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Scott Kelly [Neurosis] a solo em Portugal

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Scott Kelly, elemento do seminal colectivo de post-metal Neurosis, está de regresso a Portugal nos dias 11 e 12 de Fevereiro com o seu projecto "The Road Home" para actuações no Passos Manuel, no Porto, e Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, respectivamente.

O frontman nascido no Illinois faz-se acompanhar de outro colega nos Neurosis, Noah Landis, e Gregory James Dale, e focará a sua actuação na promoção do seu terceiro disco a solo, "The Forgiven Ghost In Me", editado em 2012.

Os bilhetes para estes espectáculos encontram-se já à venda na Amplistore e lojas Louie Louie (Porto), Piranha (Porto), Matéria Prima (Porto e Lisboa) e Flur (Lisboa). Esta é uma produção Amplificasom (data portuense) em co-produção com a Galeria Zé dos Bois (data lisboeta).  

O início de ambos espectáculos está agendado para as 22h00.

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Process Of Guilt preparam split com suíços Rorcal

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Os eborenses Process Of Guilt anunciaram hoje a edição de um split 12'' para a Primavera de 2014. Em comunicado, a banda de death/doom/post-metal revela que os seus parceiros de edição são os suíços Rorcal.

"Esperem nada mais do que ambas as bandas a continuar a sua busca pelo extremo", vaticinam.

Os Process Of Guilt têm estado ocupados com a promoção do seu terceiro longa-duração, " FÆMIN", editado em Maio de 2012 pela Bleak Recordings. Entretanto, a Ruins Records disponibilizou o álbum numa edição limitada em vinil, como forma de assinalar o seu segundo aniversário. 

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Wells Valley [com membros de Concealment e Kneel] prestes a concluir disco de estreia


O novo projecto de Filipe Correia [Concealment], Pedro Mau [Kneel, ex-Kneeldown] e Pedro Lopes, encontra-se a finalizar a mistura e masterização do seu álbum de estreia. Segundo Pedro Mau, que se encarrega da produção, só faltará conceber a capa e negociar contrato com uma editora.

Os Wells Valley são uma banda de post-metal formada em Outubro de 2011 e sediada em Lisboa. Os seis temas que a banda apresentará num futuro próximo, são, na visão de Pedro Mau, "muito atmosféricos, mas todos diferentes uns dos outros". "Acho que conseguimos criar um estilo que não se enquadra em nenhum específico", salienta o multi-instrumentista. 

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Sólstafir: Season Of Mist reedita disco estreia com extras



A 8 de Novembro a Season Of Mist reedita "Í Blóði Og Anda", álbum de estreia dos islandeses Sólstafir. Será acompanhado de um disco extra com material nunca antes editado.

A banda de prog/post-metal formou-se em 1995 e conta com quatro álbuns editados. Neste momento já preparam o seu regresso em disco em 2014. 

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The Ocean, Shining, Tides From Nebula e Hacride em Portugal


Os germânicos The Ocean, uma das maiores referências do post-metal mundial, são os cabeça-de-cartaz do Post-Amplifest Session. Ao seu lado estarão ainda os suecos Shining, os polacos Tides From Nebula e os franceses Hacride.

Esta iniciativa, associada ao Amplifest 2013, terá lugar no dia 7 de Novembro no Hard Club, no Porto, a partir das 20h30. Os bilhetes já estão à venda a 10 euros (para portadores do bilhetes Amplifest) e 15 euros.

O Amplifest 2013 decorre a 19 e 20 de Outubro no Mercado Ferreira Borges, no Porto. Até ao momento estão confirmadas as presenças dos Aluk Todolo, Chelsea Wolfe, Deafheaven, Downfall Of Gaia, From The Bogs Of Aughiska, Galvano, Russian Circles, Uncle Acid & The Deadbeats, Year Of No Light e Zatokrev.

Mais informações em www.amplificasom.com. 

