na D.R.A.C. Ilha da Morraceira, na Figueira da Foz.

O evento organizado pela Associação Cultural Direito de Resposta abre com os também nacionais Stone Dead e Bad Pig.

O início dos espectáculos está marcado para as 23h00 com a entrada a custar três euros.

Os Quartet Of Woah! formaram-se em 2010 em Lisboa e estrearam-se com "Ultrabomb", em 2012, através da Raging Planet. Contam com elementos ligados aos LunaSeaSane, Nicorette ou Blasted Mechanism. 

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RIP: «É preciso dar cobertura à nossa música»

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Um dos grupos mais marcantes da música açoriana regressou aos palcos no passado dia 8 de Fevereiro. O Backstage Bar, em Angra do Heroísmo, recebeu Kit, Joel Moura, Artur Rocha e Augusto Vilaça numa viagem no tempo que promete abrir portas para o futuro.

Em reportagem publicada no Diário Insular (ver na íntegra aqui) traçaram um retrospectiva dos seus vinte anos de existência, deixando claras as diferenças que hoje marcam o mercado musical e expressando especial mágoa com a forma como a música original é hoje tratada nos Açores.

"O público era mais quente [no início dos anos 90]. Entretanto, os lugares onde nos contratavam passaram a conseguir contratar, por menos dinheiro, um DJ ou alguém que vá tocar sozinho, e nós acabamos por estar fora disso", apontou o baixista Artur Rocha.

O vocalista e guitarrista Kit dá voz à crença de que "não é nada fácil trabalhar em música original nos Açores" e que só por carolice continuam nesse mesmo caminho. "Actualmente, há grandes músicos que estão a envolver-se em bandas de covers, o que dá algum dinheiro - a música original não dá dinheiro. Perde-se, com isso, a cultura da parte criativa da música, que é uma arte."

O também vocalista e guitarrista Joel Moura vai mais longe e crítica a forma como os meios de comunicação, promotores e entidades responsáveis pela cultura nos Açores negligenciam o produto regional. ""Naquele tempo davam-se mais oportunidades a quem queria tocar música original. A própria comunicação social, como as rádios e a televisão pública, estavam mais despertas para o valor destes artistas. (...) Houve anos em que se notou um vazio total, anos em que as próprias Sanjoaninas ofereciam resistência em meter no programa grupos de cá", frisa, enquanto defende que "foi a partir dessa altura que os grupos começaram a desaparecer".

Joel Moura sugere ainda a realização de um intercâmbio da cultura açoriana antes que se possa exportá-la. "Não há visão. Era possível promover intercâmbios dentro dos Açores, fazer com que as bandas circulassem entre as ilhas. Se não conhecermos o que é nosso, como é que outros podem fazê-lo?" O músico prossegue considerando que "é preciso dar cobertura à nossa música", embora não anteveja tarefa fácil. "As estruturas que estão na base de tudo isto não pensam dessa forma", identifica, enquanto Kit complementa que "é o mercado que cria os artistas", mas que este está "viciado".

Os RIP formaram-se em 1992 e granjearam mediatismo sobretudo pela rodagem frequente do videoclip "Sexo (Sem Amor)" na RTP-Açores. Cessaram funções em 1995 com as demos "RIP" (1992) e "Lado Errado" (1994) e algumas cassetes editadas. O regresso aos palcos dá-se em 2007 com uma actuação no Angra Rock, tendo seguimento pontual nos dois anos seguintes. No momento, desconhece-se se a banda tem planos de manter uma actividade regular até porque, como explicam, é sobretudo a vontade de criar que os une. "Sabemos que quando tem de ser é, só temos de estar. Mas estamos com os pés bem assentes no chão, não vivemos ilusões. Já não temos idade para isso", sublinha Joel Moura.


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Clockwork Boys: novo registo «Em Directo...» já disponível


Os Clockwork Boys, projecto de punk/rock nacional, acabam de lançar em formato cassete o seu concerto na Associação Fantasma Lusitano, em Lisboa, datado de 13 de Abril de 2013. A ocasião marcou o regresso do grupo aos palcos da capital cinco anos depois. A edição é da Dog City Records e da Raw'n'Roll (subsidiária da Helldprod) e limitada a 150 exemplares numerados. Pode ser adquirida por dogcityrecs@gmail.com ou no Facebook da Dog City Records.

Recentemente, os Clockwork Boys editaram um split 7'' com os veteranos da cena crossover inglesa dos anos 80 English Dogs, limitado a 500 cópias. Para assinalar o momento, os Clockwork Boys lançaram ainda o videoclip para "Beijo do Dragão". Também disponível está a faixa "Guitarras em Chamas", um tributo a Victor Gomes dos Gatos Negros, figura marcante do rock português dos anos 60. Ainda nos últimos meses foi apresentado o single "Coisa Ruim" numa edição limitada a 25 cópias.

Os Clockwork Boys começaram a tomar forma em 2004 e três anos depois estrearam-se com o single "Rock nas Cadeias", onde também constaram temas que se tornariam famosos como "Fernando Chalana era Rock'n'Roll", "A Minha Lili Marlene" e "Hooligans na Noite".

Entretanto, pela banda passaram elementos dos Aqui D'el Rock e entre alguma metamorfose sonora e novas gravações remeteram-se ao silêncio em 2009. Três anos volvidos regressaram com o lançamento do álbum de estreia "A Dor Passa, o Ódio Fica" pela True Force Records.

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The9thCell lança videoclip «No One's Dog»

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"No One's Dog" é o novo videoclip de The9thCell. Este é o projecto a solo de David Pais, vocalista dos Ashes.

