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Juseph: EP de estreia disponível para escuta

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"Novae" é o registo que apresenta os post-rockers valecambrenses Juseph. A sua edição foi independente e ocorreu em Setembro último. Agora é possível ouvi-lo na íntegra no Bandcamp.

"Novae" é composto por cinco faixas produzidas por Makoto Yagyu [If Lucy Fell], com assistência de Fábio Jevelim, nos Black Sheep Studios, em Sintra. O artwork é assinado por Pedro Sobast [Catacombe].

Os Juseph fundaram-se em 2009 e desde então já subiram ao palco com os Crushing Sun, Men Eater, Lululemon, E.A.K., Aspen ou Process Of Guilt, tendo mesmo participado no Milhões de Festa 2012.


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O Quarto Fantasma apresentam «A Sombra» este sábado em Lisboa

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Os lisboetas O Quarto Fantasma são a banda de abertura do concerto dos noruegueses Electric Eye a 26 de Outubro (próximo sábado) no Sabotage Club, na capital portuguesa. O início do espectáculo está agendado para as 22h30 e o ingresso custa 5 euros.

O Quarto Fantasma encontra-se a promover o seu álbum de estreia, "A Sombra", editado a 24 de Maio pela Raging Planet, cujo catálogo inclui os Bizarra Locomotiva, Peste & Sida, Riding Pânico, Sinistro, entre outros. A gravação e mistura estiveram a cargo do norte-americano Chris Common [Omar Rodriguez Lopez, These Arms Are Snakes, Pelican] nos Cork House Studios, com masterização de Fernando Matias [Bizarra Locomotiva, Linda Martini, f.e.v.e.r.] no The Pentagon Audio Manufacturers.

O trio formou-se em 2010 e explana um rock maioritariamente experimental pautado por dinâmicas que vão quase do silêncio até intensas explosões sónicas. A estreia nas edições foi feita com o EP "Arder", em 2011, que incluiu uma versão de "Canção de Embalar" de José Afonso.




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Riding Pânico apresentam «Homem Elefante» em Braga este mês


Os Riding Pânico vão transportar o seu post-rock para o palco do Ponte Party People 2013 que decorre no Parque da Ponte, em Braga, a 13 de Setembro. A entrada é livre (mais informações aqui). 

O colectivo lisboeta encontra-se em plena fase de promoção do seu terceiro registo de originais, "Homem Elefante", editado em Junho pela Raging Planet e Lovers & Lollypops.

Já a 25 de Outubro, os Riding Pânico deslocam-se ao Musicbox, em Lisboa, para participar no Jameson Urban Routes ao lado dos If Lucy Fell e dos norte-americanos No Age.  

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Happening: post-rockers franceses lançam EP acústico


Os post-rockers franceses Happening lançaram em formato digital o EP acústico "Wild Vision". Esse registo sucede a "Birth", também um EP, editado há algumas semanas.

Os Happening fundaram-se em 2012 com elementos dos Arteries Shaking e Pin-Up Explosion e reclamam influências dos Thrice, Karnivool, Architects, Feed The Rhino, La Dispute e Touche Amore.

Oiça "Birth" e "Wild Vision" aqui

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Before And After Science: banda post-rock do Porto lança EP de estreia


Já se encontra disponível para escuta e download gratuito o EP de estreia do grupo de post-rock instrumental portuense Before And After Science. Intitula-se "Vital Signs Of A Fallen World" e é composto por dois temas misturados nos Estúdios Sá da Bandeira, no Porto, por Cláudio Tavares [Atlast, ex-For The Glory, ex-Solid] e masterizado no mesmo local por João Brandão [Throes, The Shine]. O artwork é baseado no trabalho fotográfico de Ivo Madeira e Benjamim Daniel. Uma versão física estará disponível em Agosto.

Em nota de imprensa, os Before And After Science caracterizam o seu trabalho como "uma sonoridade exploratória do binómio peso-melodia que se desenha em crescendos de beleza atmosférica e cinematográfica". Na ausência de letras, sublinham a "forte sugestão conceptual do título em compensação" que sugere um "universo ecléctico de interpretações auditivas".

Os Before And After The Science formaram-se em 2009 e apresentam como principais influências bandas como os Caspian, Russian Circles e Explosions In The Sky.  

