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Clutter: álbum de estreia «Obsidian» em breve (ouça excerto)

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João Vindeirinho [ex-Braço de Ferro] é o novo vocalista do colectivo de metal moderno leiriense Clutter. A partir do último Verão foram operadas profundas mudanças na formação original da banda, com as saídas de Ricardo Duarte (vocalista), William Fonseca (guitarrista), Hélio Sanna (baixo) e Nuno Sarnadas (baterista). Na altura, a banda referiu que "a única maneira de fazer as coisas funcionar, por vezes, é mudar". Entretanto, também ingressaram na banda o guitarrista Miguel "Sake" Pessanha e o baterista Sérgio Ferreira. 

"Obsidian", o disco de estreia dos Clutter, está previsto para o início de 2014. No início de Janeiro, a banda liderada pelo guitarrista e produtor Gonçalo Crespo [ex-Raven Soul] divulgou um excerto do sucessor do EP "Emergence", de 2012. Abaixo está também disponível uma demo de um novo tema já com João Vindeirinho. 




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Intervals: novo single «The Escape» disponível

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Já se encontra disponível o novo single do grupo de metal progressivo canadiano Intervals. Chama-se "The Escape" e consta do álbum de estreia "A Voice Within" que chega a 4 de Março.

No início do mês o projecto liderado pelo guitarrista Aaron Marshall divulgou "Ephemeral", o primeiro dos seus temas a ser gravado com voz, no caso com Mike Semesky [Raunchy, The HAARP Machine]. Semesky juntou-se à formação em 2013 como baixista, mas o seu talento vocal fez a banda mudá-lo de posto.

"Depois de experimentar vozes em algumas demos novas, entendemos que aquela era a direcção a seguir. Sinto-me abençoado por integrar um grupo tão talentoso de músicos e estou extremamente orgulhoso do álbum que estamos a escrever", sublinhou Semesky.

Os Intervals formaram-se em 2011 em Toronto e editaram até ao momento os EPs "The Space Between" e "In Time". Sem editora, solidificaram o seu nome através da Internet. 

Entre Janeiro e Fevereiro estarão na Europa com os Protest The Hero, Tesseract e The Safety Fire.





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Nebulous: «Estamos cansados de ser penalizados por este amor que é a música»

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Os nortenhos Nebulous afirmaram em entrevista ao Underground's Voice que estão determinados a realizar menos concertos em prol de uma gestão financeira mais equilibrada.

Questionados sobre a sua agenda para os próximos tempos, que inclui apenas uma participação no Wacken Metal Battle, os ex-Endamage são peremptórios ao reconhecer que estão "cansados de ser penalizados por este amor que é a música" e que vão optar por uma filosofia pouco habitual no plano das bandas mais jovens.

"Faremos as coisas na mesma, por este gosto que nos consome, mas desta vez vai apenas consumir esse desejo de fazer música  e partilhá-la com todos e não vai consumir as nossas carteiras", atiram, sugerindo que a alternativa é usufruir das potencialidades da Internet.

O grupo entende ainda que a imparcialidade dos agentes ligados à música nacional prejudica os projectos emergentes, havendo tendência para a sobrevalorização da música internacional e dos nomes nacionais já consagrados.

"O valor nacional não é reconhecido e digo isto em dois sentidos. Um deles é a comparação do produto nacional com o internacional de uma forma que não é imparcial. Outro é o reconhecimento estabelecido. (...) Existem bandas nacionais no circuito que já estão estabelecidas (...). Não lhes tiro o mérito, tiro-lhes o chapéu, mas é necessário haver um equilíbrio entre esses nomes e os novos que têm capacidades mas precisam de apoio. A aposta é sempre nos mesmos numa forma de jogar pelo seguro e confesso que começo a ficar cansado."

Os Nebulous são um projecto composto por elementos de Braga, Guimarães e Porto que resulta da evolução de vários projectos, nomeadamente dos Endamage (formados em 2004). São uma espécie de reencarnação do referido colectivo depois de os seus elementos terem operado profundas remodelações na sua música. Com excepção do baterista Marcelo Aires [Colosso, Heavenwood, ex-Oblique Rain], transitam dos Endamage para este projecto o vocalista Snake, os guitarristas Vítor e Pingas e o baixista Rui Silva.

A 14 de Outubro lançaram o seu álbum de estreia homónimo disponível pelo Bandcamp. É composto por nove faixas pautadas pelo experimentalismo de uns Meshuggah (totalmente dissociadas do death metal dos Endamage) com gravação de Pedro Mendes nos Ultrasound Studios, em Braga. A mistura e masterização ficaram a cargo de André Rodrigues em estúdio próprio. Contaram ainda com o apoio do Grave Studio. Já o artwork foi concebido por David Rodrigues que assina ainda uma banda desenhada alusiva ao conceito de "Nebulous".

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Periphery: novo trabalho experimental «Clear» disponível para escuta na íntegra

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Os norte-americanos Periphery estão a disponibilizar para escuta na íntegra o seu próximo trabalho discográfico, "Clear".

O sucessor de "Periphery II: This Time It's Personal" é editado a 28 de Janeiro pela Sumerian Records.

Misha Mansoor, líder daquela que é uma das bandas mais respeitadas de uma nova geração de metal progressivo, refere que "Clear" é "uma forma de explorar todas as diferentes formas de composição" do grupo e relembra que este não se trata do seu terceiro longa-duração. "Não deve ser confundido com o nosso terceiro álbum que está neste momento a ser trabalhado, nem deve ser considerado um EP, uma vez que atinge cerca de 30 minutos de duração."

Mansoor explica que a estrutura de "Clear" baseia-se numa intro, a partir da qual cada elemento da banda, isoladamente, compôs um tema.


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Intervals apresentam primeiro tema de sempre com vocalista

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Os Intervals, uma das mais entusiasmantes revelações do metal progressivo/djent dos últimos tempos, divulgaram recentemente o seu novo single, "Ephemeral". Este mostra a banda do Canadá pela primeira vez com vocalista, no caso Mike Semesky [Raunchy, The Haarp Machine].

