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R.A.M.P.: Rui Duarte explica como passaram ao lado de uma carreira internacional

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Em plena fase de promoção de "XXV 1988 - 2013", os seixalenses R.A.M.P. fizeram uma restrospectiva dos seus 25 anos de carreira na mais recente edição da Versus Magazine. Na pessoa do vocalista Rui Duarte, ficaram expressas as razões por que o grupo não terá alcançado maior projecção internacional, a demora em relação a um novo álbum de originais ou mesmo as características que marcam o meio underground actual.

"Portugal é um país muito pequeno. Como tal, viver da música com um género tão específico é algo que apenas fica ao alcance de quem tem uma família abastada e que garante um suporte financeiro de sobrevivência", começa por argumentar Rui Duarte, distanciando-se desse quadro. "Nenhum de nós preenche esses parâmetros. Temos origens humildes e sabemos que temos de trabalhar para sobreviver. O facto de termos famílias e filhos obrigou-nos a abrandar a actividade dos R.A.M.P.", encerra a questão sem deixar perspectivas sobre um sucessor de "Visions", de 2009.

No período que antecedeu o lançamento de um dos grandes clássicos da banda, "Evolution, Devolution, Revolution" (1998), o vocalista confidencia que estiveram às portas de um contrato discográfico auspicioso e deixa as razões para que tal não se tivesse concretizado.

"Indiscutivelmente, os R.A.M.P. sofreram um grande embalo na altura que antecedeu a saída do 'E.D.R.'. A Music For Nations [Cradle Of Filth, Paradise Lost, Anathema] estava interessada nos R.A.M.P., tudo apontava para uma mudança profunda na nossa carreira e eis que... o A&R da nossa editora resolveu encher o peito e começar a fazer exigências", relata Rui Duarte sem esconder a sua indignação. "Quem sabe como funciona a indústria musical deveria ter a noção... mas não... à boa maneira portuguesa passa-se de besta a bestial e novamente a besta com uma facilidade atroz. Perdemos a oportunidade das nossas vidas graças a um 'clueless'."

Com um quarto de século cumprido e cruzando a fase em que o underground funcionava sem o auxílio das novas tecnologias, Rui Duarte é peremptório em afirmar que estas destituíram alguns dos valores que faziam do movimento algo mágico.

"Hoje existem coisas muito boas e com elas novas realidades negativas. (...) Os suportes informáticos vieram possibilitar inúmeras soluções em termos de contacto e de plataformas de trabalho artístico. (...) Mas tudo se banalizou... as coisas tornaram-se efémeras, o consumo desenfreado fez com que as pessoas se desinteressassem em aprofundar o que quer que seja, os valores afundaram-se no objectivo do 'ser famoso' e em fazer contra-informação cobarde na internet através do anonimato." 

O músico termina afirmando, em tom preocupante, que "perdeu-se muito do culto e da magia, da paixão e honestidade para algo que necessita de ser, acima de tudo, muito hype".

"XXV 1988 - 2013" está disponível desde 18 de Novembro pela Metropolitana/Metrodiscos. 

Leia a entrevista na íntegra aqui.


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Ramp: público chora em concertos de apresentação de «XXV 1988-2013»

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Rui Duarte, vocalista dos lisboetas Ramp, foi entrevistado recentemente pelo Imagem do Som onde explica a origem da compilação "XXV 1988-2013" (editada a 18 de Novembro) e como tem sido a fase de promoção ao vivo que decorre este mês em exclusivo para os compradores do disco.

"Nesta situação dos showcases acústicos, houve momentos em que vi pessoas à frente a chorar. É giro porque as pessoas ficam nostálgicas, lembram-se de situações. E é isso que os Ramp também querem fazer. Estamos a olhar para o futuro, não só para o passado, como é lógico. O passado está lá e pertence a todos nós, queremos partilhá-lo com as pessoas, mas de uma perspectiva positiva para podermos olhar de uma maneira se calhar mais correcta e clarividente para o próprio futuro", exaltou Rui Duarte, que refere ainda que os Ramp ultrapassaram no top nacional os One Direction e David Carreira durante a primeira semana de vendas de "XXV 1988-2013".

As  últimas datas de apresentação de "XXV -1988-2013" estão reservadas para os dias 28, 29 e 30 de Novembro no Centro de Artes e Espectáculos de São Mamede, em Guimarães, no Edy Music Club, em Alverca, e no RCA Club, em Lisboa. Os ingressos estão disponíveis através de compra do disco nas lojas Fnac e à porta dos recintos (o acesso é concedido mediante apresentação do disco e talão de compra).

No dia 6 de Novembro os Ramp apresentaram o videoclip para o single "Alone" em versão acústica, originalmente editado em "Nude", de 2003.




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Ramp: veja o videoclip de «Alone» em acústico

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Os Ramp estrearam na passada terça-feira o single "Alone" em versão acústica através da Antena 3. Trata-se de um dos temas da compilação "XXV 1988-2013" que assinala os melhores momentos da carreira do grupo do Seixal.  Um dia depois foi a vez de ser dado a conhecer o videoclip para o emblemático tema de "Nude", de 2003 (ver abaixo).