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Review - Under The Pipe - "After Sound Comes Silence"

UNDER THE PIPE
"After Sound Comes Silence"
[MCD - Ethereal Sound Works]

Olhando para o longo percurso de Valério Paula, seria afiançável a qualidade inequívoca deste trabalho. Músico desde 1992 e com colaborações que vão desde Ana Malhoa, a membros dos Desire, The Firstborn e Switchtense, para além dos seus Skewer e este que é já o quarto registo dos Under The Pipe, o mentor desta entidade suscita a ideia de que há ainda algum caminho por palmilhar.

Sendo o post-rock uma fonte que tem brotado abundantemente nos últimos tempos - até mesmo em Portugal - saber-se-ia à partida que qualquer investida neste campo teria que ser acautelada. E feita justiça, este não é um trabalho inglório mas percebe-se que alguns problemas de base minam a verdadeira alma que algumas boas ideias aqui sugerem. A começar imediatamente pela produção. Sendo caseira, pressupõe-se algumas limitações, mas a sonoridade de bateria (aparentemente programada) com um rácio de compressão elevadíssimo chega ao ponto de dificultar a audição das harmonias de guitarra e quebra, inevitavelmente, o ambiente etéreo e relaxante que são a grande marca de uma banda do género.

Sendo difícil ignorar a qualidade da gravação e passando apenas à composição, recuperamos a consciência de que passeiam-se boas ideias ao longo destes sete temas, mas talvez não o suficiente para as consideramos à altura de uns Mogwai ou Explosions In The Sky. E se isso for pedir muito podemos olhar até para os nacionais The Allstar Project, Riding Pânico ou Catacombe. Música instrumental com intentos atmosféricos exige camadas sensoriais mais profundas, maior aura e cintilância e outra capacidade para nos embrenhar em cenários paralelos. Até mesmo mais tempo para se poderem desenvolver (sente-se que alguns temas terminam antes sequer de atingirem o seu clímax).

Como conclusão, merece-nos referir que qualquer presunção de experiência do seu autor fica algo beliscada pelo aspecto algo descuidado deste registo sonoro. Se tivermos em conta que não há altura para se aprender, estamos certos que esta jovem entidade tem toda a margem de manobra para progredir. E munida das devidas condições de estúdio pode, definitivamente, ganhar uma nova alma que merece. [4.5/10] N.C.

Data de lançamento: 27 de Maio de 2013
Nota de estúdio: produzido em estúdio caseiro; masterizado por Nicholas Deringa (excepto "Long Way To Die" por Valério Paula).
Estilo: post-rock
Origem: Barreiro (Portugal)
Formação: 2010

Alinhamento:
1. "Why Do You Think In Sadness?" (4:07)
2. "The Sun Born Again" (3:54)
3. "No Need Words" (4:31)
4. "Everything Is Sound" (3:46)
5. "The Music In Our Ears" (4:31)
6. "Long Way To Die!" (6:26)
7. "Minutes, Hours, Days To Rest" (2:43)
Duração: 29 minutos

Elementos:
- Valério Paula (guitarra)
- João Modesto (baixo)
- Igor Pedroso (bateria)

Discografia:
- "Past And Future" (EP - 2011)
- "Start Over Again" (CD - 2011)
- "Fix You, You Are Not Alone" (MCD - 2012)
- "After Sound Comes Silence" (MCD - 2013)



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Entrevista Riding Pânico

ROCK INSTRUMENTAL DE EXPANSÃO MENTAL
"Criámos um monstro com coração de manteiga"

Os Riding Pânico estão de volta e trazem-nos “Homem Elefante”, um álbum cheio de emoções, experimentalismo e de grande qualidade. Shela e João Nogueira falam-nos do novo registo, do processo criativo, das mudanças e do futuro que se avizinha bem risonho para a banda lisboeta.

Passaram-se cinco anos desde "Lady Cobra", o vosso último registo. O que levou a esta demora?
Acho que está relacionado com o facto de existir "Pânico" no nome da banda. É sempre uma incerteza, nunca se sabe bem o que vai acontecer, mas há uma coisa que é sempre certa: assim que metemos na cabeça que vamos fazer um disco, as músicas fluem como devem. Isto já deve estar relacionado com o facto de existir "Riding" no nome! Talvez tenha demorado um pouco demais, mas estamos muito satisfeitos com o resultado. 