Semesky juntou-se ao colectivo liderado por Aaron Marshall em 2013 como baixista, mas o seu talento vocal fez, consensualmente, a banda mudá-lo de posto.

"Depois de experimentar vozes em algumas demos novas, nós os quatro entendemos que aquela era a direcção a seguir. Sinto-me abençoado por integrar um grupo tão talentoso de músicos e estou extremamente orgulhoso do álbum que estamos a escrever tão dedicadamente [a editar na próxima Primavera]", sublinhou Semesky.

Os Intervals formaram-se em 2011 em Toronto e editaram até ao momento os EPs "The Space Between" e "In Time". Sem editora, o grupo alcançou notável sucesso na internet e hoje goza de forte ao vivo. Entre Janeiro e Fevereiro estarão na Europa com os Protest The Hero, Tesseract e The Safety Fire. 

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Entrevista Nebulous

A RAIVA EM CÁLCULOS
"Este é um estilo com maior complexidade a nível de composição e execução"

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Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A filosofia destes nortenhos pode muito bem ter sido essa quando decidiram colocar termo a um percurso de oito anos enquanto Endamage e agora surgirem com uma proposta musical totalmente distinta e a roçar a imparidade em Portugal. Fãs de "degeneração" rítmica, apressem-se a escutar os Nebulous. Fieis discípulos dos Meshuggah, têm agora um álbum de estreia pleno de consistência e com indicadores de que são capazes de desenvolver uma identidade própria mesmo dentro de um estilo cada vez mais testado. E quem se chega à frente para explicar esse novo e promissor avatar é o vocalista André Macedo, conhecido no meio musical como Snake.

Relate-nos o exacto momento em que decidem: é desta que temos que mudar de sonoridade e designação?
Não foi premeditado, foi a evolução natural das coisas. Eu envolvi-me no projecto depois de Insanus, onde era vocalista, ter cessado actividade e desde aí que já nos vínhamos adaptando a nível musical como banda porque os nossos gostos musicais sempre foram coincidentes, felizmente. Lançámos uma música como Endamage e passámos para a composição do álbum, processo esse que se dividiu em três fases distintas a nível sonoro. Começámos por misturar um pouco dos dois, em seguida algo mais como as referências denotadas na própria review da SounD(/)ZonE, como Periphery, mas isso porque também estávamos a descobrir o djent, por assim dizer. Meshuggah já era o expoente máximo mas depois fomos abalroados por Vildhjarta, Tesseract, Uneven Structure, Monuments e outras bandas que têm um som mais fiel àquilo que gostamos. O resto foi o culminar de um ano e meio ou quase dois de trabalho, entre composições e estúdio. Ficámos imenso tempo fora dos palcos e das atenções do público, mas voltámos em força com nova identidade, pois não faria sentido ser de outra maneira.

Deixaram de acreditar no death metal melódico que praticaram durante oito anos?
Obviamente que não deixámos de acreditar porque ainda somos fãs de bandas nesse espectro. Há coisas que nunca mudam, mas, de facto, encontrámos no djent uma amplitude que talvez não teríamos com o death melódico que assumíamos naquela altura. Até porque, efectivamente, nós não somos os Endamage, por assim dizer, porque eu sou “novo” (vocalista) e o Marcelo Aires (baterista) também. Ainda que o Marcelo tenha entrado numa fase mais conclusiva do projecto, houveram adições na mentalidade musical da banda.

Embora seja uma opção perfeitamente legitima, até porque tudo está em constante transformação, como se processa tão drástica mudança? Foi algo consensual internamente ou ainda houve um extenso período de reflexão?
Como já referi, foi uma evolução natural. Descobrimos o djent ao mesmo tempo, começámos a descobrir bandas em conjunto e fomos moldando a nossa identidade à medida que a íamos redescobrindo. Não houve qualquer tipo de pressing ou como referiram também na review ao álbum, agimos sem “presunções de que assim vamos soar mais fixes e intelectuais”.

O que é que vos atrai nuns Meshuggah que, por exemplo, já não vos atrai nuns At The Gates, Dark Tranquillity ou In Flames?
Não as posso comparar porque são bandas completamente díspares e não deixámos de apreciar aquelas que eram uma influência na sonoridade que fazíamos. Acreditamos é que Meshuggah, já que se referem a eles, são algo diferente de tudo aquilo que se faz. É uma sonoridade singular. Complexidade rítmica e polirrítmica, existência de ambientes envolventes e de carácter forte, apresentados num bloco sonoro de vergar qualquer um. Sem rodeios e em carne crua.

Em termos técnicos como se processou a transformação do vosso som? Ou seja, enquanto intérpretes, que bases tiveram que assimilar para conseguir desenvolver uma sonoridade como a dos Nebulous?
Foi um autêntico quebra-cabeças. Uma extensão da vida académica, mais concretamente, da Matemática. [risos] Porque, de facto, andamos sempre com um caderno de base para podermos apontar os tempos ou as vezes que tocávamos um certo riff e mil outras coisas que achávamos relevantes ao processo como a estrutura de cada tema, por exemplo. Depois chegámos a uma altura em que se tornava mais fácil obter resultados e as coisas foram fluindo, obviamente. Como havia dito, foi uma descoberta ou redescoberta enquanto músicos.