Hoje tem início no C.C. Vasco da Gama, uma série de cinco showcases programados para as Fnac. Amanhã é a vez do Chiado e Almada Fórum e no domingo fecha-se o ciclo com passagens pelo Colombo e Cascais Shopping.

A digressão de promoção a "XXV 1988-2013" decorre este mês, com arranque marcado para o dia 15 no Scada, em Abrantes, prosseguindo a 16, 22 e 23 no Fora de Rebanho, em Viseu, no Bafo de Baco, em Loulé, e no Hard Club, no Porto, respectivamente. As últimas datas estão reservadas para os dias 28, 29 e 30 no Centro de Artes e Espectáculos de São Mamede, em Guimarães, no Edy Music Club, em Alverca, e no RCA Club, em Lisboa.

Os ingressos para esses espectáculos estão disponíveis exclusivamente através da pré-compra do disco nas lojas Fnac (e potencialmente nos dias de espectáculo), desde a passada segunda-feira.

"XXV 1988-2013" estará disponível em suporte físico e digital a 18 de Novembro (pré-reserva aqui). 


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Ramp alteram datas de promoção a «XXV 1988-2013»

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Os Ramp anunciaram hoje que os concertos de 8 e 9 de Novembro no Edy Music Club, em Alverca, e no Beat Club, em Leiria, serão marcados para nova ocasião a anunciar na próxima segunda-feira. O grupo do Seixal explica que se viu forçado a alterar estas datas por motivos relacionados com a edição do best of "XXV 1988-2013".

Assim, esta digressão arranca no dia 15 no Scada, em Abrantes, e prossegue nos dias 16, 22 e 23 no Fora de Rebanho, em Viseu, no Bafo de Baco, em Loulé, e no Hard Club, no Porto, respectivamente.

Os ingressos para os espectáculos de apresentação de "XXV 1988-2013" estão disponíveis exclusivamente através da pré-compra do disco nas lojas Fnac (e potencialmente nos dias de espectáculo), a partir da próxima segunda-feira (4 de Novembro), pelas 12h00.

Entretanto, os Ramp já oficializaram a realização de cinco showcases nas Fnac nos dias 8 no Vasco da Gama, dia 9 no Chiado e Almada Fórum e dia 10 no Colombo e Cascaishopping (mais informações aqui). 

"XXV 1988-2013" é baseado nos melhores momentos da discografia dos Ramp, que inclui cinco álbuns, um EP, dois singles e um disco ao vivo, adornado ainda por muita parafernália sobre a banda, incluindo cartazes, flyers, bilhetes e registos fotográficos, alguns enviados pelos fãs. Também um videoclip já estará gravado.

O vocalista Rui Duarte enalteceu recentemente em comunicado a fraternidade desenvolvida entre elementos e fãs ao longo de todo o percurso da banda. "Já passaram vinte anos desde a primeira edição do 'Thoughts'. Parece que tudo foi tão rápido. Fiz tantas amizades e vivi tantas experiências que hoje sou, inegavelmente, não apenas um elemento dos Ramp, mas alguém que partilha os ideais que rodeiam esta extensa família.

"A música e as pessoas sempre foram a maior motivação. O respeito, a partilha e os sonhos tornaram-se o fio condutor de algo que extravasou o simples percurso de um grupo musical.

"A revisão da história já tinha sido alvo de muitos (e insistentes) pedidos e seria ilógico negar-lhe uma existência que se impõe por direito próprio.

"Para mim, a edição do “XXV” dos Ramp não consiste numa compilação de temas. É, antes de tudo, a recapitulação da experiência e dos momentos de uma família que cresceu, sorriu, chorou, mas que sempre guardou no coração o mais importante: a paixão pela música e pela vida."

Em Janeiro, o guitarrista Tó Pica revelou ao Backstage Forum que "XXV 1988-2013" será composto por um segundo disco com covers inéditas e versões acústicas de alguns dos originais do grupo. Na mesma ocasião foi incitado a falar de um novo álbum, mas resumiu-se a afirmar que só existem ideias soltas. "As ideias nunca param de aparecer. Há sempre ideias de todos nós que vão sendo gravadas a nível individual para não esquecer. Mas sempre em forma de rascunho até entrarmos no modo composição para o novo álbum", explicou o também guitarrista dos Sacred Sin, Secret Lie e Anti-Clockwise.

Os autores de "Nude" têm ainda agendado para hoje um concerto no Cine Incrível, em Almada, no âmbito do Festival de Artes e Cinema.

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Ramp: digressão e Best Of em Novembro para assinalar 25 anos de carreira

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Os Ramp, um dos nomes mais marcantes dos sons de peso forjados em Portugal, celebram este ano um quarto de século de existência com a edição da compilação "XXV 1988-2013".

Este registo será baseado nos melhores momentos da sua discografia, que inclui cinco álbuns, um EP, dois singles e um disco ao vivo, adornado por muita parafernália sobre a banda, incluindo cartazes, flyers, bilhetes e registos fotográficos, alguns enviados pelos fãs. Também um videoclip já estará gravado. 