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A Storm Of Light: conheça todos os detalhes do novo álbum do ex-Neurosis


Os A Storm Of Light, projecto fundado pelo ex-Neurosis Josh Graham, estarão de volta a 17 de Setembro com o álbum "Nation To Flames" pela Southern Lord Recordings. O sucessor de "As The Valley Of Death Becomes Us, Our Silver Memories Fade", de 2011, é composto por onze faixas captadas por Travis Kammeyers [Ocoai, Generation Of Vipers] nos Fahrenheit Studios, no Tennessee, e misturadas por Matt Bayles [Isis, Soundgarden] no Red Room Recording em Seattle. Já a masterização foi obra de Brad Boatright [Sleep, From Ashes Rise] no Audiosiege, em Portland.

Destaque para as participações especiais de Kim Thayil [Soundgarden] e Will Lindsay [ex-Nachtmystium].

Josh Graham descreve esse seu quarto álbum como "mais focado" e com temas mais curtos, ainda que épicos. "Abandonámos os elementos rock do último álbum e deixámos infiltrar-se as nossas influências dos Killing Joke, Bad Brains, Metallica e Crash Worship."

Abaixo é possível ver um primeiro trailer de "Nation To Flames".


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Darkside Of Innocence: Lúcifer procura liberdade em novo videoclip

Os portugueses Darkside Of Innocence acabam de lançar o videoclip para o tema "Sephiroth". A produção esteve a cargo da banda em parceria com a Gente Malvada Produções.

"Sephiroth" relata "a história da árvore da vida" e "o caminho de Lúcifer". "Os seus conflitos interiores fazem-no questionar Deus como o possível criador do Universo e o fenómeno do cosmos como uma corrente horrível que o impede de ser livre. (...) Ele anseia por observar Deus, vê-lo cair e tornar-se livre, por fim", explica nota de imprensa.

A banda liderada por Pedro Remiz define a sonoridade deste single como uma mistura de música gótica com ambientes progressivos e post-rock.

O vídeo contabiliza quase dez minutos.



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Review - Intronaut - "Habitual Levitations (Instilling Words With Tones"

INTRONAUT
“Habitual Levitations (Instilling Words With Tones)”
[CD – Century Media]

Ainda está bem presente na nossa memória o grandioso "Valley Of Smoke" que estes californianos lançaram em 2010. Foi o álbum que marcou a sua mudança em termos de sonoridade e que os elevou a um patamar superior. 

Desta vez os Intronaut quiseram ir ainda mais além. Tendo a sua máquina muito bem oleada graças à experiência da gravação de "Valley Of Smoke" e aos muitos concertos que deram (sempre muito bem acompanhados de bandas como os grandiosos Meshuggah e Tool), decidiram tomar ainda mais riscos e cedo reparamos que esses mesmos valeram bem a pena. As boas bandas "fazem-se" assim.

Diversidade é a palavra de ordem aqui. Há riffs para todos os gostos. "Killing Birds With Stones" abre as hostes com um belíssimo riff e apercebemo-nos logo que vamos ouvir um daqueles discos especiais, daqueles que vão perdurar na memória durante muitos e longos anos. Essa mesma faixa mostra-nos o que vem por aí em diante: uma boa combinação de agressividade sem ser necessário recorrer a gritos guturais nem blastbeats e melodia a entrar em territórios psicadélicos e quase jazzy em certos momentos. De destacar também as belíssimas "Sore Sight For Eyes" e "Harmonomicon" que mostram uns Intronaut extremamente coesos e com muita vontade de criar desafios a si próprios.

Está também mais que confirmado que a secção rítmica da banda é fortíssima. É, sem dúvida, o esteio do grupo. Nota-se que Joe Lester [baixo] e Danny Walker [bateria] muito aprenderam com Justin Chancellor e Danny Carrey [Tool]. Acrescentam muita profundidade à sonoridade da banda e tudo aquilo que tocam parece encaixar-se às mil maravilhas.