Já agora, como reagiram as pessoas em vosso torno, especialmente aquelas que preferiam a sonoridade dos Endamage?
Sabíamos que iríamos chocar de frente com aqueles que se identificavam com os Endamage e poderíamos perder alguns seguidores, mas o que é certo é que poderíamos angariar outros e não é possível agradar a todos. O que fizemos foi desenvolver o que achamos que se tornou num amadurecimento musical a todos os níveis e uma proposta mais abrangente, com um projecto completamente pioneiro e diferente do que se ouve em Portugal. Para nossa surpresa, temos tido uma aceitação enorme! Posso dizer que já temos mais de 350 downloads do álbum e ele foi lançado em Outubro. Por isso, parece bom presságio. A confirmação ao vivo com três datas fortes também foram determinantes. Estivemos em Madrid com os Uneven Structure, The Algorithm, Weaksaw e Against The Waves. Os mesmos projectos partilharam o palco connosco no dia seguinte, em virtude do Bracara Extreme Fest, e logo a seguir adicionando bandas do panorama nacional como os W.A.K.O. que são um projecto de excelente valor, com cartas dadas e que se enquadra perfeitamente connosco. Tivemos depois um concerto com Leprous e Blindead no TOCA, em Braga. Em todos os concertos as reacções foram tão positivas que nós não temos palavras para descrever a gratidão que sentimos para com todos os que nos estão a apoiar. O facto de o álbum ser gratuito também abriu portas além-fronteiras e os seguidores estrangeiros têm subido de forma bastante saudável. Isso é muito importante. Numa avaliação geral, podemos dizer que, a sentir diferença, foi para muito melhor!

"O que fizemos foi desenvolver o que achamos que se tornou num amadurecimento musical a todos os níveis, com um projecto completamente pioneiro em Portugal"

Nos últimos tempos, pelo menos aparentemente, os Endamage já não estariam tão activos. Isso fez-vos também pensar que alguma coisa teria que ser mudada, até mesmo tendo em vista o mercado?
O EP “Apotheosis” foi lançado em 2008 e desde há uns tempos para cá que Endamage tinha perdido algum terreno, muito por causa de não existir trabalho novo para mostrar. Depois entrei no projecto e começámos a pensar no futuro, mas não foi só por essa razão que as coisas mudaram radicalmente. Foi mais pela sonoridade que esmiuçámos há pouco. Digamos que até foi uma mudança que veio em boa altura porque ajudou na captura do foco. Não estivemos activos porque virámos atenções para as composições. Não aceitámos propostas de concertos e não tínhamos intenções de fazer qualquer aparição até termos o álbum pronto. No geral, não olhámos para a questão como “o mercado” porque o que gostamos de fazer é conviver como bons amigos que somos e partilhar a música que nos caracteriza e da qual tiramos um prazer enorme. Gostamos é de gerir aquilo que fazemos da melhor maneira, mas se o álbum tivesse saído com a sonoridade dos Endamage, seríamos os Endamage. Não foi isso que aconteceu.

Portugal começa a ser um bom consumidor dessa nova tendência de metal progressivo "polirrítmico"?
Acreditamos que ainda há muito a evoluir porque em Portugal existe um destaque mais forte nas vertentes tradicionais. Felizmente que as coisas vão mudando e acho que temos o dever de apresentar o melhor de nós para mudar as opiniões do público nacional.

Sentem mais dificuldade em compor nesse formato? Há o cliché de dizer que este é um género mais cerebral... será que há alguma ponta de razão nisso? Ou colocando a questão de outra forma: compor com os Endamage era mais intuitivo? 
Começando pela "sub-pergunta": sim, com os Endamage era mais intuitivo, mas se falarmos de Nebulous, depois de estarmos imersos naquilo que é o djent, acaba por ser automático, tal como era nos tempos em que compúnhamos death melódico. De qualquer das maneiras, este é um estilo com maior complexidade a nível de composição e execução, o que requer um cuidado mais específico.

Apesar das claras influências de Meshuggah, há outras. Em algum momento sentiram pairar o fantasma de que poderiam ser "crucificados" por seguirem de forma mais ou menos denunciada a banda sueca?
Sinceramente, acredito que transparecemos as excelentes influências que temos, mas conseguimos ir buscar uma personalidade própria. E não me vou alongar muito porque sou suspeito para afirmar o que quer que seja. Entretanto, não temos medo da “crucificação”. Temos de estar preparados para tudo e saber filtrar o que interessa para progredir sempre mais. Obviamente que temos influências de Meshuggah, mas quem é que não tem? Creio que até existe um orgulho colectivo em o afirmar.

Qual foi o grande desafio a escrever e gravar "Nebulous"? Algo digno de registo, algum episódio caricato?
Não me recordo de nada em específico ou que tenha sido extraordinário. Quiçá sejamos extremamente aborrecidos ou estou a ter um colapso cerebral! [risos]

A opção de editarem o disco apenas em formato digital já foi argumentado por vós como sendo uma forma de contornar gastos avultados para uma banda ainda jovem e ao mesmo tempo acompanhar a mudança dos tempos, em que a internet suplanta o poder das editoras... ou será assim mesmo? Não se sentiriam mais confortáveis a fazer parte de uma editora neste momento do que ter que fazer todo o trabalho de promoção? Chegaram sequer a sondar alguma?
Este tema é talvez o que tem criado mais burburinho em torno dos Nebulous, mas nada em aspecto negativo, sempre com carácter sugestivo. Para desmistificar a questão, posso dizer que tivemos alguns problemas em relação aos timings de lançamento do álbum e tendo em conta tudo aquilo por que passámos e o tempo que todos, inclusive nós, tivemos de esperar para que as coisas saíssem com o melhor que podíamos oferecer, decidimos não sondar editoras. Primeiro porque não achamos que uma editora vai apostar num projecto tão recente, que à vista comercial não oferece um valor significativo que dê resposta a tal aposta, e depois porque, de facto, vivemos numa realidade que se tem vindo a moldar com os avanços tecnológicos. A nossa ideia foi tornar o álbum acessível a todos, sejam eles nacionais ou internacionais, para que possa ser difundido de forma intensiva. Isto vai ajudar a criar bases fortes para que se vá construindo o projecto de uma forma forte e ambiciosa. Mais tarde, num futuro trabalho, quem sabe? Para já, o foco está no uso da Internet como meio de difusão e plataforma de contacto para quem nos segue.

Pelos resultados obtidos até ao momento em termos promocionais e de feedback que balanço podem fazer, embora o disco nem tenha uma mês que esteja disponível?
Esperamos ansiosamente pelas reviews! Ficámos muito gratos pelas palavras e apoio total da SounD(/)ZonE, mas ainda nos facultou mais vontade de ouvir outras opiniões. A informação já foi enviada correctamente e já tentámos furar em várias frentes. Aguardamos feedback. O público tem-se manifestado. Faltam os meios de comunicação.