David Pais nasceu em 1985 e começou a desenvolver a sua carreira musical em 2002. No ano seguinte funda o projecto electro/industrial Wishful Thinking e em 2004 muda-se para Tomar onde ingressa nos Ashes. Um ano depois formaliza os The9thCell e desde então lança os álbuns "Lone-Lee", "9 Points Of Seizure" e "Lovely Xmas Lullabies", todos em 2006, sendo o último um conjunto de versões de temas natalícios. 

O ano seguinte é marcado pela escrita da banda sonora para a curta-metragem "Rapid Eye Movement" e pela estreia dos Ashes em EP. Segue-se mais uma banda sonora, "Receita do Sossego", e os The9thCell entram num hiato. Pelo caminho grava com os NoTribe e Silence Against Words e lança "Point Black Range", em 2010, com os The9thCell.

Neste momento prepara um novo trabalho, "Karma", que se afigura como o último dos The9thCell. "É hora de deixar descansar esta besta e explorar outros géneros musicais e outras faces da minha musicalidade", anunciou no Facebook. 


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Vertigo Steps: melhor da carreira disponível a partir de hoje em disco


Foi hoje lançado pela Ethereal Sound Works "Disappear Here In The Reel World: A VS Coda", compilação dos melhores momentos da carreira dos Vertigo Steps.

O projecto de rock/metal progressivo liderado pelo multi-instrumentista Bruno Saramago formou-se em 2007 e lançou os discos "Vertigo Steps" (2008), "The Melancholy Hour" (2010) e "surface/light" (2012) com a colaboração do vocalista finlandês Niko Mankinen e do multi-instrumentista e produtor Daniel Cardoso [Anathema].

No final de Agosto, Bruno Saramago anunciou o congelamento das actividades do grupo a termo incerto. Em comunicado referiu que "não existe condições nem motivação para continuar". "Talvez os VS regressem um dia mais tarde, em novos moldes. Talvez não. De qualquer maneira: um enorme agradecimento a todos os que nos deram força e que foram, de algum modo, movidos pela nossa particular forma de música emocional. Vemo-nos por estes caminhos da vida...", lê-se ainda.

"Disappear Here In The Reel World: A VS Coda" revisita os três discos do grupo e apresenta ainda a faixa bónus "Sunflowers/Remission" (abaixo).


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Mötley Crüe assinam «pacto de morte»

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Segundo tinham feito entender nos últimos meses, agora é oficial que os Mötley Crüe farão uma derradeira digressão durante os próximos dois anos.

Trinta anos de carreira culminarão com uma exaustiva digressão que começará com 72 datas nos Estados Unidos (estando a primeira agendada para 2 de Julho) com suporte exclusivo de Alice Cooper. Já em 2015 é a vez de visitarem outros continentes.

O vocalista Vince Neil voltou a explicar que a grande justificação para decidirem colocar um ponto final na carreira prende-se com a intenção de preservar o estatuto da banda e despedirem-se num ponto alto da carreira.

"Já falámos no assunto há alguns anos. Não queríamos ser daquelas bandas que têm um membro original ou um irmão deste. Queríamos reformar-nos com os quatro membros originais e sair por cima, deixando um legado", defendeu.

A lendária banda de glam rock de Los Angeles fez-se também acompanhar dos seus advogados durante conferência de imprensa de ontem em que divulgaram um acordo que impede que cada membro volte à estrada com o nome Mötley Crüe depois de 2015. Nesta ocasião foram também abordados temas como a parceria com a marca de automóveis Dodge, a edição de um disco de tributo country e a adaptação para cinema de "The Dirt" agendada para 2015.

Os Mötley Crüe formaram-se em 1981 por Vince Neil na voz, Mick Mars na guitarra, Nikki Sixx no baixo e Tommy Lee na bateria. Tiveram os seus grandes clássicos em "Girls, Girls, Girls" e "Dr. Feelgood", tendo o seu percurso sido marcado por uma forte imagem ao vivo e um forte apelo ao sexo feminino. Contabilizam nove álbuns editados, embora nos últimos catorze tenham editado apenas "New Tattoo" e "Saints Of Los Angeles". São também dos grupos mais bem sucedidas de todos os tempos em termos de vendas, tendo ultrapassado a marca dos 75 milhões de cópias vendidas. Neste momento ainda deixam em aberto a hipótese de lançarem um disco de despedida. 

Abaixo é possível conferir a conferência de imprensa sobre a "The Final Tour" e sua participação no "CBS This Morning". 



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Edguy: título e data de lançamento de novo álbum revelados

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"Space Police - Defenders Of The Crown" traz de volta os germânicos Edguy aos discos dois anos depois de "Age Of The Joker".

O veterano colectivo liderado por Tobias Sammet garante que, apesar dos vinte anos de carreira, "o melhor ainda está para vir" e que este seu décimo álbum é o seu trabalho "mais forte e pesado".

"Não temos dúvidas de que este será o álbum que servirá de referência quando olharem para o catálogo dos Edguy", sublinharam.

"Space Police - Defenders Of The Crown" é editado a 18 de Abril pela Nuclear Blast. 

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Extreme regressam a Portugal seis anos depois

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Nuno Bettencourt

A Everything Is New é a responsável por trazer a Portugal no próximo dia 1 de Julho os Extreme, projecto famoso entre meados de 80 e 90 com o mega-êxito "More Than Words".

Também conhecidos por serem constituídos pelo açoriano Nuno Bettencourt, o colectivo sediado em Boston regressa a Portugal no âmbito da digressão Pornograffitti Live para uma actuação no Espaço Armazém F (antiga sala TMN ao Vivo), prometendo revisitar o seu clássico segundo disco, "Pornograffitti", editado em 1990.