A banda do Seixal dedica o mês de Novembro a uma série de concertos de apresentação, começando no dia 8 com uma ida ao Edy Music Club, em Alverca. Seguem-se espectáculos nos dias 9, 15, 16, 22 e 23 no Beat Club, em Leiria, no Scada, em Abrantes, no Fora de Rebanho, em Viseu, no Bafo de Baco, em Loulé, e no Hard Club, no Porto, respectivamente.

"XXV 1988-2013" encontra-se disponível para pré-venda em exclusivo na FNAC (com oferta de um bilhete para uma das datas de apresentação).

O vocalista Rui Duarte enalteceu ontem em comunicado a fraternidade desenvolvida entre elementos e fãs ao longo de todo o percurso da banda. "Já passaram vinte anos desde a primeira edição do 'Thoughts'. Parece que tudo foi tão rápido. Fiz tantas amizades e vivi tantas experiências que hoje sou, inegavelmente, não apenas um elemento dos Ramp, mas alguém que partilha os ideais que rodeiam esta extensa família.

"A música e as pessoas sempre foram a maior motivação. O respeito, a partilha e os sonhos tornaram-se o fio condutor de algo que extravasou o simples percurso de um grupo musical.

"A revisão da história já tinha sido alvo de muitos (e insistentes) pedidos e seria ilógico negar-lhe uma existência que se impõe por direito próprio.

"Para mim, a edição do “XXV” dos Ramp não consiste numa compilação de temas. É, antes de tudo, a recapitulação da experiência e dos momentos de uma família que cresceu, sorriu, chorou, mas que sempre guardou no coração o mais importante: a paixão pela música e pela vida."

Em Janeiro, o guitarrista Tó Pica revelou ao Backstage Forum que "XXV 1988-2013" será composto por um segundo disco com covers inéditas e versões acústicas de alguns dos originais do grupo. Na mesma ocasião foi incitado a falar de um novo álbum, mas resumiu-se a afirmar que existem ideias soltas. "As ideias nunca param de aparecer. Há sempre ideias de todos nós que vão sendo gravadas a nível individual para não esquecer. Mas sempre em forma de rascunho até entrarmos no modo composição para o novo álbum", explicou o também guitarrista dos Sacred Sin, Secret Lie e Anti-Clockwise.

Os autores de "Nude" têm ainda agendado concerto no dia 1 de Novembro no Cine Incrível, em Almada, no âmbito do Festival de Artes e Cinema.

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Norfest 2013: denúncia revela que administrador da Apolo Cine é o mesmo do festival Costa de Prata

Em comentário publicado na SoundZone (ler aqui), um anónimo divulgou um link onde é possível ler-se que Joaquim do Carmo Azevedo, alegadamente administrador da Apolo Cine, empresa sediada na Trofa e que cancelou o festival Norfest 2013 no início da semana, foi constituído arguido por prática de um crime de emissão de cheque sem provisão em 2002, tendo dois anos mais tarde sido declarado contumaz pela juíza Maria Antónia Rios de Carvalho do Tribunal da Comarca do Porto.

Esta informação veicula vários dados pessoais que colocam em causa a explicação de Joaquim Azevedo  (ler comunicado aqui) de que o administrador com o mesmo nome da Iberian Club, entidade que promoveu o festival fraudulento Costa de Prata, em 2005, não são, afinal, as mesmas pessoas. Joaquim Azevedo defendeu que se encontrava em Cabo Verde em 2005 e que a Apolo Cine também foi lesada e intentou processo contra a organização do festival Costa de Prata.

Aguardamos declaração de Joaquim Azevedo.

O festival Norfest teria lugar nos dias 31 de Julho, 1, 2 e 3 de Agosto no Monte Senhora da Graça, em Mondim de Basto, com nomes como Pedro Abrunhosa, Blasted Mechanism, Primitive Reason, Masterplan, Moonspell, Ramp, entre muitos outros. O seu cancelamento foi justificado pela Apolo Cine com base numa suposta difamação conduzida por Carlos Guimarães, antigo membro da Utopia Productions (também lesada no festival Costa de Prata), que gerou falta de confiança dos patrocinadores e consequente falta de condições para realizar o festival. No passado sábado, os germânicos Masterplan cancelaram o seu espectáculo afirmando que a promotora do Norfest estaria a utilizar, sem autorização, o seu nome e imagem. 

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Reveja membros dos Ramp e Reaktor a contracenarem na série «Morangos Com Açúcar»


Tó Pica, guitarrista dos Ramp, Sacred Sin, Anti-Clockwise e Secret Lie, publicou no seu Facebook um vídeo em que surge a participar na famosa série juvenil da televisão portuguesa "Morangos Com Açúcar". O vídeo remonta a 2003 quando junto com Sérgio "Animal" Duarte [Reaktor, RCA] e Marte Ciro são contratados para actuar num bar... mas acabam por fazer "demasiado barulho". É possível conferir abaixo a participação dos músicos nos minutos 6.22 e 8.45.