"Nebulous" carrega também uma mensagem específica. É isso que sentem muitas vezes - vontade de se isolarem da sociedade para encontrarem o vosso rumo, tal como a personagem do disco?
O tema é bastante actual e  talvez o seja sempre porque é cíclico. Quem é que nunca questionou a sociedade em que vivemos, onde a realidade é manipulada por uma evolução que se crê necessária mas que esmaga a sua raça progenitora, destituindo valores e implementando novas regras? Este mundo que muda as pessoas e onde parece que não somos mais do que peões num jogo de xadrez.... Perdemos sentido do que é necessário ou acessório e não medimos consequências. Damos por nós a questionar se a nossa humanidade se diluiu. Num meio onde o livre-arbítrio desvanece, perdemos o nosso verdadeiro significado vital. É essa procura que o sujeito faz, na ânsia de que vai encontrar, se existir, um significado puro, na sua forma mais natural.

Apesar da edição apenas digital não descuraram o aspecto gráfico, com lugar até a uma curta BD da autoria de David Rodrigues. Quer falar-nos da ideia?
Claro. Não é por não existir a edição física que o conjunto do trabalho tenha de denegrir. O David Rodrigues foi uma escolha acertada. Já tínhamos acompanhado o trabalho dele e achámos que ele conseguiria retirar tudo o que pretendíamos do tema. E tendo em conta toda a história e conexão entre os temas, fez todo o sentido fazer algo diferente e optar por um formato apelativo, visto que não iríamos apresentar o formato físico. Assim, é apenas mais um ponto forte e convidativo para que as pessoas tenham curiosidade. No final, é de notar a dimensão que a banda desenhada dá à música. Deu-lhe forma!

Actuar com os Uneven Structure foi uma ocasião especial tendo em conta as proximidades musicais que partilham? Será que surgiu daí algum laço que vos possa levar, pelo menos, até França?  
Foi tudo pensado para que fosse possível. Estivemos atentos à tour e também chegámos perto da SWR Inc. que são nossos compatriotas. Dessa forma, e com a ajuda deles, o sonho foi possível e tivemos a oportunidade de partilhar duas datas com uma banda que é, sem dúvida, uma referência enorme para nós e com outras que são já conhecidas no espectro. Mais que isso, tivemos grande momentos para mais tarde recordar. Weaksaw que também estiveram presentes, por exemplo... são grandes malucos! Rimo-nos à brava a ensinar-lhes calão português e eles calão Francês. [risos] Quem sabe se não surge alguma novidade, até porque essas ligações obviamente que continuam numa era em que a Internet torna a distância bem mais pequena.

E de agora em diante, o que esperar dos Nebulous. Concertos? Ou existe ainda outros planos "secretos" na manga?
Temos uns pontos que queremos fazer, mas mais a nível interno e de exposição. Contudo, estamos receptivos para qualquer data, desde que tenha as condições necessárias. Aproveito para deixar aqui o apelo aos promotores e todos aqueles que de alguma maneira fazem o espectro musical rodar: respeitem as bandas e os músicos porque eles dão tudo o que têm. Portanto, é como digo, não pedimos mundos e fundos, mas as condições para que corra tudo pelo melhor, tanto para nós como para quem nos dá o voto de confiança, na certeza de que garantimos o melhor dos Nebulous! Para ser mais concreto em relação a datas, a única certeza é a de que vamos participar no Wacken Metal Battle Portugal. Portanto, as datas estão livres. É só preencher. Fica a dica.

Nuno Costa

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Review - Nebulous - «Nebulous»

NEBULOUS
"Nebulous"
[CD - Ed. de Autor]

Será difícil precisar, mas talvez este seja mesmo um trabalho inédito em Portugal em termos de conceito musical. Sem dúvida que existem casos próximos - como os dos Colosso, Kneel, Clutter, Stampkase ou mesmo algo tão recôndito como os extintos Psy Enemy -, mas certamente que é difícil encontrar quem leve tão à risca a percepção rítmica e progressiva dos Meshuggah cá no "burgo". E destituindo qualquer surpresa, a acrescentar que estes são, nem mais nem menos do que os Endamage com o baterista Marcelo Aires [Colosso, ex-Oblique Rain] que entre 2004 e 2012 tocaram death metal melódico.

Alterações de formação e interesses musicais terão levado a tão drástica transfiguração. Legítimo? Com certeza, até porque a música é, antes de mais, sinónimo de liberdade. Arregaçaram as mangas e enfebrecidos por uma forte inspiração noutra área, criaram um disco repleto de estruturas complexas, groove esmagador, dissonâncias sinistras, arranjos muito bem debuxados, num invólucro geral que transpira profissionalismo.

Quando se referia outras aproximações no plano nacional, a diferença está em que os Nebulous conservam a agressividade e os principais maneirismos (de forma muito hirta) das deidades suecas já referidas e que, no fundo, criaram todo este movimento math/djent/progressivo. Normalmente em termos internos a melodia assume importante papel e houve casos em que bandas com os mesmos princípios nem saíram da garagem. Assim se explica então o posicionamento favorável dos Nebulous neste contexto musical. 

Todavia, e pelos mesmos motivos, os Nebulous não estão a desenvolver algo susceptível de abanar as estruturas do género, mas de certo que se estreiam num patamar de excelência capaz até de camuflar as suas origens (e isto sem qualquer complexo de inferioridade) e fazê-los parecer oriundos dos Estados Unidos ou Inglaterra, onde o género tem maior expressão.