Depois de ouvi-lo vezes sem conta é fácil verificar que não há qualquer momento de "Habitual Levitations" que se possa dizer que seja menos conseguido ou menos bom. Todas as faixas levam-nos numa viagem complexa mas fluida que apenas termina ao final de "The Way Down", outros dos destaques deste registo com o seu fantástico crescendo e groove.

Este disco agradará certamente a muita gente diferente: desde fãs de sludge, stoner, doom, post-rock/metal, rock progressivo e até mesmo jazz. Os Intronaut são cada vez mais únicos no mundo da música. Vê-se que se dedicam a ser melhores a cada disco que passa, preocupam-se com todos os pormenores que envolvem a sua música desde o artwork até à última nota do álbum e conseguem juntar elementos tão variados num só disco de uma forma genial. Acaba por ser um desafio também para o ouvinte mas que será muito bem recompensado. [9/10] M.M.

Data de lançamento: 18 de Março de 2013
Nota de estúdio: bateria gravada por John Haddad; restantes instrumentos por Derek Donley; misturado por Josh Newell.
 Estilo: post/sludge/prog/jazz metal
Origem: Los Angeles (Estados Unidos da América)
Formação: 2004

Alinhamento:
1. "Killing Birds With Stones" (8:02)
2. "The Welding" (6:00)
3. "Steps" (5:43)
4. "Sore Sight For Eyes" (5:30)
5. "Milk Leg" (6:46)
6. "Harmonomicon" (6:31)
7. "Eventual" (6:44)
8. "Blood From A Stone" (3:04)
9. "The Way Down" (8:57)
Duração: 57:18

Elementos:
- Sacha Dunable (guitarra/voz)
- Dave Timnick (guitarra/voz)
- Joe Lester (baixo)
- Danny Walker (bateria)

Discografia:
- "Null" (EP - 2006)
- “Void” (CD - 2006)
- "The Challenger" (EP - 2007)
- “Prehistoricisms” (CD - 2008)
- “Valley Of Smoke” (CD - 2010)
- “Habitual Levitations (Instilling Words With Tones)” (CD - 2013)



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Process Of Guilt à conquista da Europa em Abril

Os eborenses Process Of Guilt cumprem um intenso périplo europeu no mês de Abril que contempla países como Holanda, República Checa, Espanha, França e Alemanha. O ponto mais alto desta série de dez datas é a presença no emblemático Roadburn, em Tilburg.

O grupo de doom/post-metal termina esta digressão na cidade invicta no TRIPS à Moda do Porto, no Plano B.

Os Process Of Guilt continuam a promover o novo "Faemin", um dos lançamentos mais sonantes no plano nacional e mesmo europeu em 2012.

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Godflesh: mestres do metal industrial com passagem dupla em Portugal

O revolucionário projecto britânico composto por Justin Broadrick e G.C. Green tem regresso agendado para Portugal para os dias 23 e 24 de Maio no Ritz Club, em Lisboa, e no Hard Club, no Porto, respectivamente.

Os Godflesh são tidos como um dos maiores municiadores do metal industrial, mas chegando também a influenciar o nu-metal, o post-metal e até a obra do compositor rock/folk/indie Mark Kozelek.

Formados em 1988, cessaram actividades em 2002 para regressarem oito anos mais tarde. Apesar de não haver disco novo, há um histórico legado musical que o público nacional poderá voltar a recordar, depois da passagem dos Godflesh pelo Amplifest em 2011.

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais a 20 euros.

O início dos espectáculos está agendado para as 21h30, em ambas as datas. 

Esta é uma produção Prime Artists em parceria com a Amplificasom.

Mais informações em www.primeartists.eu.



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The Ocean: novo tema para ouvir debaixo de água

Os germânicos The Ocean acabam de revelar um dos seus novos temas. "Bathyalpelagic II: The Wish In Dreams" faz parte de "Pelagial", sexto disco da banda de post-metal de Berlim, cujo conceito se acerca das várias delineações da profundidade do oceano.