Quais são as maiores diferenças entre "Lady Cobra" e "Homem Elefante"? Sentem que mudaram muito a sonoridade? 
Como já foi referido, passaram-se cinco anos. É normal e de esperar que muita coisa mude. Mudaram as nossas influências, as nossas "mãos", os nossos instrumentos, saiu o Miguel e entrou o Fábio que, como alguém disse, "foi como ter saído o 'camião dos bombeiros' e entrado uma 'máquina de algodão doce'"...

Falem-nos um pouco sobre o novo álbum. Como começaram a aparecer as ideias para conceber "Homem Elefante"?
Não querendo cair num lugar comum, mas sendo inevitável, começámos a juntar-nos para tocar. O Fábio aparece com uma série de riffs de guitarra, o Jorge sai-se com outros, o Jonas transforma-se num 'monge mau', etc., etc.. Comparativamente ao que aconteceu para o "Lady Cobra", acho que foi praticamente igual.

Já agora, o que significa o título?
Não existe nenhum conceito definido por trás dele. O álbum aparece agora mas foi um processo do qual fizeram parte não só os Riding Pânico mas também todas as pessoas com quem tocámos que nos inspiraram a criar este "monstro" com "coração de manteiga".

Que impacto tiveram as mudanças de line-up?
Acho que de alguma maneira já respondemos a essa questão. O Chris, tal como todos os outros que passaram pela banda, deixaram o seu contributo. Aprendemos uns com os outros e a memória que fica é a de querer fazer, querer tocar, querer partilhar a música com amigos e depois com o público. O impacto foi maior nas nossas vidas, com as amizades que fizemos, do que propriamente na banda.

Os Riding Pânico são uma banda muito acarinhada no espectro underground nacional. Como surgiu este projecto?
Dois gajos conhecem-se em 2003 e sacam uns riffs... até hoje.

Quais são as vossas influências e como lidam com elas no processo de gravação de um álbum?
A influência do Jorge é o BB, a do BB é o Shela, a do Shela é o Makoto, a do Makoto é o Fábio, a do Fábio é o Jonas e a do Jonas é o Jorge... Nem sempre é fácil lidar com estas influências todas mas nada que duas cervejas não resolvam.

Sabe-se que têm alguns projectos paralelos. Falem-nos um pouco do que está a acontecer com esses mesmos?
If Lucy Fell e Men Eater estão de "licença sabática" e Paus está bem, muito obrigado.

Agendaram alguns concertos de apresentação ao novo álbum. Há mais planos nesse contexto para 2013?
Para já temos agendadas datas a 5, 6, 20 e 28 de Julho no Texas Bar (Leiria), Fábrica da Pólvora (Barcarena), GNRation (Braga) e Milhões de Festa (Barcelos), respectivamente. A 10 de Agosto vamos ao Festival Esvoaça (Esposende). Mas o objectivo é sempre tocar o máximo possível.

O que acham do panorama musical hoje em dia com a explosão da música em formato digital?
Para uma banda como a nossa que não vende muitos álbuns, é uma mais-valia. Interessa-nos muito mais que o nosso som seja ouvido pelo maior número de pessoas e que isso se traduza em concertos ao vivo, do que aparecer no Top+ porque vendemos não sei quantas dúzias de cópias. Daí lançarmos o "Homem Elefante" apenas em vinil para quem gosta de comprar o objecto físico. Esperamos que digitalmente se propague por essa rede fora e que nos proporcione, no mínimo, a oportunidade de voltarmos a gravar um novo disco.

Mark Martins




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Review - Riding Pânico - "Homem Elefante"

RIDING PÂNICO
"Homem Elefante"
[LP - Raging Planet/Lovers & Lollypops]

Parece que foi ontem mas cinco anos passaram desde “Lady Cobra”, o primeiro longa-duração dos lisboetas Riding Pânico. Pelo meio, muitos projectos, algumas mudanças de formação mas nada abalou este muito acarinhado colectivo.

“Homem Elefante” é um álbum mais minimalista, simples e directo que os seus antecessores. Apesar disso, percebe-se logo, aos primeiros acordes de “Zulu”, que não perderam a sua identidade e qualquer conhecedor da banda consegue identificá-la.