Aparentemente há pouco a dizer quando assim é (quando a "novidade" é apenas a segurança e solidez na interpretação). Mas fique-se consciente de que estes bracarenses não se limitam a ser uma cópia fiel dos Meshuggah. Há lugar a uma predisposição para dinamizar o seu som com algumas passagens vocais limpas - confira-se "Hyperborea" e "Sorah" - e um estado de espírito progressista mais típico dos Textures, sendo que os Tesseract e Uneven Structure nunca se esfumam desse imaginário. Indo ainda mais atrás em toda a loucura polirrítmica que se enfatizou no novo milénio, "Nausea" parece uma discreta homenagem aos Mnemic.  E o melhor de tudo é que não enveredam pelo tecnicismo muitas vezes exacerbado de uns Periphery ou Animals As Leaders.

Pesados os prós e contras, em termos de identidade os Nebulous poderão não ter dado um passo em frente comparativamente à sua anterior encarnação, mas deram um passo enorme em termos de concepção de escrita e dinamismo. Se há lugar para mais uma banda de "math qualquer coisa djent"? A verdade é que os "pequenos" pormenores deste disco fazem crer que há aqui muito mais do que um "sonho molhado" à moda sueca, entre compassos esquisitos e presunções de que assim vamos soar mais fixes e intelectuais. [8/10] N.C.

Data de lançamento: 14 de Outubro de 2013
Nota de estúdio: captação por Pedro Mendes nos Ultrasound Studios, em Braga; mistura e masterização por André Rodrigues; apoio do Grave Studio.
Estilo: math/djent/progressivo
Origem: Braga/Guimarães/Porto (Portugal)
Formação: 2012
Artwork: David Rodrigues

Alinhamento:
1. "Abnegation" (2:50)
2. "Dharma" (3:45)
3. "Nausea" (4:30)
4. "Hyperborea" (2:57)
5. "Gaea" (3:44)
6. "Sorah" (3:35)
7. "Ethereal" (5:52)
8. "Benighted" (4:08)
9. "Contemplation" (1:50)
Duração: 33 minutos

Elementos:
- Snake (voz)
- Vítor (guitarra)
- Pingas (guitarra)
- Rui Silva (baixo)
- Marcelo Aires (bateria)

Discografia:
- "Nebulous" (CD - 2013)




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Stampkase: «Mechanorganism» disponível para download gratuito, banda procura novos elementos


Os açorianos Stampkase disponibilizaram para download gratuito através do Bandcamp o seu álbum de estreia "Mechanorganism", em virtude da celebração do primeiro ano do seu lançamento.

"Mechanorganism" foi editado de forma independente a 3 de Novembro de 2012 e é composto por dez faixas captadas entre os estúdios Ultrasound, em Braga, e os estúdios do Colégio Castanheiro, em Ponta Delgada. Foram engenheiros de som Pedro Mendes, José Miranda e Carlos Rijo. Já a mistura e masterização ficaram a cargo de Daniel Cardoso [Angelus Apatrida, Switchtense, Anneke Van Giersbergen].

O disco encontra-se ainda disponível em formato digipack com booklet de doze páginas ilustradas pelo artista britânico Colin Marks [Exodus, Kataklysm, Fleshgod Apocalypse] através da própria banda (stampkase@gmail.com) ou das lojas Rastilho e Banana Art Factory (em São Miguel).

Entretanto, os Stampkase anunciaram as saídas de André Viveiros [vocalista] e Bruno Moniz [guitarrista] num extenso comunicado disponível aqui. Com efeito, a banda abre audições a músicos de qualquer zona do globo (interessados devem contactar a banda através do Facebook ou pelo seu e-mail).

Os Stampkase fundaram-se em 2003 na ilha de São Miguel, e destacam no seu currículo a vitória no Concurso Angra Rock 2005 e actuações ao lado dos Mnemic, Dagoba, Fear My Thoughts, Exilia, Switchtense, Concealment, entre outros. A sua sonoridade é definida como um cruzamento entre Textures, Mnemic, Fear Factory e Lamb Of God.


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Nebulous: a nova vida dos Endamage para fãs dos Meshuggah, disco de estreia disponível

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Os Nebulous são um projecto composto por elementos de Braga, Guimarães e Porto, com data de fundação em 2012, e que resulta da evolução de vários projectos, nomeadamente dos Endamage.  São uma espécie de reencarnação do referido colectivo, depois de os seus elementos terem operado profundas remodelações na sua sonoridade e aplicarem-lhe um novo conceito. Com excepção do baterista Marcelo Aires [Colosso, Heavenwood, ex-Oblique Rain], os Endamage estão aqui em peso com Snake na voz, Vítor e Pingas nas guitarras e Rui Silva no baixo.

Os Endamage deram por findas as suas actividades em Dezembro de 2012 com a seguinte nota: "Após alguns anos no meio metálico português e depois de algumas alterações a nível de formação, o projecto tomou um rumo diferente daquilo que foi apresentado. Metal, mas com uma abordagem diferente. Ou seja, o grupo continua a existir mas estará no activo com nova identidiade, visto que a continuidade de Endamage não faria sentido".

Foi então ontem lançado o álbum de estreia homónimo dos Nebulous. São nove faixas pautadas pelo experimentalismo, groove e polirritmia de uns Meshuggah (algo perfeitamente distinto do death metal dos Endamage) com gravação de Pedro Mendes nos Ultrasound Studios, em Braga, e mistura e masterização de André Rodrigues em estúdio próprio. Contaram ainda com o apoio do Grave Studio.

"Somos uma abordagem diferente. Algo novo e fresco do que se tem vindo a fazer no panorama nacional", aponta Snake em exclusivo à SounD(/)ZonE. Entretanto, o mesmo explica que tudo se tratou de um processo natural. "É o que gostamos. E como a sonoridade não tem nada a ver com o que fazíamos, decidimos começar do zero e trazer um novo nome, nova imagem, novo despertar. Esse processo todo demorou cerca de dois anos, entre mil músicas e diferentes perspectivas, até chegar ao produto final."

"Nebulous" está disponível para download no Bandcamp e trata-se de uma edição de autor susceptível de ser descarregada gratuitamente. "Esperamos espalhar ao máximo este disco tendo em conta que está tudo no Bandcamp em regime 'Name Your Price', o que significa que pode ser adquirido sem encargos monetários. Isso dá-nos uma amplitude a nível de divulgação internacional que de outra forma seria complicado. A ideia é combater a indústria com a Internet para sermos conhecidos e aí sim surgirem as oportunidades. Os tempos são outros, temos que nos adaptar", argumentou Snake.