Os Extreme regressaram em 2004 depois de oito anos em que deram por findas as suas actividades. Em 2008 chegam mesmo a lançar o disco de originais "Saudades de Rock".

O sucesso dos Extreme proporcionou-lhes várias nomeações para Grammys e vendas superiores a dez milhões de discos em todo o mundo.

Os bilhetes para este espectáculo estarão à venda a partir de 31 de Janeiro nos locais habituais a 24 euros. O início do concerto está agendado para as 21h00. 

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Black Star Riders convocam staff de luxo para gravar novo disco

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Motivados pelas boas reacções da estreia "All Hell Breaks Loose", os norte-americanos Black Star Riders olham já para um novo disco.

O guitarrista Scott Gorham começou por reconhecer que a resposta dos fãs foi melhor do que esperava e diz mesmo que não se divertia tanto como músico há vários anos.

E para dar seguimento a este estado de espírito, o grupo muda também de produtor para este novo trabalho, sendo Joe Elliot, vocalista dos Def Leppard, o escolhido. Também ligado ao lendário grupo britânico, e para juntar-se e este projecto, está o engenheiro de som Ronan McHugh.

"O entusiamo e a paixão do Joe Elliot pela música, enquanto fã, artista e amigo é inquestionável e o Ronan McHugh é um engenheiro de som fenomenal", considera o vocalista e guitarrista Ricky Warwick. "Estou certo que esse será um enorme passo em frente na evolução dos BSR", conclui.

O início das gravações está agendado para Outubro em Dublin, na Irlanda. No entanto, não é conhecido ainda o seu título, embora tenham anunciado que o seu lançamento está previsto para a Primavera de 2015 pela Nuclear Blast.

Os Black Star Riders são constituídos pela mais recente formação dos Thin Lizzy e assumiram a presente designação em 2012. Decidindo gravar novo material, o colectivo formado por Ricky Warwick [The Almighty], Scott Gorham [21 Guns], Damon Johnson [Alice Cooper, Brother Cane], Marco Mendoza [Ted Nugent, Whitesnake, Blue Murder] e Jimmy DeGrasso [Alice Cooper, Megadeth, Y&T] preferiu respeitar o legado de Phil Lynott e não lançá-lo sob o desígnio Thin Lizzy.


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Red Kunz: conheça a fusão dos Red Fang com os Kunz

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Louis Jucker e Luc Hess dos suíços Kunz (e também Coilguns e ex-The Ocean) juntaram-se recentemente a Aaron Beam e John Sherman dos norte-americanos Red Fang para escrever e gravar um disco.

A oportunidade surgiu há cerca de duas semanas quando o duo europeu convidou os stoners de Portland para gravar, mas também actuar ao vivo, o que veio a acontecer a 17 de Janeiro.

O resultado desta parceria será conhecido para o final do ano em vinil e CD através da Hummus Records.  




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Motörhead: diabetes forçam cancelamento de digressão

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Em comunicado emitido hoje, o lendário grupo de rock britânico Motörhead informou do cancelamento da sua próxima digressão europeia, que teria início em Fevereiro, devido aos problemas de saúde que têm assolado o seu mentor nos últimos meses.

"Muitos esforços concertados e diligentes  foram feitos pelo membro fundador e ícone internacional Lemmy Kilmister para lidar com problemas derivados da diabetes. Embora se tenham registado indubitáveis progressos, o Lemmy e a banda foram aconselhados pelos médicos de que ainda seria muito cedo para retomarem totalmente as actividades de palco e, para o bem do nosso futuro, a banda e o Lemmy aceitaram relutantemente cancelá-la."

Aos 68 anos, o estilo de vida intenso de Lemmy tem-lhe causado alguns problemas de saúde. Recentemente colocou um desfibrilhador no coração e um "hematoma não especificado" levou mesmo ao cancelamento de várias datas no Verão.

O manager Todd Singerman já alertou para a instabilidade do seu estado de saúde. "Ele tem um problema de diabetes grave que se altera de dia para dia. Ele agora está a lutar contra os seus maus hábitos."

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Black Label Society: divulgado novo tema «My Dying Time»

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Enquanto os fãs esperam pelo novo esforço criativo do guitar hero Zakk Wylde e seus Black Label Society, foi divulgada a faixa "My Dying Time".

O grupo de rock/metal californiano regressa com "Catacombs Of The Black Vatican" a 17 de Abril pela Mascot Label Group.

Este será o primeiro disco sem o guitarrista Nick Catanese desde "Shot To Hell", ele que colaborou com a banda maioritariamente em regime de sessão desde 1999. No seu lugar está Dario Lorina [Lizzy Borden]. Recentemente, Zakk Wylde explicou que Catanese não foi despedido mas sim mostrou-se interessado em dedicar-se a tempo inteiro aos seus projectos pessoais.

"Catacombs Of The Black Vatican" sucede a "The Order Of The Black", de 2009, e surge poucos meses depois do lançamento do DVD "Unblackened". O disco está já disponível para pré-reserva no iTunes, dando imediatamente acesso gratuito à faixa "My Dying Time".



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Nashville Pussy: alteração de sala para data nacional

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A Prime Artists informou hoje que "por motivos de ordem logística" o espectáculo dos norte-americanos Nashville Pussy agendado para o Santiago Alquimista passa a ser realizado no RCA Club, em Alvalade.