Sérgio "Animal" Duarte também contracenou na telenovela "Anjo Selvagem", transmitida entre 2011 e 2003. Na altura representou um presidiário.



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Norfest 2013: dia do metal praticamente fechado com dois regressos inesperados

Depois dos power metallers alemães Masterplan e dos Ramp, estão confirmados para a primeira edição do Norfest os Mão Morta, Moonspell, Bizarra Locomotiva, Timeless, Arya, Venial Sin e Rock Poets.

De notar que uma das grandes curiosidades é o regresso dos Timeless e Arya, bandas de power metal e rock, respectivamente, que se encontram afastadas do grande público há largos anos. Ambas as bandas partilham elementos e costumam considerar-se "bandas irmãs". Os Timeless estrearam-se com o álbum "Dawning Light", em 2006, produzido por Markus Grosskopf, baixista dos Helloween.

O Norfest realiza-se nos dias 1, 2 e 3 de Agosto em Mondim de Basto (distrito de Vila Real) e dedica o seu último dia ao rock e metal.

O preço dos bilhetes varia entre os 40 e os 250 euros, incluindo modalidades VIP e Golden VIP. Mais informações aqui

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Masterplan com Ramp no Norfest 2013

Os germânicos Masterplan, colectivo de power metal fundado pelos ex-Helloween Roland Grapow e Uli Kusch, são uma das grandes sensações do Norfest 2013, a realizar-se a 1, 2 e 3 de Agosto, em Mondim de Basto (distrito de Vila Real). O evento não é especializado em metal, mas o terceiro dia parece dedicado às sonoridades mais pesadas, sendo que estão também os nacionais Ramp.

Formados em 2001, os Masterplan viveram sempre entre sucesso e enorme agitação interna. O grupo tem mudado frequentemente de músicos e do seu início resta apenas Roland Grapow. Já em 2012 ingressaram nos quadros da banda de Hamburgo o baterista Martin Marthus Skaroupka [Cradle Of Filth], o vocalista Ritch Altzi [At Vance, Thunderstone] e o baixista Jari Kalunainen [ex-Stratovarius, Evergrey].

O preço dos bilhetes varia entre os 40 e os 250 euros, em variadas modalidades que inclui VIP e Golden VIP Pass. Mais informações aqui

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Rui Sousa: «O Live Summer Fest não tem auto-sustentabilidade»

A revista Arte Sonora divulgou hoje uma entrevista com o promotor Rui Sousa em que é dado a conhecer o trajecto do Live Summer Fest e a realidade de um festival alternativo num cenário de crise em pleno Atlântico.

"Devido às dificuldades económicas e à nossa actual conjuntura, torna-se muito difícil manter um festival com a qualidade que temos apresentado perante a falta de apoios - o festival não tem auto-sustentabilidade, é patrocinado pelo Governo Regional, Direcção Regional da Juventude, Pousadas das Juventude e Açoraudio. Fora isso não temos mais sponsors," referiu o também músico açoriano que fundou o LSF em 2008.

"A máquina LSF está estruturada para ser um festival anual e de referência internacional. Temos todas as condições: espaço, empresas de som, hotéis, restaurantes, para além das paisagens. Mas o que nos falta é mesmo a questão monetária," voltou a frisar Rui Sousa, num ano em que o festival sofreu sucessivos adiamentos.  

"O futuro do evento passa por tentar arranjar sponsors exteriores à região. O único que temos é o Governo e isso torna-nos limitados. Podemos fazer "n" coisas e temos a capacidade para desenvolver projectos aliciantes que poderão enaltecer os Açores noutros mercados, mas com o dinheiro que tem sido atribuído é quase impossível torná-los realidade," queixa-se Rui Sousa enquanto relembra que "o festival pode ser realizado em qualquer altura do ano, apesar do nome estar associado ao Verão" e que "o objectivo é ser realizado no primeiro fim-de-semana de Junho".

Veja abaixo a entrevista na íntegra bem como algumas filmagens das actuações da edição que decorreu nos passados dias 23 e 24 de Novembro no Evolution Pub, em São Miguel, com os Ramp, RCA, Punkada, Stampkase, Fake Society e WeParasites.


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Ramp: Rui Duarte saúda público açoriano antes do regresso


Ter-se-ão já perdido a conta às vezes que os Ramp pisaram palcos açorianos. Sinal de particular cumplicidade para com o grupo do Seixal, o público local terá então oportunidade de revê-los já no dia 24 de Novembro na 5ª edição do Live Summer Fest.

O vocalista Rui Duarte explicou à SoundZone porque é sempre especial regressar aos Açores:

"Cada espectáculo dos Ramp é único, não pelo setlist, não pelos músicos, não pelo backdrop, luzes ou meras questões de produção, mas sim pelo público. Voltar aos Açores é sempre excitante porque as pessoas marcaram-nos desde a nossa estreia insular de forma bem aguerrida," sublinha o vocalista referindo-se ao concerto no Concurso Rock de Garagem, em 1997, em que o público arrancou as grades e invadiu o palco.