"Nebulous" apresenta ainda um conceito baseado numa personagem que se isola da sociedade para tentar descobrir e perceber o significado da vida na sua forma mais natural. "As coisas tornam-se complexas. Ideais, necessidades e crenças tornam-se questionáveis. O fim? Sonho? Realidade? Tu decides", lê-se em comunicado.

O artwork de "Nebulous" é concebido por David Rodrigues, incluindo uma banda desenhada que acompanha este lançamento.

Os Nebulous fazem a primeira parte dos noruegueses Leprous e dos polacos Blinded a 1 de Novembro no TOCA, em Braga.









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Monuments: novo vocalista apresentado

Chris Barretto, vocalista dos Pheriphery entre 2008 e 2010, é o novo elemento dos britânicos Monuments. Barretto vem assim substituir Matt Rose que em Março último abandonou dizendo-se "frustrado com a ética de trabalho" da banda.

Baretto também já actuou com os The Haarp Machine e tocou saxofone no novo álbum dos Tesseract, "Altered State".

Os Monuments, formados em 2010 e oriundos de Londres, são liderados pelo guitarrista John Browne, ex-Fell Silent, uma das bandas pioneiras de uma nova vaga de metal progressivo. A sua estreia, "Gnosis", foi editada em 2012 pela Century Media.

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Entrevista - Intervals

ENTRE CÁLCULOS E SENSAÇÕES
"É importante sermos músicos de mente aberta"

Os últimos anos foram determinantes na definição de uma nova geração de bandas de metal progressivo baseado no groove, na polirritmia e na melodia. Muitos preferem chamá-lo "djent", algo mais alusivo à sonoridade de guitarras popularizada pelos Meshuggah ou Sikth, mas certo é que o género vive hoje de uma dinâmica tão vasta que se torna difícil resumi-lo num ou noutro cliché. O caso dos Intervals é perfeito para demonstrar como se pode soar técnico, grave e pesadão e manter uma musicalidade imediatista... e tudo sem vocalista. Imaginem uns Animals As Leaders menos cerebrais mas com um coração a pingar sentimento a rodos. É por isso que o colectivo de Toronto, ainda a dar os primeiros passos, certamente não precisará de muito tempo para se tornar num caso sério de popularidade.  

Quem é Aaron Marshall?
Um guitarrista de 23 anos oriundo de Toronto, no Canadá. Fiz parte de várias bandas antes dos Intervals, mas o meu trabalho com este projecto foi o que obteve mais visibilidade até hoje.

Tem formação? Afinal de contas, dá aulas, está a tentar lançar um livro de tablaturas, tem feito parte da revista Guitar World... Como estão esses projectos?
Não tenho formação, ou seja não frequentei aulas de música depois do secundário. Sempre gostei de ensinar e sinto que posso aperfeiçoar a minha técnica ao tentar explicá-las. Quanto ao livro de tablaturas, tenho recebido muitos pedidos para lançar as do "In Time", e eu e o Lukas, de alguma maneira, costumamos documentar os seus riffs com o software Guitar Pro. Apenas precisamos de algum tempo para transcrever os meus solos na perfeição e tudo o que foi adicionado durante o processo de gravação.

É daqueles que acredita que para se viver da música não basta ter apenas uma banda? Vemo-lo sempre muito activo e a perseguir vários objectivos na sua carreira. É um sonhador por natureza?
Penso que tocar numa banda é o suficiente em alguns casos, mas na indústria musical actual, especialmente no nosso nicho, acho que não chega. Cada negócio e cenário é diferente, claro, mas pode ser muito complicado encontrar sustento apenas a partir de uma banda. Dar aulas e produzir discos são apenas algumas das coisas que podemos oferecer como músicos modernos para obtermos alguma receita complementar... caso vos interessem.

Como se sente por estar ao lado dos Periphery, Volumes e Structures no catálogo da Outerloop Management? Como surgiu essa oportunidade e de que forma tem sido benéfica para a banda?
Estamos muito gratos por ter uma relação com um management tão trabalhador e fazer parte de uma família de bandas que seguimos há muito tempo. Esta relação tem sido útil no geral para a parte negocial, para agendarmos digressões... tudo o que é possível esperar de uma companhia de management sólida - só coisas positivas.

Tem dito que a música é, acima de tudo, uma forma de expressão que pode ser feita com ou sem vozes. Mas será que nunca pensou em adicionar um vocalista à banda? Até que ponto acha possível conduzir uma carreira a longo-termo apenas com material instrumental?
Acho que é importante sermos músicos de mente aberta. Pessoalmente, oiço tanta música instrumental como vocalizada. Ambas servem o seu propósito e entendo que nenhuma suplanta a outra. No início, ponderámos ter um vocalista mas naquela altura não ficámos totalmente satisfeitos com as opções ao dispor. Por isso, decidimos continuar a fazer aquilo a que nos propusemos no início: sobretudo, música. Acho que as bandas podem ter uma longa carreira só a tocar instrumentais. As letras são importantes para algumas pessoas, entendo isso. Contudo, existem muitas pessoas que se ligam à música de forma diferente e parece que é para esses que a nossa música se dirige. Fixe é que descobrimos que estamos a converter fãs de música vocalizada que dizem "normalmente não oiço música sem vozes, mas vocês são fixes". Isso significa tudo para nós. A música é subjectiva e interpretativa. Absorvam-na e deixem-na significar o que quiserem.  

Uma das virtudes dos Intervals é conseguirem ser muito melódicos e orelhudos enquanto mantêm a técnica. Acham isso fundamental num cenário djent/progressivo/moderno cada vez mais bloqueado por clichés?
Acho que todos devem escrever o que acham que é mais natural e honesto para si. As tendências djent e progressivas vêm das nossas influências. Embora de vez em quando esteja em desacordo com a letra "D", é verdade que inclui um som particular ao metal, mas posso afirmar que o mesmo já existia muito antes do termo. De qualquer forma, todas esses aspectos são fixes. A melodia é o elemento que torna as coisas únicas e interessantes.