Três anos depois, os "cowboys" Nashville Pussy regressam a Portugal para uma actuação a 14 de Fevereiro. O grupo da Georgia, formado em 1996, continuará a promover "Hell From To Texas", de 2009, ainda que haja a possibilidade de apresentarem novo material, sendo que um novo álbum já se encontra gravado.

A primeira parte do espectáculo, que se inicia às 21h00, será assegurada pelos lisboetas Dollar Llama. 

Mais informações em www.primeartists.eu

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The Wax Flamingos: rock/blues de Faro em EP de estreia

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Foi lançado ontem de forma gratuita nas redes sociais o EP de estreia dos algarvios The Wax Flamingos. O trabalho é homónimo e é composto por cinco faixas produzidas por Francisco Aragão e Miguel Santos (ambos dos Mindlock) nos seus Mentecapta Produções Audiovisuais, em Faro, com masterização de Miguel Carvalho no Dalma Produções, em Lisboa.

Os The Wax Flamingos são um duo de rock bluesy formado em 2012 por André Rosado e José Viegas.  A sua música é essencialmente inspirada por bandas como The Black Keys, Jack White, Lou Reed, Ben Harper e Stone Temple Pilots. Da sua ainda curta carreira, registam passagens por palcos espanhóis e franceses e participaram na Concentração Motard de Faro. 

Oiça na íntegra "The Wax Flamingos" aqui.

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Black Label Society: revelada capa de «Catacombs Of The Black Vatican»

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Os californianos Black Label Society, liderados pelo carismático Zakk Wylde, apresentaram hoje a capa do seu nono álbum de originais, "Catacombs Of The Black Vatican", a editar a 17 de Abril pela Mascot Label Group.

Este será o primeiro disco sem o guitarrista Nick Catanese desde "Shot To Hell", ele que colaborou com a banda maioritariamente em regime de sessão desde 1999. No seu lugar está Dario Lorina [Lizzy Borden]. Recentemente, Zakk Wylde explicou que Catanese não foi despedido mas sim mostrou-se interessado em dedicar-se a tempo inteiro aos seus projectos pessoais.

"Catacombs Of The Black Vatican" sucede a "The Order Of The Black", de 2009, e surge poucos meses depois do lançamento do DVD "Unblackened". O disco está já disponível para pré-reserva no iTunes, dando imediatamente acesso gratuito à faixa "My Dying Time". 

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Baktheria: conheça o novo projecto com elementos dos Machinergy, My Enchantment e SpeeDemon

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Os Baktheria são um projecto nacional fundado em Setembro de 2013 e que desenvolve uma fusão de thrash, death, black metal e punk. Segundo os próprios, o propósito é criar "um som simples, directo e agressivo".

A estreia do grupo ao vivo teve lugar a 21 de Dezembro no Side B, em Benavente, no âmbito do Extreme Agression Fest, onde actuaram também os Disaffected, Corpus Christii, Dawnrider, M.O.R.G., Colosso, Ravensire, entre outros.

O colectivo formado por Rui Vieira [Machinergy, Miss Cadaver] na voz e guitarra, Rui Marujo [SpeeDemon] no baixo e Alex Zander [My Enchantment] na bateria, tem sede em Moscavide e Sacavém e coloca como grandes objectivos a curto prazo actuar ao vivo e preparar o seu primeiro trabalho discográfico. "Já existe um punhado de músicas e é nelas que estamos agora a trabalhar", garantem.

A próxima apresentação dos Baktheria ao vivo está agendada para 18 de Janeiro no Side B, em Benavente, com os Calamity Islet, Emerging Chaos, Derrame e Trepid Elucidation. O início do espectáculo está agendado para as 22h00 e o ingresso custa cinco euros.

Abaixo, é possível ver vários excertos da actuação dos Baktheria no Side B.







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Adrenaline Mob: faixa-título de «Men Of Honor» disponível

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A pouco mais de um mês do lançamento do seu segundo disco, os Adrenaline Mob avançaram mais um novo tema, desta feito o tema-título (ouvir aqui). 

"Men Of Honor" vê a  luz do dia a 24 de Fevereiro pela Century Media e até à respectiva data serão divulgadas semanalmente as onze faixas que o compõem.

Recentemente, o colectivo nova-iorquino lançou os lyric videos para as faixas "Come On Get Up" e "Feel The Adrenaline" (ver abaixo).

Os Adrenaline Mob formaram-se em 2011 e são hoje compostos por Russel Allen [Symphony X], Mike Orlando [Sonic Stomp], John Moyer [Disturbed] e A.J. Pero [Twisted Sister]. Em 2012 estrearam-se com o álbum "Omertà", onde tocou bateria Mike Portnoy [The Winery Dogs, ex-Dream Theater, Transatlantic]. No entanto, o famoso músico abandonou o grupo em Junho último alegando "conflitos de agenda".




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Kandia: paragem forçada em 2014

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Com Nya Cruz (vocalista) e André Cruz (guitarrista)
André Cruz, guitarrista dos portuenses Kandia, afirmou ao Underground's Voice que a banda será forçada a cumprir um período de inactividade nos próximos meses. 

Questionado sobre os planos para 2014, o músico argumenta: "Neste momento, precisamos de fazer uma pausa forçada que não sabemos quanto tempo poderá demorar. É tudo muito incerto quando envolve situações fora do nosso controlo, mas, obviamente, ainda há muito caminho a trilhar com 'All Is Gone' em mãos. Esperamos voltar rápido e ainda com mais força."

Os Kandia lançaram o seu segundo disco, "All Is Gone", a 27 de Maio de 2013, onde contaram, pela primeira vez, com a colaboração de Daniel Cardoso [Anathema] como compositor (ele que habitualmente produz os discos da banda).