Rui Duarte dá também já uma ideia de se sentir em casa e elogia a força do underground local:

"Vai ser a oportunidade de rever velhos amigos e sentir o paladar e o cheiro desse oásis natural que tão bem sabe receber. Fica igualmente uma palavra de convite e apoio para todos, bandas, músicos e amantes de metal, que, mesmo rodeados pela questão geográfica e pelas dificuldades económicas, continuam a lutar pelo reconhecimento e força de um género musical que nos une e move sem fronteiras."

O Live Summer Fest decorre nos dias 23 e 24 de Novembro no Evolution Pub, Capelas (São Miguel), e inclui ainda no cartaz as actuações dos RCA, Punkada, Fake Society, Stampkase e WeParasites.

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Live Summer Fest regressa em Novembro com Ramp em destaque

O Live Summer Fest está de volta nos dias 23 e 24 de Novembro, desta feita a realizar-se no Evolution Pub, nas Capelas, ilha de São Miguel.

São cabeças-de-cartaz os lisboetas Ramp e RCA (banda de covers com elementos dos Ramp). Actuam ainda na quinta edição do evento açoriano, os faialenses Punkada (tributo a Rammstein) e os micaelenses Fake Society, Stampkase (a apresentarem o seu álbum de estreia) e WeParasites (vencedores do concurso "Maia Activa 2012").

As noites terminam com set do DJ Nuno Calado (Antena 3).

Este evento produzido por Rui Sousa resulta de uma parceria com a Direcção Regional da Juventude, Pousadas da Juventude dos Açores e Açoraudio Lda., e faz reverter parte do lucro de bilheteira para a FEDRA (Federação das Doenças Raras de Portugal) e Cáritas da ilha de São Miguel.

A apresentação oficial do evento decorre esta sexta-feira (2 de Novembro), pelas 18h30, na Pousada da Juventude, em Ponta Delgada. 

Os bilhetes para o festival estarão disponíveis no local a 5€ (dois dias). 

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Review - Sinistro - "Sinistro"

SINISTRO
“Sinistro”
[CD – Raging Planet]

Sinistro - título adequado ao projecto. Assombroso - assim o descrevo.

São mais de cinquenta minutos divididos em oito faixas que merecem ser ouvidas e apreciadas por qualquer pessoa que seja amante de música pesada e experimental.

P, F e Y são os membros incógnitos deste trio que nos arrebata com as suas guitarras colossais e teclas que conduzem as músicas e criam ambientes belíssimos onde apenas existem vozes para acentuar ainda mais um clima sombrio e assustador. Temos também as participações de Tó Pica [Ramp] e Gabriel Coutinho que acrescentam ainda mais profundidade e classe às faixas onde participam.

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Breve História do Metal Português

"Breve História do Metal Português" - Parte 3 - Os anos 80 (Tomo 1 e  Tomo 2)

Parte 4 - Os anos 90

Texto redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

O espírito Underground emergente nos anos 80 prosseguiu a sua evolução de forma exponencial na década seguinte. Abundavam os grupos, as fanzines, os programas de rádio, as newsletters e as mail orders. As editoras já existentes lançaram mais discos e outras houve que se formaram. A oferta de concertos nacionais era abundante.

A Norte, a escola de música Rec’n’School e os estúdios Rec’n’Roll, dos irmãos Barros (Paulo e Luís, respetivamente guitarrista e baterista dos Tarantula) tornaram-se referências absolutamente incontornáveis na cena metálica local, primeiro, e nacional, em seguida. No geral as iniciativas diversificavam-se. A 15 de maio de 1990, a loja Valentim de Carvalho do Centro Comercial de Alvalade, em Lisboa, acolheu um dos mais importantes momentos na história do Som Eterno em Portugal no início dos anos 90: uma memorável sessão de autógrafos do malogrado Quorthon, líder dos Bathory (há vídeos disponíveis no Youtube). Centenas de fãs acorreram àquele que terá sido o primeiro evento oficial do género no país tendo um músico estrangeiro de Metal como protagonista. Em 1994 Vanessa Warwick, apresentadora do programa “Headbanger’s Ball”, da MTV, apresentou na Gartejo o programa, fazendo também uma sessão de autógrafos.

As bandas nacionais passaram à fase seguinte no que à sua divulgação diz respeito. Em 1992 os Dinosaur tornaram-se um fenómeno de popularidade a nível underground com airplay radiofónico massivo e rodagem na RTP2 de três videoclips em simultâneo, numa altura em que apenas os Ibéria, Tarantula, Censurados, Ramp e Procyon passavam na TV. Os programas televisivos “Clipmanias”, “Vira o Vídeo”, “Clip-Club” e “Pop-Off”, dedicados à música, começaram a rodar Hard’n’Heavy nacional.