É o total responsável pela composição na banda?
Em ambos os nossos EP's tenho assumido as rédeas, mas apenas por restrições de tempo e outras circunstâncias. Contudo, todo o material é apresentado ao Lukas e ao Anup para aprovação e para darem o seu contributo. Estamos a tentar que todos estejam representados com as suas influências no nosso próximo lançamento.  

Pode resumir-nos o conceito ou a mensagem do "In Time"?
Bom, é um título um pouco na brincadeira, mas tem algum significado. O primeiro EP intitula-se "The Space Between" e representa uma brincadeira com o significado de "Interval" (num contexto musical - o espaço entre duas notas). "In Time" é também uma subtil alusão ao facto de o tempo ser a distância entre segundos, minutos, etc.. É também ligeiramente interpretativo e acho isso importante para o tipo de música que tocamos.

Porque não optaram ainda por lançar um longa-duração? Será que a estratégia é dar pequenos passos para cativarem a atenção de alguma editora?
A ideia com os dois EP's foi simplesmente lançar música para aqueles que nos queriam ouvir. Os seus temas estavam prontos a gravar e lançar, por isso, em vez de demorarmos mais tempo a compor (o que acaba sempre por demorar), quisemos avançar e lançar mais um EP. Do ponto de vista do marketing, acho que foi benéfico - chamámos a atenção com o primeiro EP e no segundo já tínhamos público. Um álbum é suposto ser lançado para muitas pessoas ouvirem, mas esse nunca foi o nosso objectivo. Queríamos apenas lançar música.

É possível verificar que mantêm uma próxima relação com o público através das redes sociais. O quão isso tem sido importante para a disseminação da vossa música?
Acho que somos músicos muito sortudos por termos todos esses recursos à disposição. A ligação com os fãs nunca foi tão fácil e a música tem tudo a ver com ligação entre pessoas. Porque nos havemos de esconder? Não vejo razão em sermos aquele tipo de rock star misterioso. Não há necessidade disso no nosso mundo. A ligação com os fãs pode ajudar-nos a tornar virais na Internet mas esse é apenas o produto de uma harmonia estabelecida com as pessoas através da música.

O Canadá é um forte foco de emigração portuguesa. Já se cruzou com algum português? 
Isso é verdade. Trabalhei numa loja de música na baixa de Toronto durante três anos e, durante esse período, conheci muitas pessoas simpáticas e algumas das mais talentosas e humildes eram músicos portugueses! Têm uma cultura muito interessante.

E conhece a cena de peso portuguesa?
Não tanto como gostaria.

Já têm planos para actuarem na Europa?
Sim, mas só mais tarde poderei revelar detalhes. Adoramos os nossos fãs europeus e chegámos à conclusão que alguns dos nossos fãs mais dedicados são daí. Eles continuam a comprar o nosso merchandise e a nossa música em formato digital. Estamos muito ansiosos por tocar na Europa.

Como serão os próximos meses para a banda?
Partimos em digressão dentro de três semanas. Durante 25 dias vamos estar pelo Canadá com os Northlane, Texas In July e com os nossos "vizinhos" Structures. Depois disso, vamos reunir-nos para compor e logo partir para estúdio. Quero também agradecer o vosso tempo e espero encontrar-vos no outro lado do planeta num futuro próximo. Obrigado por lerem esta entrevista e mantenham o contacto connosco através do Facebook e do Youtube. 



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Lifeforms: djent/prog/deathcore em estreia na Lifeforce

Os californianos Lifeforms estreiam-se em álbum com "Multidimensional" a 13 de Maio pela germânica Lifeforce Records. O tema "Home" e "String Theory" já podem ser escutados (abaixo).

Comunicado sublinha que em "Multidimensional" "há muito por descobrir" e que este "prova que música entre djent, prog e deathcore pode ser orelhuda num nível superior".

Até ao momento a banda conta com as edições dos EP's "Illusions" e "Synthetic". 


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Textures: primeira entrevista mundial com novo guitarrista Joe Tal

Ontem pela manhã, os Textures oficializavam a entrada de Joe Tal como novo guitarrista. Fechava-se assim um ciclo com Jochem Jacobs, elemento que se encontrava na banda desde a sua formação em 2001.

Joe Tal vem de Amesterdão e mantém uma intensa ligação com a música, sendo guitarrista há vinte anos, dando aulas actualmente e tendo tocado já estilos como o jazz, rock, fusão e pop. Nos últimos três anos reduziu o enorme leque de projectos a que se dedicava e focou-se nos Illucinoma.

Com a oportunidade de poder ingressar numa das bandas mais respeitadas de uma nova geração de nomes dentro do metal progressivo, acedeu a concorrer ao lugar de Jochem e agora diz que os Textures são o tipo de projecto que há muito ambicionava integrar.

Na primeiríssima entrevista no rescaldo da sua ingressão no grupo, a SounD(/)ZonE colocou-lhe algumas questões sobre as audições (divulgadas parcialmente em vídeo na segunda-feira) e sobre o seu futuro na banda.

Quais foram os maiores desafios que os Textures lhe colocaram durante a audição?
Não posso dizer que tenha havido algo particularmente desafiante para além de ter que aprender os temas. Eu esperava que eles me apresentassem um riff muito complicado, mas este acabou por nunca aparecer. Fiquei foi surpreso quando quiserem fazer uma jam... não esperava, de facto.

Consegue dar-nos a sua opinião sobre os restantes candidatos?
Cada um tinha a sua maneira de ver os Textures. Todos tocaram muito bem. Com base nas entrevistas publicadas no podcast, podemos dividi-los em dois grupos: aqueles que tinham algo para oferecer à banda e os que podiam e queriam aprender com eles.