Sobre o sucessor de "Inward Beauty | Outward Reflection", André Cruz descreveu ainda, na mesma entrevista, as suas principais características musicais. "Talvez [apresente] um pouco mais de agressividade e frontalidade. Embora seja emotivo, talvez não seja tão introspectivo como foi o 'IB | OR'. A maior diferença será talvez a componente electrónica estar muito presente."

Os Kandia sagraram-se recentemente vencedores do Globe Rockstar 2013, um concurso que envolveu 72 bandas de nacionalidades diferentes. "Foram muitos meses de votação intensa, algumas eliminatórias, o coração sempre nas mãos e, finalmente, a vitória que devemos, obviamente, as nossos fãs, amigos e família que foram incansáveis na promoção do concurso e votações", destacou André. 


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Revista do Ano 2013


40 anos de heavy metal. Mais de uma década num novo milénio que apregoa (ou apregoava) muito progresso. Consumismo, crises, conflitos, desigualdades sociais - a "nação" metaleira vive tudo isso e muito mais como cidadãos normais que são. 2013 foi mais um ano de muitas peripécias e música pesada. Progresso? No que concerne a este nicho de mercado - sejamos sinceros - não há propriamente muito a registar. Para muitos a nostalgia é omnipresente e há quem alegue falta de espírito e alma a uma nova geração de músicos. A "acusação" será talvez demasiado forte ou injusta, mas fica a clara sensação de que se atingiu um patamar de qualidade que é cada vez mais difícil de superar à luz de convenções que fizeram de alguns discos autênticos marcos intemporais (e justamente). Sinais de um estilo que já atingiu a maioridade há muito tempo... ou para muitos a saturação. Tópicos discutíveis e que fazem parte do debate diário de muitos aficionados do género, mas certo é que 2013 está marcado por manifestações sucessivas de talento e criatividade que se não concorrerem para os anais da música pesada ao menos marcaram um tempo muito específico.

E é inevitável não começar por "13", disco que reuniu em estúdio Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler 35 anos depois. Ficou comprovada a qualidade inata destes músicos e nem mesmo a ausência de Bill Ward afectou o sucesso astronómico de vendas do décimo nono álbum de originais do grupo de Birmingham (155.000 cópias vendidas na sua primeira semana de lançamento só nos Estados Unidos). Alastrou-se ainda ao longo de todo o ano o falatório sobre Ward, ficando expresso nas palavras dos BLACK SABBATH que o baterista não estaria em forma física para assumir uma exigente agenda.

No reino do thrash metal, mais propriamente no dos SLAYER e METALLICA, o ano foi igualmente intenso, mesmo que de parte a parte não haja qualquer edição a registar. No primeiro caso, o choque foi causado pela saída de Dave Lombardo e morte de Jeff Hanneman. De resto, o desaparecimento do guitarrista de 49 anos acaba por representar o capítulo mais negro de 2013, sendo que mais ao lado, os Metallica continuaram a bater recordes quando já se pensava que não era possível atingirem mais mediatismo. Mesmo com a legião de seguidores muitas vezes dividida dada a pouca (e alegadamente fraca) produtividade musical, o poderio (nomeadamente financeiro) impôs-se com a produção do filme "Metallica Through The Never" e o concerto, já no final do ano, na Antárctica, fazendo dos Metallica a segunda banda de sempre a actuar em local tão recôndito. Como não podia deixar de ser, a especulação foi forte em torno de um sucessor de "Death Magnetic" (que se revelou inconclusiva) e também não deixou de ser surpreendente o relativo fracasso de bilheteira da sua primeira aparição no grande ecrã (apenas 3.2 milhões de dólares após três semanas de exibição para um filme que custou 18 milhões).

No mesmo patamar de pujança enquanto marca estão os IRON MAIDEN. Também sem material novo, conseguiram constar no lote de empresas em maior expansão do Reino Unido, com receitas anuais entre os dez e os vinte milhões de libras. Os mais acérrimos fãs do colectivo britânico também não deixaram de provar a cerveja "Trooper" (mais um sucesso da máquina de marketing da "Dama de Ferro") e de conferir os British Lion, novo projecto de Steve Harris.

Outro dos monstros da música contemporânea, os TOOL, aparentemente entretiveram-se a baralhar os fãs sobre um sucessor de "10.000 Days", lançado há sete anos. Danny Carey chegou mesmo a afirmar que 2013 seria o ano do regresso do grupo de Los Angeles aos lançamentos, o que não se veio a verificar, alegadamente por serem hoje pessoas "mais ecléticas" e se encontrarem "mais distantes". A última projecção do grupo para o lançamento do seu quinto longa-duração aponta para o início de 2014.

No plano dos regressos, os CARCASS assinaram um dos momentos mais altos do ano ao editarem "Surgical Steel". Dezassete anos depois, os extremistas de Liverpool deixaram claro que mantêm a sua identidade imaculada mesmo que já só lá figurem dois dos seus membros originais.

Com um ritmo muito mais intenso de edições, os MEGADETH fizeram "pouco mais" do que vincar uma personalidade muito própria ao som de "Super Collider", mesmo que o consenso há muito se tenha afastado do colectivo de Dave Mustaine. Entretanto, o ano ficou marcado com a saída da Roadrunner Records, três álbuns depois, passando assim o grupo californiano a ser representado pela própria editora de Mustaine, a Tradecraft, em parceria com a Universal.

Para os ANTHRAX, o ano resumiu-se à edição do EP de versões "Anthems". No entanto, ninguém estaria à espera da saída de Rob Caggiano e muito menos que se juntasse aos Volbeat. Falta de apego emocional à música do grupo foi a justificação do guitarrista.