Há algum peso, não muito. Há também mais intensidade que propriamente passagens melódicas e introspectivas. As sete faixas espalhadas em cerca de 36 minutos deste curto álbum complementam-se de uma forma quase perfeita.

Depois de uma introdução poderosa, “Dance Hall” e “Código Morte” marcam uma toada mais pausada. É impressionante o quanto cresceram estes músicos desde o seu primeiro EP. Soam tão mais maduros e disciplinados. Uma prova disso mesmo é “Monge Mau”, uma das faixas mais bem conseguidas do disco (não que haja alguma menos conseguida), pois mistura tudo o que há de melhor na sua sonoridade.

A ponta final do disco chega-nos com “Blueberry Surprise”, “Nunca Digas Banzai” e “Parece Que Perdeste Alguém”, este último recheado de intensidade e uma mistura de sentimentos dominada pela melancolia. Este trio de faixas serve para nos dar o golpe final e deixar-nos completamente de queixo caído e a salivar por mais.

Pena realmente que o disco seja curto mas a verdade é que não há aqui nada para encher. Tudo foi pensado e escolhido a dedo. É muito bom ouvir um disco feito por um grupo de indivíduos apaixonados por música. É ainda melhor ver os Riding Pânico de regresso ao trono do post-rock em Portugal. [9/10] M.M.

Data de lançamento: Junho 2013
Nota de estúdio: gravado nos Black Sheep Studios
Estilo: post-rock
Origem: Lisboa (Portugal)
Formação: 2004

Alinhamento:
1. "Zulu"( 4:58)
2. "Dance Hall" (5:18)
3. "Código Morte" (4:22)
4. "Monge Mau"  5:26
5. "Blueberry Surprise" 5:05
6. "Nunca Digas Banzai"  5:17
7. "Parece Que Perdeste Alguém" (5:35)
Duração: 36 minutos

Elementos:
- Makoto Yagyu (baixo)
- João Nogueira (guitarra)
- Fábio Jevelim (guitarra)
- Jorge Manso (guitarra)
- João “Shela” Pereira (teclados)
- Carlos BB (bateria)

Discografia:
- "EP" (CD – 2006)
- "Lady Cobra" (CD – 2008)
- "Homem Elefante" (LP – 2013)



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Crossover Festival 2013: variedade e peso este fim-de-semana em Leiria

V3ctors

É já esta sexta e sábado que decorre no Centro Cultural e Recreativo de Bidoeira de Cima, no concelho de Leiria, o Crossover Festival 2013. Da ementa fazem parte seis bandas nacionais e uma internacional, com sonoridades que vão desde o metal moderno até ao rock e post-rock.

Assim, abrem o festival os Horse Head Cutters, Braço de Ferro e os espanhóis V3ctors. No dia seguinte sobem ao palco os Last Hangover, Rooster Claw, These Are My Tombs e Clutter.

Os bilhetes encontram-se para pré-venda até quinta-feira no Café Le France, em Carnide (Pombal, Leiria) a 2 euros (um dia) ou 4 euros (dois dias). No dia os ingressos custam 3 euros e 5 euros.

O início dos espectáculos está agendado para as 22h00.

Mais informações aqui

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Catacombe de regresso ao estúdio três anos depois



Os post-rockers Catacombe estarão de volta ao estúdio dentro de poucos dias para registar o sucessor de "Kinetic", de 2011. Segundo o grupo de Vale de Cambra, liderado por Pedro Sobast, o terceiro registo da banda deverá sair no Outono.

No início do ano os Catacombe associaram-se à editora italiana Bylec-Tum [God Is An Astronaut, Jakob, PG. Lost] para uma edição especial do seu EP de estreia, "Memoirs". Editado originalmente em 2008, o registo está agora disponível em cassete e CD digipack com um tema inédito ("Jardim da Sereia") e nova capa pela fotógrafa Maria do Carmo Louceiro.

A banda está também a disponibilizar um pack especial com t-shirt, CD, cassete e postal por 12 euros (mais portes de envio) através do e-mail catacombe.band@gmail.com. A edição em cassete pode também ser adquirida por bylec-tum@libero.it.



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Under The Pipe: projecto post-rock do Barreiro lança primeiro registo físico


Liderados pelo veterano Valério Paula, os Under The Pipe lançaram o seu primeiro trabalho em formato físico, o EP "After Sound Comes Silence", no passado dia 27 de Maio pela Ethereal Sound Works.