Também toca em várias bandas e é professor de música. Porque decidiu acrescentar mais este compromisso à sua agenda? Será que os Textures vão obrigá-lo agora a desistir de alguns e passarem a ser a sua prioridade?
Não há muito tempo despedi-me de cerca de oito bandas, pois queria ter uma principal com material original e, sobretudo, que tocasse metal! Portanto, nos últimos dois ou três anos mantive apenas uma banda e agora os Textures encaixam-se perfeitamente naquilo que pretendo. É uma banda maior que traz mais responsabilidade, logo, torna-se a minha maior prioridade.

Fale-nos um pouco da sua outra banda, os Illucinoma.
Formei-a há cerca de três anos e tocamos prog/tech metal. Continuamos a actuar com frequência na Holanda e, por vezes, na Bélgica e Alemanha. Em 2011, tocámos no Euroblast, na Alemanha, com os Mnemic, Tesseract, Monuments e... Textures! Temos um novo EP a sair este ano (ver trailer abaixo). Já agora, o nosso primeiro guitarrista era de Portugal!

E em relação a um novo trabalho dos Textures, será que chega a tempo de poder dar o seu contributo às composições?
Não posso ainda fazer um ponto de situação sobre um novo registo, mas já há material novo a pairar. Sim, tenho muito espaço para contribuir com ideias, o que não acontece só comigo mas com todos os elementos da banda. É entusiasmante!

O que podem as pessoas esperar de diferente entre si e o Jochem Jacobs? Já tiveram oportunidade de falar depois de oficializada a sua entrada na banda?
Não posso comparar a minha forma de tocar com a do Jochem, pois nunca tocámos juntos. Sim, mantive algum contacto com ele no último mês, até porque estou a comprar algum do seu equipamento.

  



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Textures: «fumo branco» em relação a novo guitarrista

Os Textures anunciaram ao final da manhã que o seu novo guitarrista é Joe Tal. O grupo de metal progressivo holandês apresenta assim com um vídeo algo hilariante o seu novo elemento (ver abaixo).

Na passada segunda-feira foi divulgado um vídeo com as audições feitas a seis candidatos ao lugar deixado vago por Jochem Jacobs em Janeiro (para se dedicar à sua carreira como produtor) e que rompeu assim com uma ligação de doze anos. Nesse vídeo Joe Tal explica que toca guitarra há vinte anos e que nos últimos dez passou por inúmeras bandas, tocando géneros como o jazz, rock, fusão e pop. Actualmente toca também nos Illucinoma.

O músico de Amesterdão refere ainda que para além da qualidade da música dos Textures, adora também a técnica e era capaz de trazer de volta alguns elementos de álbuns anteriores, como, por exemplo, os blastbeats.  






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Textures: veja audições para novo guitarrista

Os holandeses Textures divulgaram ontem online um vídeo das audições que decorrem para novo guitarrista. O grupo de metal progressivo inicia assim a procura pelo substituto de Jochem Jacobs que abandonou a 12 de Janeiro último ao fim de doze anos de contributo.

Neste vídeo é possível ver os Textures a ensaiarem com seis candidatos e curtas entrevistas com os mesmos.

Na altura, Jochem Jacobs referiu sobre a sua saída que "por mais estranho que possa parecer" as suas "prioridades foram mudando gradualmente ao longo dos anos". "Agora chegou a altura para começar a dedicar-me mais a outras coisas. Estou muito ocupado a produzir grandes bandas e outro material no meu estúdio e quero concentrar-me mais nisso", argumentou.  


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Tesseract: primeiros sons de novo álbum divulgados

A referencial banda britânica de metal progressivo moderno Tesseract apresentou nos últimos dias alguns excertos do seu novo disco na forma de um vídeo promocional da sua próxima digressão.

"Altered State", segundo álbum do grupo, estará disponível a partir de 27 de Maio pela Century Media e baseia-se conceptualmente em quatro movimentos - da matéria, da mente, da realidade e da energia. A banda assume que se trata de uma forma de abordar as transformações internas que viveu nos últimos anos.

"O conceito por trás de 'Altered State' é muito simples. É sobre mudança e como a vida tem mudado. Temos atravessado um período muito difícil. É um milagre que a banda tenha sobrevivido", refere nota de imprensa. 


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Tesseract: novo álbum já tem data de lançamento agendada

"Altered State" é o título do novo álbum dos britânicos Tesseract. O seu lançamento está agendado para 27 de Maio através da Century Media.

O grupo de metal progressivo moderno refere que este álbum é uma espécie de virar de página perante as adversidades que lhes foram impostas nos últimos tempos - uma espécie de processo de cura.

"O conceito por trás da apresentação de 'Altered State' é muito simples. Refere-se a mudança, a como a vida muda", começa por explicar a banda, que dividiu este segundo álbum em quatro movimentos - da matéria, da mente, da realidade e da energia.

"Temos atravessado um período muito difícil nos últimos anos. É um milagre a banda ter sobrevivido. Penso que é a capacidade de dar um passo atrás e ver todas as coisas como são (daí o EP 'Perspective') que nos permitiu continuar a gozar a vida. A realidade é uma mudança."

O sucessor do álbum de estreia dos Tesseract, "One", editado em 2011, foi totalmente dirigido em estúdio pelo guitarrista Acle Kahney, nos seus Acle 4D Sounds, em colaboração com o baixista Amos Wiliams. Este disco é marcado também pela estreia do vocalista Ashe O'Hara. 

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Thrash e sangue na guelra a 11 de Janeiro no Hard Club

Uma fornada de jovens talentos nacionais, com excepção feita aos mais experientes Stubborm, vai subir ao palco do Hard Club no dia 11 de Janeiro, a partir das 21h00. 

A ementa completa-se com os Wrath Sins, Forbidden To Fly, Evillution e Hellpit. 

Estas são bandas maioritariamente ligadas ao thrash metal, onde "destoam" os Forbidden To Fly, banda de djent/metalcore.  

Os bilhetes custam 5 euros. 

Mais informações pela promotora Bulldozer On Stage.  

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