Ainda em termos de saídas inesperadas, a registar a do baixista Adam Duce dos MACHINE HEAD (mais de vinte anos depois) e Joey Jordison dos SLIPKNOT. Para Rob Flynn há muito que o companheiro perdera o espírito de grupo. Jared MacEachern é agora o substituto. Já para os fãs dos SLIPKNOT será preciso ainda algum tempo para digerir este acontecimento, numa altura em que ainda não foi emitida uma justificação oficial.

Confrontando gerações, tivemos os DEEP PURPLE a editar o seu décimo nono álbum de originais, "Now What?!", e os LAMB OF GOD a verem-se finalmente livres do pesadelo que levou Randy Blythe às barras dos tribunais. Com o vocalista absolvido, é tempo de "rentabilizar" o episódio e com isso está já na forja o livro "Dark Days: My Tribulation And Trials".

Provando que o metal é mesmo um modo de vida, os MOTÖRHEAD editaram "Aftershock" na mesma altura em que o seu líder, Lemmy Kilmister, atravessa alguns problemas de saúde. O músico britânico tanto garante que está restabelecido que até já trabalha no seu primeiro disco a solo.

Tão míticos como os Motörhead, os JUDAS PRIEST editaram o DVD "Epitaph" e chegaram a prometer novo disco para 2013, dois anos depois de se terem despedido oficialmente das digressões mundiais.

Enquanto isso, um dos fenómenos mais recentes de popularidade na música extrema começou finalmente a dar sinais de retoma. Os BEHEMOTH trabalharam afincadamente em "The Satanist" e até apresentaram o provocador videoclip "Blow Your Trumpets Gabriel". A casa parece assim estar arrumada depois de dura luta de Nergal com a leucemia.

Os motivos de celebração, como já se percebeu, não faltaram para os fãs do "Som Eterno". Sendo quase impossível resumir com precisão e justiça o que de melhor o ano trouxe, a lista de lançamentos merece, no entanto, quase imperativamente, conter os novos álbuns dos Voivod, Soulfly, Sepultura, Amon Amarth, Death Angel, The Dillinger Escape Plan, Dream Theater, Deicide, Saxon, Cult Of Luna, Satyricon, Darkthrone, Amorphis, Watain, Soilwork, Hypocrisy, Immolation, Joe Satriani, Suffocation, Chimaira, Dark Tranquillity, Children Of Bodom, Six Feet Under, The Ocean, Trouble, Annihilator, Avatarium, Katatonia, Ihsahn, Exivious, Gorguts, The Black Dahlia Murder, Onslaught, Tesseract, Sahg, Clutch, Ulcerate, Witherscape, The Monolith Deathcult, Voices, The Amenta, Fleshgod Apocalypse, Rotting Christ, Altar Of Plagues, Ghost, Leprous, Master, Purson, entre outras tantas e igualmente relevantes rodelas de música.

Entre tão vasta lista de lançamentos talvez haja um que ganhe o título de mais "agridoce" de 2013. Mais de vinte anos depois, os CATHEDRAL lançaram o seu último suspiro com "The Last Spire". Fica um digno registo de despedida para uma banda que marcou indelevelmente a face do doom metal.

Entretanto, e para sarar tal desilusão, os amantes de metal puderam estrebuchar com o anúncio do regresso dos EMPEROR para alguns festivais em 2014. Talvez por isso os bilhetes para o Wacken Open Air esgotaram em três dias. Segundo Ihsahn, este regresso serve para celebrar os vinte anos da estreia "In The Nightside Eclipse", embora façam questão de afirmar que não pensam num novo álbum... algo que terá deixado muitos a pensar: "Onde é que já ouvi isso?".

Para um balanço como este é ainda inevitável olhar para a lista infindável dos chamados "SUPER-GRUPOS" que tomaram forma em 2013 ou chegaram mesmo a lançar estreias. Mais uma vez, de forma corrida, passamos a enunciar alguns: Corrections House, Solus Deus, Vrak, Black Star Riders, Killer Be Killed, Palms, Hotel Diablo, Ihate, The Winery Dogs, Temple Of The Black Moon, Devil You Know, Ghost Ship Octavius, Twilight Of The Gods, Dirt Torpedo, Vista Chino, Bear River, Gift Of Gods, Sun & Sail Club, Pessimist, Ashes Of Ares, Blood Eagle, Feared, Tronos, Nordic Beast, Bat, One Machine e Altitudes & Attitude. Para os mais interessados, uma rápida busca na internet satisfará a curiosidade sobre, afinal, quem são os ilustres intervenientes destes projectos. 

Como, infelizmente, o destino já nos habituou, várias figuras ligadas ao rock ou ao metal vão-nos deixando ano após ano. 2013 foi particularmente trágico com a morte de Jeff Hanneman, mas a lista de ÓBITOS não se ficou por aqui. Clive Burr [Iron Maiden], Peter Banks [Yes], Chi Cheng [Deftones], Claudio Leo [Lacuna Coil], Jeff Ulmer [Sacred Blade], Slawek [Hate], Dani Crivelli [Krokus], Trevor Bolder [Uriah Heep], Joseph LaCaze [Eyehategod], Lorne Black [Great White], Jan Kuehnemund [Vixen] e Lou Reed, são algumas das personalidades que deixaram o mundo da música alternativa mais pobre. Também a descerrar a sua laje sepulcral, mas em termos de carreira, os VOMITORY, D.O.A., CLAWFINGER e NACHTMYSTIUM disseram adeus a várias décadas de música.