O sucessor de "Start Over Again", de 2011, apresenta sete temas com "um som mais forte, rápido e enérgico", segundo a banda de post-rock oriunda do Barreiro.

Os Under The Pipe formaram-se em 2010 e contam também com os EPs "Past And Future", de 2011, e "Fix You, You Are Not Alone", de 2012. Valério Paulo regista um passado ligado a géneros como o thrash, grunge e black metal, tendo trabalhado com elementos dos Desire, The Firstborn e Switchtense e mais recentemente feito parte dos Skewer.  

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Katabatic: tournée de promoção a «Heavy Water» arranca hoje em Lisboa

São seis as datas agendadas para este mês de Março no âmbito da promoção ao álbum "Heavy Water". A primeira é já hoje no Bacalhoeiro, em Lisboa.

Os post-rockers lisboetas vão ainda levar o seu álbum de estreia, editado em Abril de 2012 pela Raging Planet, a Barcelos (CCOB, dia 28), Porto (O Meu Mercedes, dia 29), em Vila Real (local a designar, 30), Bragança (local a designar, dia 30) e Viana do Castelo (Freguez, dia 30).

"Heavy Water" foi gravado por Makoto Yagyu [PAUS, Riding Pânico, If Lucy Fell] e Fábio Jevelim nos estúdios Black Sheep, em Sintra. A masterização esteve a cargo de Chris Common [These Arms Are Snakes].

O álbum pode ser escutado na íntegra aqui.


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Review - Long Distance Calling - "The Flood Inside"

LONG DISTANCE CALLING
"The Flood Inside"
[CD - Superball Music]

Finalmente ao quarto álbum de estúdio os Long Distance Calling decidiram-se a recrutar um vocalista a tempo inteiro. O seu nome é Martin Fischer [Pigeon Toe, ex-Fear My Thoughts] e vem acrescentar outra profundidade à banda. "The Flood Inside" é mais um passo em frente na carreira destes germânicos que não mostram ter qualquer tipo de medo em percorrer territórios musicais novos. A grande mudança em relação aos álbuns anteriores é que neste 50% das músicas tem voz. Não só do já referido Martin Fischer mas também do conhecido Vincent Cavanagh, vocalista/guitarrista dos britânicos Anathema. Mas já lá vamos.

"Nucleus" abre o disco e define-o perfeitamente. Riffs pesados seguidos de passagens melódicas e também um toque de influência de rock progressivo clássico. É uma faixa muito forte que serve para aguçar o apetite para o que vem de seguida. As primeiras vozes são ouvidas em "Inside The Flood". Que surpresa agradável. Assentam que nem uma luva na música. Ou será que é a música que assenta na perfeição na voz? Martin Fischer possui uma voz límpida que faz lembrar algo entre Mike Patton e Chris Cornell. A meio do disco, o tom muda um pouco e somos presenteados com "Welcome Change" que conta com a voz de Vincent Cavanagh. Ficaria bem, sem margem para dúvidas, em "We're Here Because We're Here" ou em "Weather Systems". 

No entanto, os grande destaques de "The Flood Inside" são os instrumentais "Ductus" e "Waves". São estes dois grandes momentos do disco que provam que os Long Distance Calling querem experimentar e inovar, levando-os para outro nível completamente diferente e superior. Cheios de elementos electrónicos, são espaciais, groovy e épicos. A vontade de carregar no botão de repeat é imensa. 

Em resumo, é mais um grande disco dos Long Distance Calling. Está aqui provado que são incapazes de conceber um mau disco. Após inúmeras audições, consegue-se perceber que "The Flood Inside" é, de facto, muito diferente de "Satellite Bay", "Avoid the Light" e "Long Distance Calling" mas não fica, de todo, abaixo de nenhum deles. Estamos perante uma banda que continua a evoluir, a desafiar-se e a não seguir modas. Continuam a apresentar trabalhos inovadores e modernos. Isso é de louvar. [9/10] M.M. 