O sucessor de "Anthropocentric", de 2010, foi misturado e masterizado por Jens Bogren [Opeth Katatonia] nos Fascination Street Studios, na Suécia.

Os The Ocean sublinham que este disco foi concebido para ser interpretado ao vivo como uma peça musical de 53 minutos em que será possível assistir às mudanças de intensidade e cadência consoante vão mergulhando nas cinco "camadas" do oceano. Nota de imprensa faz questão de assegurar que "o conceito de 'Pelagial' não é algo desconexo", pois "pode verdadeiramente ser ouvido e sentido enquanto se escuta o álbum".

"Pelagial" está já disponível para pré-reserva num formato especial em acrílico, incluindo CD, vinil e um DVD com um filme sobre o álbum realizado por Craig Murray.

O lançamento oficial decorre a 29 de Abril pela Metal Blade.



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Review - Long Distance Calling - "The Flood Inside"

LONG DISTANCE CALLING
"The Flood Inside"
[CD - Superball Music]

Finalmente ao quarto álbum de estúdio os Long Distance Calling decidiram-se a recrutar um vocalista a tempo inteiro. O seu nome é Martin Fischer [Pigeon Toe, ex-Fear My Thoughts] e vem acrescentar outra profundidade à banda. "The Flood Inside" é mais um passo em frente na carreira destes germânicos que não mostram ter qualquer tipo de medo em percorrer territórios musicais novos. A grande mudança em relação aos álbuns anteriores é que neste 50% das músicas tem voz. Não só do já referido Martin Fischer mas também do conhecido Vincent Cavanagh, vocalista/guitarrista dos britânicos Anathema. Mas já lá vamos.

"Nucleus" abre o disco e define-o perfeitamente. Riffs pesados seguidos de passagens melódicas e também um toque de influência de rock progressivo clássico. É uma faixa muito forte que serve para aguçar o apetite para o que vem de seguida. As primeiras vozes são ouvidas em "Inside The Flood". Que surpresa agradável. Assentam que nem uma luva na música. Ou será que é a música que assenta na perfeição na voz? Martin Fischer possui uma voz límpida que faz lembrar algo entre Mike Patton e Chris Cornell. A meio do disco, o tom muda um pouco e somos presenteados com "Welcome Change" que conta com a voz de Vincent Cavanagh. Ficaria bem, sem margem para dúvidas, em "We're Here Because We're Here" ou em "Weather Systems". 

No entanto, os grande destaques de "The Flood Inside" são os instrumentais "Ductus" e "Waves". São estes dois grandes momentos do disco que provam que os Long Distance Calling querem experimentar e inovar, levando-os para outro nível completamente diferente e superior. Cheios de elementos electrónicos, são espaciais, groovy e épicos. A vontade de carregar no botão de repeat é imensa. 

Em resumo, é mais um grande disco dos Long Distance Calling. Está aqui provado que são incapazes de conceber um mau disco. Após inúmeras audições, consegue-se perceber que "The Flood Inside" é, de facto, muito diferente de "Satellite Bay", "Avoid the Light" e "Long Distance Calling" mas não fica, de todo, abaixo de nenhum deles. Estamos perante uma banda que continua a evoluir, a desafiar-se e a não seguir modas. Continuam a apresentar trabalhos inovadores e modernos. Isso é de louvar. [9/10] M.M. 

Data de lançamento: 4 de Março de 2013
Nota de estúdio: produzido por Martin Meinschläfer nos Megaphone Tonstudios (Alemanha)
Estilo: rock/metal progressivo
Origem: Münster (Alemanha)
Formação: 2006

Alinhamento:
1. "Nucleus" (7:13)
2. "Inside The Flood" (6:42)
3. "Ductus" (6:48)
4. "Tell The End" (5:59)
5. "Welcome Change" (7:09)
6. "Waves" (6:39)
7. "The Man Within" (6:35)
8. "Breaker" (8:13)
Duração: 55:27 minutos