E como não só de música vive o metal, também situações houve em que a atenção se virou para os meios de comunicação para acompanhar os maiores escândalos ou os chamados casos "cor-de-rosa". No topo estará o de Ian Watkins, vocalista dos LOSTPROPHETS, que confessou treze crimes sexuais, incluindo a tentativa de violação de um bebé.  Já Tim Lambesis, vocalista dos AS I LAY DYING, tenta ilibar-se da acusação de tentativa de assassinato, por terceiros, da sua esposa. Quem parece também não livrar-se da Justiça é Varg Vikernes, líder dos BURZUM, detido em França mais a sua esposa sob suspeita de estarem a planear um atentado, bem como incitar o ódio racista e exultar crimes de guerra na internet. O também conhecido como Count Grishnackh saiu em liberdade em 2009 depois de cumprir quinze anos de prisão por homicídio de Euronymous, guitarrista dos Mayhem, e por incendiar várias igrejas na Noruega.

Em PORTUGAL, país pequeno e de brandos costumes, a evolução é contida mas convicta e há sempre sinais de que o meio tem bases para crescer. Os concertos continuam em bom número, embora, no cômputo geral, as assistências se mantenham aquém do desejável em termos numéricos. Quer-se crer que a situação se verifica mais por força de uma conjuntura económica desfavorável do por outra coisa qualquer. Se, eventualmente, se discute o distanciamento do público nacional para com o metal feito entre portas, a verdade é que os músicos não poupam esforços a tentar conquistar novas paragens e a lançar a melhor música de sempre. Neste último ponto, a destacar os novos trabalhos dos Filii Nigrantium Infernalium, Utopium, Kneel, Nebulous, Serrabulho, Colosso, Primal Attack, For The Glory, Gwydion, Malevolence, Gates Of Hell, Destroyers Of All, Sinistro, Dementia 13, Riding Pânico, Shadowsphere, Factory Of Dreams, Head:Stoned, Mr. Miyagi, AntiVoid, entre outros, curiosamente com o formato EP a ganhar nova preponderância. Entre as promessas goradas estão as dos HEAVENWOOD em relação ao seu quinto álbum, "The Tarot Of The Bohemians - Part 1", do qual foi possível conhecer a faixa "Strenght". O atraso no sucessor de "Abyss Masterpiece" parece intimamente ligado à saída do guitarrista Bruno Silva (substituído por Vítor Carvalho dos Demon Dagger).

Entre as memórias menos saudadas dos últimos doze meses estão as da despedida dos THEE ORAKLE, VERTIGO STEPS e AVA INFERI, já para não falar na morte de Rui "Rocker" Ramos, lendária figura do punk nacional através dos Crise Total, Rolls Rockers, Feijão Freud ou Asfixia. Tinha 49 anos.

Este balanço foi ainda mais afectado pela negativa com os casos do Lisbon Dark Fest e Norfest. Autênticos casos de polícia, estes dois festivais colocaram em alerta todos aqueles que procuram concertos para assistir ou tocar em Portugal. Aumentou o nível de desconfiança e a vergonha foi quase palpável nos que acompanham este movimento em Portugal. Há quem diga que estes casos são cíclicos, mas certo é que urge maior transparência e responsabilidade para quem se move ou tenta entrar nesta actividade.

Dos MOONSPELL quase nem seria preciso falar, caso o grupo de Fernando Ribeiro não continuasse, com ou sem disco, a conquistar novos marcos na sua profícua carreira. Desta feita os lobos lisboetas tornaram-se na primeira banda nacional (e uma das poucas internacionais) no plano do metal a actuar na China comunista, ao que lhe antecederam doze espectáculos na Rússia. Neste mês já embarcam em nova digressão pelos Estados Unidos.

Se os Moonspell são expoentes máximos do metal nacional, e como se o talento pudesse ser quantizado num qualquer barómetro, os SWITCHTENSE poderão vir logo abaixo naquilo que é o princípio do trabalho em prol de uma carreira e postura profissionais. De estilos completamente distintos, a verdade é que a voracidade de ambos os colectivos em mostrar serviço é enorme. Com algumas incursões pelo estrangeiro, os Switchtense continuam a correr desenfreadamente o país de norte a sul e arrisca-se a dizer que são a banda de metal nacional com mais quilómetros nas pernas nos últimos anos. Não lançaram novo álbum mas brindaram os fãs com o DVD "10 Unbreakable Years", acompanhado de algum material inédito. Nos horizontes até dos mais pessimistas não estaria, é verdade, a saída do baterista Xinês, mas a banda da Moita já nos habituou  a ultrapassar duros desafios e acredita-se que este será apenas mais um.

Os RAMP, outro dos bastiões do metal nacional, mantêm a mesma actividade intermitente, mas não terminaram o ano sem celebrar 25 anos de carreira com uma compilação que os fãs não quererão perder - até porque nele consta um acústico para o hit single "Alone". Sobre um sucessor de "Visions", de 2009, mantém-se a incógnita absoluta.

No espectro dos projectos a não perder de vista em 2014 estão os WELLS VALLEY (com elementos dos Concealment e Kneel), os SULLEN (nova encarnação dos Oblique Rain) ou DUM (de Augusto Peixto dos Head:Stoned). Entre os nomes a editar registos importantes em breve, encontramos os Perpetratör, Morte Incandescente, Dawnrider, Fantasy Opus, Painted Black, Dragon's Kiss, Kapitalistas Podridão ou Cruz de Ferro.