Na primeira metade da década foram editados vários álbuns clássicos do Metal luso - Kingdom of Lusitânia (Tarântula); Thoughts (Ramp), Darkside (Sacred Sin), Ecstasy (Joker), V12 (do grupo com o mesmo nome), Abstract Divinity (Thormentor), Diva (Heavenwood), Genocide (Genocide), Vast (Disaffected), Reality Asylum (W.C. Noise), Wolfheart e Irreligious (ambos dos Moonspell). A par destes registos saliente-se a importância histórica das compilações The Birth of a Tragedy (em vinil duplo), Mortuary Nº 1 e 16 Portuguese Metal Bands, totalmente preenchidas com agrupamentos nacionais. Apesar das ainda escassas condições em termos de estruturas editoriais e técnicas de gravação registou-se um aumento substancial de grupos com álbuns editados.

Em 1993 os Sacred Sin tornaram-se o primeiro coletivo nacional a gozar de airplay na MTV (no programa “Headbanger’s Ball”, com o tema “Darkside”), muito antes de estrelas pop como os Delfins ou Pedro Abrunhosa. No ano seguinte foi editado Under the Moonspell, o mini-LP de estreia do coletivo de Fernando Ribeiro, que assinalou a primeira contratação internacional de uma banda portuguesa (neste caso, pela francesa Adipocere Records). Cedo os Moonspell ganharam fama nos mercados alemão e francês, através de álbuns como Wolfheart e Irreligious. A partir de então, conquistaram o Mundo.

Em 1992 surgiu a edição nacional da “Rock Power”, a primeira revista profissional portuguesa especializada em Metal. No entanto, durou pouco mais de um ano. Os fãs nacionais tiveram que aguardar até 1999 para virem chegar uma nova publicação dedicada ao Som Eterno, desta feita apresentando conteúdos 100% originais: a “Riff”, que virou uma página na imprensa nacional especializada.

Até meados dos anos 90 a demotape reinou enquanto formato preferencial para as bandas editarem a sua música, mas na segunda metade da década a demo-CD, resultante da evolução tecnológica, ocupou o lugar da mítica demo em cassete. De igual forma, no final da década já não havia rasto das fanzines em papel, optando as bandas pela autopromoção em páginas “pessoais” na Internet (à época ainda não existiam blogues, redes sociais ou o Youtube. Os fóruns não passavam de meros projetos online).

O fervilhante cenário ao vivo nos anos 90
Nos anos 90 Portugal tornou-se finalmente rota obrigatória para receber as grandes produções de bandas internacionais de primeira linha, da Pop ao Rock passando pelo Metal. Os concertos de estádio vulgarizaram-se, com espetáculos memoráveis, por razões várias, dos Guns ‘n Roses + Faith No More + Soundgarden, Metallica + The Cult + Suicidal Tendencies, Bon Jovi + Billy Idol + UHF, todos no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

Nesta altura o Dramático de Cascais era justamente considerado a catedral da música pesada em terras lusas, recebendo nesta década inúmeros espetáculos de grupos internacionais - Judas Priest, Manowar, Megadeth, Sepultura (o segundo concerto nacional dos brasileiros foi objeto de reportagem alargada no programa “Headbangers Ball” da MTV), Pantera, Slayer, Iron Maiden, entre outros. Em paralelo, a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, em Almada, começava a gozar de semelhante estatuto, acolhendo espetáculos dos Ratos de Porão, Death, Cannibal Corpse, Amorphis, Fear Factory ou Forbidden. Timidamente, o Coliseu dos Recreios (Lisboa) começou também a receber concertos de Metal. Nesta década centenas de grupos estrangeiros estrearam-se ao vivo em terras lusas para nunca mais deixarem de cá atuar a cada nova digressão.

Para substituir o extinto RRV surgiu o Johnny Guitar, onde, à semelhança do Rock Rendez Vous, atuavam grupos de todos os quadrantes musicais. Contudo, ao longo dos anos 90 a oferta noturna de música ao vivo multiplicou-se. Em Lisboa tornou-se obrigatória a frequência do histórico Gingão (taberna antiga onde desde os anos 80 os metaleiros se juntavam religiosamente às sextas-feiras e sábados à noite). Os bares Lusitano, Ritz Clube, Rockline e Rookie assumiram nesta década o protagonismo da música underground ao vivo e do dying. Também a Voz do Operário e a Gartejo (mais tarde batizada de Garage) se tornaram referências para os metaleiros ouvirem música e ver bandas ao vivo. Em Vila Nova de Gaia o Hardclub assumiu-se como o grande centro de concertos de Metal na invicta.

Aliás, segundo Miguel Almeida no segundo volume da Enciclopédia da Música Portuguesa em Portugal no Século XX “a crescente popularidade do género na década de 90 viabilizou a realização de espetáculos para audiências maiores e a apresentação de grupos portugueses em eventos como o Festival da Ilha do Ermal, Festival Vilar de Mouros (…), com destaque para o Festival Penaguião Open Air (Penafiel) [NR: melhor conhecido por Ultra Brutal], nas suas várias edições, dedicado exclusivamente a grupos de heavy metal, nacionais e estrangeiros”. De igual forma, o Festival Diz “Sim” à Vida, realizado no estádio do Barreiro, marcou uma época. Nele participaram artistas como os Tarantula, Adelaide Ferreira (na sua fase hard rock), Ibéria, Afterdeath ou os britânicos British Lion (protegidos de Steve Harris, baixista dos Iron Maiden), numa iniciativa arriscada mas inesquecível. Preparava-se desta forma o passo seguinte na evolução do Metal português e tudo o que este nos proporcionou nos anos 00.