Elementos:
- Martin “Marsen” Fischer (voz)
- David Jordan (guitarra)
- Florian Füntmann (guitarra)
- Jan Hoffmann (baixo)
- Janosch Rathmer (bateria)

Discografia:
- “Dmnstrtn” (demo - 2006)
- “Satellite Bay” (CD - 2007)
- “09208” (split EP c/ Leech - 2008)
- “Avoid The Light” (CD - 2009)
- “Long Distance Calling” (CD - 2011)

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Cult Of Luna: novo videoclip filmado em antigo hospital psiquiátrico (veja aqui)

Foi lançado hoje o primeiro videoclip dos suecos Cult Of Luna extraído do seu mais recente álbum "Vertikal", lançado a 29 de Janeiro pela Indie Recordings. O tema trata-se de "Passing Through" e foi chamado à realização Markus Lundqvist que captou este videoclip a temperaturas abaixo de zero naquele que foi outrora o maior hospital psiquiátrico da Suécia. Mais se informa que era ali que eram castrados e submetidos a lobotomias os doentes até este estabelecimento ser encerrado nos anos 60.

O guitarrista Fredrik Kihlberg, que neste tema assume as vozes, é o autor da ideia inicial do título. Segundo Fredrik, a banda queria que "este fosse um tema bonito mas ao mesmo tempo intimidador".

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Entrevista - Cult Of Luna

O FUTURO É JÁ AQUI
"Toda a forma de arte está interligada na medida em que um dos seus principais propósitos é mover a mente e a alma das pessoas"

Cinco anos pode parecer uma eternidade para os fãs de uma banda fechada numa "bolha", como os próprios consideram, e que dispõe de uma sonoridade cada vez mais singular. "Vertikal" era um dos grandes álbuns esperados para 2013 e dá continuidade à superior capacidade de composição do grupo de post-metal sueco. Inspirado no futurismo do clássico do cinema "Metropolis", vive entre formas e sons criando um universo mais industrial e frio, mas com a mesma sensibilidade que sempre os caracterizou. O público nacional teve o prazer de os ver nos passados dias 28 e 29 de Janeiro e, segundo o baterista Thomas Hedlund, portou-se de forma exemplar.   

Como é possível a geometria e a arquitectura se interligarem com a música? O conceito de "Vertikal" suplanta a vossa nova imagem promocional, acabando mesmo por ser influente no processo de composição? É curioso, pois "Metropolis" até é um filme mudo...
As diferentes formas e a arte que utilizámos como ponto de partida para o processo criativo foram muito úteis. O Erik, nosso director artístico, escolheu imagens e arte que entendeu que encaixava no tema que estávamos a discutir. Toda a forma de arte está interligada na medida em que um dos seus principais propósitos é mover a mente e a alma das pessoas. Portanto, não há nada estranho em usar imagens como forma de despoletar um processo musical.

Os cincos anos que separam este do anterior álbum é um sinal de que precisava de arejar a cabeça e estabelecer um rumo para a vossa música?
Sim, queríamos que este processo demorasse o seu tempo, não apressando nada. Pretendíamos encontrar um contraste adequado para com o nosso álbum anterior e, para fazê-lo com êxito, precisámos de algum tempo. Posto isto, o processo de composição e gravação de "Vertikal" foi, de longe, o mais suave por que já passámos.

Com isto operaram algumas mudanças no vosso som, tornando-o mais industrial. Será esta a tendência em futuras composições?
Não, este foi o som que pretendíamos para este álbum. Não há maneira de saber como o nosso próximo álbum vai soar.  

Como foi trabalhar sem o Klaus ao fim de tantos anos?
O Klaus é um vocalista e amigo fantástico, por isso, é claro que foi diferente trabalhar sem ele. Mas até mudanças como essa podem despertar novas ideias e obrigar-nos a ser ainda mais criativos. Trabalhar sem ele não nos impediu de criar o nosso melhor álbum até ao momento.