E o ano não podia ser mais marcante sem a edição do primeiro livro exclusivamente dedicado ao metal nacional. "BREVE HISTÓRIA DO METAL PORTUGUÊS" vem dar outra nobreza à história de um movimento que em Portugal não se resumiu aos anos 80 e 90 e que para muitos a sua origem era apenas um emaranhado de peripécias pouco esclarecidas e até desinteressantes. Dico, criador do saudoso Metalincandescente, é o autor... e fez história exemplarmente.

Tentando com que este balanço não se cinja ao que acontece no continente, interessa referir que o movimento nas ilhas também continuou a sua marcha, ainda que lenta e consignada às suas limitações geográficas e demográficas. Sendo os AÇORES historicamente mais pulsantes neste quadrante, a verdade é que os efeitos da contracção económica levou ao afastamento de muitos músicos e ao desaparecimento de vários projectos. A desmotivação ter-se-á instalado como nunca num local onde já era difícil remar contra a maré. Os eventos escassearam e as bandas de versões e os DJ's assumiram um papel de destaque na oferta cultural. Os patrocinadores e secretarias relegaram para último plano este tipo de investimento e, curiosamente, a ilha Terceira acabou por registar uma actividade tão ou mais intensa do que a da sua mais directa "concorrente", a ilha de São Miguel.

Os lançamentos resumiram-se ao EP (de título premonitório) "State Of Decay" dos WEPARASITES, aos singles "Angel Song" dos CROSSFAITH, "Obsessed To Kill, Possessed To Destroy" dos ZYMOSIS e "Party's Over" dos MUFASA, para além do EP "Chapter 13 - We Came For Blood" dos HUMAN HATE (projecto criado por dois elementos dos Anomally).

Quanto a eventos, o cenário foi desolador e nem o regresso do ROQUEFEST, com um cartaz suficientemente sugestivo, serviu para chamar a atenção de pouco mais de algumas dezenas de pessoas. O LIVE SUMMER FEST, um dos últimos bastiões em termos de eventos em São Miguel, também sofreu profundamente os efeitos da crise, tendo mesmo excluído os projectos internacionais e funcionado apenas com a "prata da casa". Já na ilha Terceira, o balanço não foi melhor, mas ainda foi possível reunir oito bandas locais no SHREDDING NIGHT (algo cada vez mais difícil na ilha de São Miguel).

Em termos de novos projectos só mesmo os FINDING SANITY, liderados por Stephan Kobiákin [Summoned Hell], e David Melo [Neurolag] que sorrateiramente vai desenvolvendo uma interessante musicalidade com os DEAD SUSPECT. Enquanto isso, os veteranos CARNIFICATION continuam a preparar o seu primeiro álbum em vinte anos de carreira e os PALHA D'AÇO regressaram a estúdio quinze anos depois. Já prometido está também uma segunda maqueta dos FAKE SOCIETY, enquanto os THROUGH THE SILENCE lançaram um tema que pode abrir portas a um primeiro lançamento. Uma nota final para o GRITO INSULAR, site exclusivamente dedicado à música alternativa na ilha Terceira e que veio dinamizar o meio local.

Alguns quilómetros ao lado, a MADEIRA também teve um final de ano mais activo com a realização do METAL XL e do METAL BLAST, dois eventos que deram visibilidade a praticamente toda a nata que compõe o restrito underground da ilha. Os WINTTERNAL com um EP, os LIGHTS OF NIGHTMARE a prepararem novo trabalho, os ALTAR OF PAIN, THE CROD PROJECT (com um elemento dos Calamity Islet), PSYCHOLOGICAL PAIN, THORNS OF ASYLUM, CADAVRA ou HEAVEN CAN WAIT são algumas das novas promessas do metal madeirense, sendo que os mais rodados KARNAK SETI ou REQUIEM LAUS mantiveram-se muito discretos. Quem cresce a olhos vistos são os CALAMITY ISLET que depois da edição do EP "See The Colourless" lançaram um videoclip e fecharam o ano a actuar com os Moonspell no Madeira Winter Fest.

Posta esta longa explanação, parece evidente que os músicos e bandas nacionais sobreviveram com algum engenho a uma fase em que, mais do que o cenário interno, os valores globais se regeneram e a preocupação principal muitas vezes é a da própria sobrevivência individual. A cultura deixou de merecer a mesma atenção, mas ainda assim o metal, num país tão pequeno como Portugal, continua estoicamente a viver no gume da vontade mais sagaz e voluntariosa de alguns dos seus militantes. É de convicção que este movimento sempre viverá até porque, e como afirma um músico que até é de uma nova geração, o metal não é apenas música...


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"O metal é um estilo de vida, vai muito para além de algo que se oiça ocasionalmente"
Matt Heafy [Trivium]


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«Senhor Estranho»: Kit apresenta novo projecto de originais

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"Senhor Estranho", assim se chama o novo projecto de João Martins, conhecido no meio musical como Kit. O açoriano de 51 anos que encetou um percurso marcante com os R.I.P. em 1992, na ilha Terceira, abordou mais uma das suas iniciativas musicais em entrevista exclusiva ao Grito Insular.

"Fazer da música uma coisa estranha", assim define Kit a sua nova aventura musical. O vocalista, guitarrista e compositor explica que a intenção é criar algo "a que as pessoas não estão habituadas, pegando em vários géneros", sendo a base a música electrónica. O músico refere ainda influências de jazz, progressivo, blues, rock, entre outros. 

Com mais de 30 anos de carreira, Kit confessa que voltou a sentir estímulo para experimentar novas sonoridades. "Chegamos a uma idade em que ou continuamos a fazer o mesmo, a tocar covers ... mas estou novamente com vontade de inventar coisas."

Veja entrevista na íntegra aqui.

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