Dico

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Figuras proeminentes do metal nacional debatem 25 de Abril

Celebram-se hoje 38 anos desde que Portugal se desenvencilhou de um regime opressivo de quase meio século e abraçou uma democracia muitas vezes dissimulada na raiz dos seus princípios mais elementares. Não restam dúvidas que o 25 de Abril foi uma data com influência determinante na vida de todos os portugueses. Mas será que teve os efeitos práticos esperados? Será que os amantes do metal, também reconhecidos pela sua mensagem liberalista e muitas vezes anti-sistema, reconhecem valor à efeméride, interessam-se pelos seus factos históricos ou entendem mesmo que será preciso um novo golpe político para que haja uma retoma económica e moral? Saiba o que pensam sobre isso seis personalidades de relevo no meio metálico nacional.

QUESTÕES:
1. O que representa para si o 25 de Abril?
2. Conhece e/ou interessa-se pelos seus detalhes históricos?
3. Acha que a sociedade soube gozar da liberdade que lhe foi concedida?
4. Precisamos de mais uma revolução idêntica? 

RUI DUARTE [vocalista, Ramp]
1. Acima de tudo, mais um passo no caminho da liberdade de expressão, seja ela física emocional ou intelectual.
2. Os detalhes históricos são sempre interessantes em qualquer ruptura social. No caso do 25 de Abril nunca poderemos dissociar o contexto (nacional e internacional) em que ocorreu. Assim como a própria ditadura ou o regicídio, existe sempre algo mais lato do que um acto isolado. É importante a meu ver essa noção global. Aconselho cada um a descobrir.
3. Não, embora não seja concordante com o regime pseudo-democrático em que vivemos, considero que as pessoas continuam a demitir-se da sua importância num colectivo social. A taxa de abstenção é reveladora, e caso não se concorde com as propostas apresentadas pelo “cancro” da nossa democracia (os aparelhos partidários e o seu financiamento), existe sempre a possibilidade de votar em branco. Nunca devemos é abdicar do nosso sentido e missão cívica para que tantos morreram e a possibilidade de manifestarmos a nossa opinião.
4. Sim, idêntica numa contínua progressão para a verdadeira liberdade de expressão da individualidade e visão de cada um. 

RICARDO DIAS [guitarrista/vocalista, Heavenwood]
1. O fim de um sonho para uns e o início de um sonho para outros.
2. Sim, mas duvido que a realidade dos factos nos tenha sido apresentada de forma transparente. Uma coisa é liberdade outra é libertinagem, sendo que o conceito de liberdade é relativo. Ter apenas o direito de nos expressar não nos leva a lado algum. Sou apologista da mudança desde que estruturada. A infantaria serve tudo menos para vencer uma batalha. Pensem nisso.
3. Talvez tenha sido uma espécie de Woodstock ou Flower-Power Age para os portugueses mas algo não correu como o esperado ou planeado em termos de médio-longo prazo pelos militantes. Por isso, temo ou mesmo receio que um dia mais tarde descubra-se que não passou tudo de uma manipulação. Assim reza a instauração da República Portuguesa. E é melhor ficar por aqui.
4. Se se pretender denominar de revolução… sim, uma revolução básica, uma revolução mental.

NUNO RODRIGUES [vocalista, W.A.K.O.]
1. Acima de tudo, o que me faz pensar e sentir é uma reminiscência perdida numa atitude que hoje não revejo no povo português.
2. Claro que me interesso por todos os feitos do nosso povo e considero que possuir esse conhecimento é fundamental para nos situarmos no presente e actual estado do país. Contudo, em vez de revisitarmos constantemente esses feitos como mais uma memória inerte da história do nosso pais, deveríamos extrair conhecimentos válidos que nos motivem a agir e não apenas a comemorar saudosismos. Pois, a meu ver, é algo que não é motivo de celebração mas sim de revolução e mudança.
3. Acho que, de certa forma, ficámos tão deliberados da ilusão de possuir total livre-arbítrio que não soubemos gerir rigorosamente os nossos recursos internos e potencialidades. De tal forma que agora, com esta verdadeira ditadura financeira, a necessidade de as explorar é emergente, dentro de imensos condicionalismos e esforços que cada cidadão faz para tentar criar algo com as suas próprias mãos. A liberdade é hoje expressa apenas para aqueles que conseguem ter sucesso financeiro.
4. Não direi idêntica, mas sim uma revolução nas consciências. Temos que melhorar a nossa consciência colectiva, nomeadamente no que diz respeito à entreajuda, auto-sustentabilidade, ecologia e cultura.