Referiu algures que recrutaram um amigo para estúdio que foi muito importante para atingirem a sonoridade de "Vertikal". Neste momento da vossa carreira, é crucial ter uma visão externa de forma a não estagnarem?
Este amigo em particular - Mans Lundberg - tem um grande conhecimento sobre sonoridades de guitarra. Quisemos usar a sua sabedoria para encontrar novas texturas e camadas para as nossas paisagens sonoras. Ele tem um background ligado ao pop e quisemos adicionar a sua forma de "olhar" para os sons.

Também já referiram que este foi o vosso primeiro álbum a necessitar de um plano. Significa isto que "Vertikal" tem menos "coração" e mais "cabeça"? Acham que é isso que as pessoas esperam da vossa música nesta altura?
Para dizer a verdade, sempre estabelecemos um plano para os nossos álbuns, mas talvez não tão desenvolvido em termos visuais. Este álbum tem tanto "coração" como "cabeça" como os anteriores. Se o processo de composição parte de um pensamento e de uma actividade mais intelectual, tal como o ponto de direcção artístico que referi, o processo musical em si tem que vir dos nossos corações. Caso contrário, penso que ninguém vai acreditar ou se envolver com o que estamos a tentar transmitir.

Devemos interpretar o conceito deste álbum como um louvor ou uma crítica ao desenvolvimento tecnológico? Porventura, preocupa-o a forma como a sociedade e os humanos estão a ficar tão "mecânicos"?
Sim, esta é uma das preocupações. Este álbum lida com a necessidade de pertencermos a algo, de estarmos aptos a mudar as coisas, de sonharmos com algo melhor, mas também o conceito de fazermos parte de uma maquinaria.

Uma vez que contribuíram para a definição do post-metal, sentem maior responsabilidade na hora de lançar um novo álbum?
De forma alguma. Não criamos música pensando que fazemos parte de uma tradição. Sempre fizemos os álbuns que queríamos, sem prestar atenção ao que os outros fazem dentro deste género musical. Para dizer a verdade, nunca oiço música semelhante à que criamos. Pode soar estranho, mas trabalhamos numa espécie de "bolha" quando estamos a compor, pelo menos em relação a bandas do nosso género. Tendemos a ser inspirados por outros tipos de música. Pessoalmente, não oiço qualquer tipo de post-metal.

Estão sensivelmente a meio da vossa primeira digressão de promoção a "Vertikal". Como têm corrido os concertos?
Esta digressão tem sido absolutamente fantástica. Sentimo-nos muito honrados por ver que tanta gente roubou um tempinho das suas vidas para nos ver tocar.

E quais são as vossas impressões dos recentes concertos em Portugal?
Foram incríveis. O nosso espectáculo no Porto está provavelmente entre os três melhores desta digressão. Adoramos estar em Portugal e esperamos regressar em breve.  
Como grandes amantes de cinema, têm alguma expectativa especial nesta área para 2013?
Estou curioso para ver como se vai sair o Roman Coppola no seu novo filme.

Nuno Costa


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The Ocean Collective regressam aos discos em Abril

O sucessor de "Heliocentric" e "Anthropocentric", de 2010, tem lançamento agendado para 30 de Abril próximo pela Metal Blade.

O grupo germânico de post-metal liderado pelo guitarrista Robin Staps trabalha neste momento em 52 minutos de música que serão depois misturados por Jens Bogren [Opeth, Katatonia] em Janeiro. A particularidade é que este disco será editado em versão instrumental e vocalizada.

Robin Staps afirmou anteriormente que este disco foi "originalmente escrito para ser instrumental" mas que com o decorrer do processo ficou "entusiasmado" com algumas linhas vocais que experimentou com Loic. O músico aconselha mesmo a obterem as duas versões e garante que o disco será tocado ao vivo nos dois conceitos.

Uma versão especial está também na calha, o qual será acompanhado de um filme da autoria de Craig Murray que já trabalhou com os Nine Inch Nails.