Data de lançamento: 4 de Março de 2013
Nota de estúdio: produzido por Martin Meinschläfer nos Megaphone Tonstudios (Alemanha)
Estilo: rock/metal progressivo
Origem: Münster (Alemanha)
Formação: 2006

Alinhamento:
1. "Nucleus" (7:13)
2. "Inside The Flood" (6:42)
3. "Ductus" (6:48)
4. "Tell The End" (5:59)
5. "Welcome Change" (7:09)
6. "Waves" (6:39)
7. "The Man Within" (6:35)
8. "Breaker" (8:13)
Duração: 55:27 minutos

Elementos:
- Martin “Marsen” Fischer (voz)
- David Jordan (guitarra)
- Florian Füntmann (guitarra)
- Jan Hoffmann (baixo)
- Janosch Rathmer (bateria)

Discografia:
- “Dmnstrtn” (demo - 2006)
- “Satellite Bay” (CD - 2007)
- “09208” (split EP c/ Leech - 2008)
- “Avoid The Light” (CD - 2009)
- “Long Distance Calling” (CD - 2011)

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Mono / Microphonics - 23.02.13 - Hard Club, Porto

A abertura de portas, anunciada para as 21h00, atrasou pelo que a fila à porta da Sala 2 se estendia largos metros. Os bilhetes tinham esgotado a meio da tarde e eram muitos os que queriam assegurar um bom lugar.

O concerto em si, esse sim, teve início à hora marcada. 22:00 em ponto e o belga Dirk Serries – a mente por trás dos Microphonics – subiu ao palco. Como DJ, não é seu costume falar ao público, mas tratando-se da sua última data na tour – a partir dali, a primeira parte ficaria a cargo do americano Chris Brokaw – Serries achou que deveria expressar o seu agradecimento a quem permitira que ele tocasse a sua música, nomeadamente aos Mono, ao motorista e ao técnico de som.

Seguiu-se então meia hora sem interrupções de música ambiental bastante envolvente, que deixou os presentes num transe relaxante. No final, as despertarem, aplaudiram o artista com fervor.

Fervor que aumentou de intensidade um quarto de hora depois com os tão aguardados cabeças-de-cartaz. O seu sexto longa-duração chegou às lojas em Setembro do ano passado e ouvimos três das cinco músicas que compõem este “For My Parents” – “Legend”, com que a actuação começou, “Dream Odyssey” e ainda “Unseen Harbor”. No entanto foi o anterior “Hymn To The Immortal Wind”, já de 2009, que teve mais destaque, tocando cinco temas que incluíram “Ashes In The Snow”, “Follow The Map” e “Everlasting Light”, com que encerraram o tocante concerto.

A mistura instrumental de post-rock e shoegazing com a sonoridade asiática, interpretada de corpo e alma pelo quarteto, enlevou o público e fê-lo render-se por completo – ora movimentando o corpo ao ritmo e sentimento dos temas, ora explodindo em aplausos e gritos de aprovação.

Um espectáculo bonito de se viver, tanto pela qualidade da banda como pela emotiva resposta do público.

Texto: Renata Lino
Fotografia: Maria Louceiro

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Mono em Portugal já este fim-de-semana para apresentar «For My Parents»

É já nos próximos dias 22 e 23 de Fevereiro que os japoneses Mono regressam a Portugal para actuações no Paradise Garage, em Lisboa, e no Hard Club, no Porto, respectivamente.

A banda japonesa tem-se afirmado nos últimos tempos como uma das maiores referências do post-rock e encantado multidões com a sensibilidade da sua música.

Com quatorze anos anos de carreira, o quarteto instrumental de Tóquio editou o seu sexto longa-duração em Setembro com o título "For My Parents". Este é classificado como um "aperfeiçoamento" de "Hymn For The Immortal", "em que as orquestrações adquirem uma importância distinta".

Ambas as datas terão suporte dos belgas Microphonics, liderados por Dirk Serries, nome de referência da música electrónica e ambiental.

Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais por 20 euros.

O espectáculo de Lisboa, promovido pela Prime Artists, tem início agendado para as 21h00, enquanto que no Porto a promotora Amplificasom agendou o arranque para as 22h00.

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Review - Cult Of Luna - "Vertikal"

CULT OF LUNA
"Vertikal"
[CD - Indie Recordings]

Apesar de mais novos, emergiram sorrateiramente para se colocarem bem firmes ao lado dos grande pioneiros do post-metal, os Neurosis. Como acontece com muitas bandas, o seu início foi mais duro, rude e áspero, musicalmente falando, e com o tempo foram-se tornando muito mais cerebrais mas paradoxalmente mais emotivos.

Se há coisa que distingue os verdadeiros mestres dos seguidores é a capacidade de manter a qualidade intocável. Com maiores ou menores metamorfoses, o grupo de Umeå teima em não desiludir os seus seguidores e "Vertikal" é mais um portento de música envolvente, desafiante e poderosa.

Cerca de cinco anos se passaram desde o anterior "Eternal Kingdom", o que pode induzir que a banda até estaria a necessitar de umas "férias". Ainda que pelo meio tenha ficado um DVD ao vivo e um audio book, seria neste novo passo que estariam focadas todas as energias criativas. Não havendo propriamente altos e baixos na carreira do grupo, "Vertikal" é um disco mais imprevisível em relação ao seu antecessor e os Cult Of Luna conseguem mais uma vez, como já quase ninguém, imprimir uma dinâmica (mesmo que sempre numa torrente de música lenta) fantástica e um espírito psicadélico absolutamente absorvente.

A maior virtude dos Cult Of Luna mantém-se na capacidade de não deixarem estancar a fonte criativa. Desta feita com uma imagética brutal inspirada no filme de ficção-científica da época do expressionismo alemão, "Metropolis", realizado por Fritz Lang em 1927, conseguem uma nova colecção de temas fiel ao seu carácter em que vão sustentadamente explicando, com uma classe evidente, o sentido do conceito lírico, musical e visual deste disco. A música atinge ocasionalmente picos de psicadelismo e uma gigantesca dimensão negra que nos faz sentir verdadeiramente desconfortáveis. A culpa principal é de uma sublime "Vicarious Redemption" que em dezanove minutos parece sugar-nos para outra realidade - espacial, sintética e asfixiante em tons sempre monocromáticos.

Por tudo isso, e por quinze anos de carreira expressos em sete fantásticos discos, parece-nos cada vez mais evidente que este será um nome para ficar cravado nos anais da música ambiental e progressiva. [8.7/10] N.C.

Data de lançamento: 29 de Janeiro de 2013
Nota de estúdio: produzido pelos Cult Of Luna, gravado, misturado e masterizado por Magnus Lindberg nos Tonteknik Recording  e The Vilhelm Room
Estilo: post-rock
Formação: 1998
Origem: Umeå (Suécia)

Alinhamento:
1. "The One" (2:19)
2. "I: The Weapon" (9:37)
3. "Vicarious Redemption" (19:17)
4."The Sweep" (3:13)
5. "Synchronicity" (7:23)
6. "Mute Departure" (9:21)
7. "Disharmonia" (0:46)
8. "In Awe Of" (10:10)
9. "Passing Through" (6:11)
Duração: 68 minutos

Elementos:
- Johannes Persson (guitarra/voz)
- Fredrik Kihlberg (guitarra/voz)
- Erik Olofsson (guitarra)
- Andreas Johansson (baixo)
- Magnus Lindberg (bateria/engenheiro de som)
- Thomas Hedlund (bateria/percussão)

Discografia:
- "Cult Of Luna" (CD - 2001)
- "The Beyond" (CD - 2003)
- "Salvation" (CD - 2004)
- "Somewhere Along The Highway" (CD - 2006)
- "Eternal Kingdom" (CD - 2008
- "Eviga Riket" (audio/book - 2010)
- "Vertikal" (CD - 2013)



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Cult Of Luna: segunda reportagem de estúdio disponível

Está disponível o segundo de uma série de quatro reportagens de estúdio em que o Johannes Persson [vocalista, guitarrista] e Magnus Lindberg [percussionista] abordam "Vertikal", sexto álbum dos post-rockers suecos Cult Of Luna, que estará disponível a partir de 25 de Janeiro pela Indie Recordings. Desta vez, os dois músicos focam-se na temática do álbum. 

O tema "I: The Weapon" também já está disponível para escuta pelo SoundCloud (ouvir abaixo).




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Catacombe: EP «Memoirs» reeditado em vários formatos com material inédito

Os post-rockers de Vale de Cambra Catacombe associaram-se à editora italiana Bylec-Tum [God Is An Astronaut, Jakob, PG. Lost] para uma edição especial do seu EP de estreia, "Memoirs". Editado originalmente em 2008, o registo estará agora disponível em cassete e CD digipack com um tema inédito ("Jardim da Sereia") e nova capa pela fotógrafa Maria do Carmo Louceiro.