2013 será ainda o ano em que a banda embarcará em digressão com os Cult Of Luna e que, finalmente, será lançado no mercado o triplo DVD "Collective Oblivion". 

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Cult Of Luna: primeira reportagem de estúdio divulgada

Os post-metallers suecos Cult Of Luna divulgaram hoje o primeiro vídeo de estúdio do seu próximo álbum, "Vertikal", a editar a 29 de Janeiro pela Indie Recordings. Este faz parte uma série de quatro vídeos.

Entretanto, já fora também divulgado o tema "I: The Weapon".



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Neurosis querem reinventar espectáculo ao vivo

Os influentes Neurosis anunciaram hoje no seu site oficial que vão deixar de projectar imagens durante os seus concertos, algo que se tornou uma das suas imagens de marca.

"A partir de hoje, e após muita discussão e reflexão, as projecções visuais que temos apresentado nos últimos 20 anos não serão mais parte dos concertos dos Neurosis," referiu a pioneira banda de post-metal californiana. 

Os Neurosis anunciam ainda que vão encetar um processo de "reinvenção " do seu espectáculo ao vivo e que pretendem deixar que "a música fale por si."

Esta situação acaba por estar ligada à saída de Josh Graham, precisamente o encarregado pela parte visual dos espectáculos. Josh disse também em comunicado que o "auge" da sua colaboração com a banda foi "atingido" e que foi uma "honra e privilégio" trabalhar em conjunto nos últimos 12 anos.

Os Neurosis encontram-se a promover "Honor Found In Decay", o 10º álbum da sua carreira, lançado a 30 de Outubro pela Neurot Recordings. 

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Intronaut divulgam título de novo álbum


"Habitual Levitations (Instilling Words With Tones)" foi hoje avançado como título do quarto álbum de originais do grupo de post-metal norte-americano Introntaut.

O sucessor de "Valley Of Smoke", de 2010, foi gravado por John Haddad [Exhumed, Phobia] e Derek Donley [Bereft]. A mistura foi entregue a Josh Newell, enquanto o artwork volta a ser efectuado por David D'Andrea.

A sua edição está agendada para Março próximo pela Century Media. 

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Intronaut com novo disco na Primavera

São uma das mais respeitadas bandas do post-metal actual e entraram esta semana em estúdio para começar a gravar o seu quarto longa-duração.

Os Intronaut prevêem disponibilizar no mercado o sucessor de "Valley Of Smoke", de 2010, na próxima Primavera mais uma vez pela Century Media.

O quarteto de Los Angeles encontra-se a trabalhar com John Haddad [Exhumed, Phobia] na captação da bateria nos Trench Studios. Posteriormente, é Derek Donley [Bereft] a assegurar a gravação dos restantes instrumentos, antes de passar para a mistura que será responsabilidade de Andrew Schneider [Unsave, Cave In]. Para a parte gráfica do CD, será novamente recrutado David D'Andrea.

O guitarrista Sacha Dunable já se pronunciou sobre o actual momento da banda, mas diz que ainda é "um pouco cedo" para compará-lo com os anteriores registos. Deixa no entanto a perspectiva: será "tecnicamente selvagem, carregado de emotividade e com uma gravação orgânica."

Abaixo segue um vídeo com a banda num dos ensaios a interpretar um dos novos temas:

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Cult Of Luna em Lisboa e no Porto em Janeiro

"Vertikal" na calha para 2013 e um concerto em Portugal praticamente seis anos depois. Os post-metallers suecos Cult Of Luna vão estar nos dias 28 e 29 de Janeiro no Hard Club e no Paradise Garage, respectivamente, onde vão certamente percorrer a sua prestigiante discografia e onde o principal motivo de interesse poderá ser o seu novo longa-duração, a editar na próxima Primavera.

Estes são concertos organizados pela Amplificasom e Prime Artists, para os quais os bilhetes estarão à venda na próxima segunda-feira (8 de Outubro) nos locais habituais a 20€. 
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