A banda liderada por Pedro Sobast está a disponibilizar um pack especial com t-shirt, CD, cassete e postal por 12 euros (mais portes de envio) através do e-mail catacombe.band@gmail.com. A edição em cassete pode também ser adquirida por bylec-tum@libero.it.

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Review - Late Night Venture - "Pioneers Of Spaceflight"

LATE NIGHT VENTURE
"Pioneers Of Spaceflight"
[CD - Dunk Records]

Muitas bandas têm surgido, nos últimos anos, dentro do post-rock. Umas que "inventaram" o género, outras que seguem modas, outras que o "reinventaram" e ainda outras que apenas tocam por paixão. Este estilo musical, felizmente, permite com que não hajam muitas fotocópias. O experimentalismo é um prato forte dentro do post-rock e muitas bandas sabem utilizá-lo a seu favor.

Os Late Night Venture são uma banda que sabe muito bem o que faz e o que quer. Formados na Dinamarca em 2000, país mais famoso pelo seu thrash e death metal, optam pela vertente mais experimental e ambiental do género. Têm como principais referências bandas como Mogwai, Explosions In The Sky e 65daysofstatic, e mesmo outras como Junius, Sigur Ros e The Cure.

Como já foi dito, este quinteto apresenta-nos um álbum bastante experimental e ambiental. Não se limitam a seguir as regras básicas e têm todo o gosto em acrescentar pequenos elementos que engrandecem as suas canções. Aqui e ali vamos sendo surpreendidos por algumas vozes que funcionam muitas vezes como apenas mais um instrumento e também por sintetizadores e teclas como os 65daysofstatic e Mogwai nos habituaram. Apesar deste ser um álbum bastante leve, ainda somos brindados ocasionalmente com algumas passagens mais agressivas onde as guitarras têm um papel fundamental e ajudam a chegar ao clímax.

No final, ficamos com uma sensação de leveza e de termos ouvido algo diferente. Uma lufada de ar fresco. "Pioneers Of Spaceflight" é, como a maioria dos álbuns de post-rock, um disco que tem de ser ouvido de princípio ao fim para fazer sentido. Um bom álbum para os apreciadores do género. [7/10] M.M.

Data de lançamento: Outubro de 2012
Nota de estúdio: gravado entre 2011 e 2012 nos estúdios Subversive e Windmill Park, por Morten Søfting; masterizado por Magnus Lindberg.
Estilo: post-rock
Origem: Copenhaga (Dinamarca)
Formação: 2000

Alinhamento:
1. "Kaleidoscopes"
2. "Peripherals"
3. "Houses"
4. "Birmingham"
5. "The Empty Forest"
6. "Hours"
7. "Ready No"
8. "Trust"
9. "Glitterpony"
10. "Carisma"

Elementos:
- Peter Olsen (guitarra/voz)
- Søren Hartvig (voz/guitarra)
- Jens Back (baixo)
- Jonas Qvesel (teclado)
- Peter Falk (bateria)

Discografia:
- "Illuminations" (EP - 2009)
- "Late Night Venture" (CD - 2006)
- "Pioneers Of Spaceflight" (CD- 2012)




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The Elijah editam DVD ao vivo com quarteto de cordas

O grupo de post-rock britânico The Elijah disponibiliza, a partir de 1 de Dezembro, em regime de pré-reserva através da Small Town Records, o CD/DVD "Live At The Underworld". Este item ilustra o concerto que a banda realizou no passado dia 16 de Dezembro em que a particularidade foi a presença do quarteto londrino de cordas Niche.

Segundo o guitarrista, Sean Harrison, a banda sempre desejou transpor para o palco os seus elementos orquestrais, criados por norma através de software, até que acabou por conseguir orçamento para tal. "Sabíamos que esta era uma oportunidade única, por isso tínhamos que a filmar," concluiu.

Este lançamento vem acompanhado de um making of, todos os videoclips da banda, entrevistas exclusivas, entre outros.

A data oficial do lançamento de "Live At The Underworld" está ainda por designar.

Os The Elijah encontram-se a promover o seu álbum de estreia, "I Loved I Hated I Destroyed I Hated", gravado numa mansão abandonada sem recurso a ambientes digitais. 


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