JOHNNY ICON [vocalista, Icon And The Black Roses]
1. A queda do regime e o início da democracia em Portugal.
2. Conheço bem, uma vez que na minha família tem vários activistas que, inclusive, passaram tempo na prisão durante o Estado Novo.
3. Não. Infelizmente, em Portugal essa liberdade foi durante muito tempo usada da pior forma possível, criando uma sociedade em que apenas os piores e menos escrupulosos aspiram a ser políticos. Ou seja, o país é gerido pelo pior que Portugal tem para oferecer.
4. Na minha opinião não. O que é preciso é incentivar as melhores mentes do país a serem políticos, a procurarem entrar na vida política pelos valores que defendem e abanar pelos alicerces a estrutura de poderes instalados e corruptos.

HUGO ANDRADE [vocalista, Switchtense]
1. Representa a realização de uma sociedade mais justa com direitos e deveres que se pretendiam iguais para todos. Representa ainda o fim de um regime repressivo que durante anos e anos fez com que Portugal se isolasse do mundo e que  que resultou no enorme atraso cultural que temos hoje em dia. Se resultou ou não, é outra questão.
2. Conheço e interesso-me. Na minha altura - não sei se hoje em dia isso acontece - da escola primária, o 25 Abril era uma matéria obrigatória. Acho absurdo que muita gente não saiba nada sobre a sua história, pois, ao fim ao cabo, é a história do nosso país.
3. Eu já nasci alguns anos depois da liberdade ser devolvida às pessoas, mas a consciência social e política só veio mais tarde. Considero que a questão de se gozar ou não a liberdade, não pode ser vista dessa maneira. Não é uma questão de se "saber gozar " ou não a liberdade, mas sim se essa mesma é na realidade um facto ou é apenas e só uma mera palavra que nada mais significa. Sei de muitos casos em que as pessoas tiveram graves consequências por pura e simplesmente falarem a verdade.
4. Não sei se idêntica, pois os tempos são outros e a questão hoje em dia é também algo diferente. Penso que a revolução actualmente passaria mais pelos civis do que pelos militares. São os civis que precisam de fazer esta revolução e mostrar a toda a classe política que não confiamos neles e que eles têm que lá estar a defender os nossos direitos e não os seus próprios interesses e poleiros para onde vão saltar depois do mandato acabar.

MIGUEL FREITAS [vocalista/guitarrista, Requiem Laus]
1. Não representa nada para mim. É apenas uma data com um acontecimento importante. Um bom feriado.
2. Conheço e respeito.
3. Sim acho, mas muitos políticos aproveitaram-se demasiado para roubar. Por isso, o país está como está.
4. Se continuarmos como estamos, acho que sim.
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Músicos Avulso - Rui Duarte (Ramp)

Aqui começa o verdadeiro “striptease” intelectual aos músicos da nossa praça e arredores, do mais reconhecido ao anónimo. Sem descriminar ninguém e fazendo jus ao título desta rubrica, a SoundZone tentará dar a conhecer ao público o lado menos visível e mais humano dos artistas desprendendo-se do conceito de banda. A filosofia é a da descompressão, do entretenimento, de um certo “recreio dos sentidos”, mas sempre com o intuito de se tentar transmitir pontos de vista, personalidades e vivências que nos possam servir de referência. A SoundZone pretende também com este um espaço interactivo. Por isso, fazemos o apelo aos nossos leitores para que nos sugiram por e-mail questões e artistas que gostariam de ver neste formato. Aqui (quase) nada ficará por dizer.

Data de nascimento e naturalidade?
2 de Maio de… algures no tempo. Nasci no maior “aviário” português, Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.

Como descreve sua terra natal e que sentimentos esta lhe traz? Gosta de ter crescido lá ou se pudesse tinha escolhido outra localidade ou mesmo país para nascer?
A minha terra natal era meia dúzia de prédios e muitas quintas. A possibilidade de saltar de prédios em construção para montes de areia e espetar pregos enferrujados nos pés foi fantástica. A proximidade da Siderurgia Nacional foi uma influência determinante. Adoro Portugal, mas mais que isso adoro o mundo.

Que traço faz da sua infância? Lembra-se das brincadeiras e traquinices que tinha? Que tipo de miúdo é que era?
Era um miúdo extremamente calmo e envergonhado. Na escola primária lembro-me que a única vez que a minha mãe foi chamada à escola foi devido a eu ter trocado a espuma (do furador de picotar papel) pelos traseiros de algumas colegas minhas. De resto, sempre fui amigo do amigo e bom companheiro.

Na escola era um aluno empenhado? Que matérias/áreas mais o entusiasmavam e, por outro lado, quais as que mais detestava?
Sempre adorei a escola e tinha por hábito ter boas notas, isto claro até chegar ao 8º ano em que descobri os prazeres etílicos. Adorava todas as disciplinas que tinham a ver com a criatividade, Trabalhos Manuais, Educação Visual e Música. Gostava igualmente de Psicologia, Sociologia, História, Inglês e Biologia. Nunca gostei de Educação Física, Francês e Português, achava entediante.

Lembra-se de algum momento marcante enquanto estudante?
Lembro-me de uma viagem de estudo em que no regresso conseguimos (eu e outros colegas) trazer o banco da traseira de um autocarro e fomos descansar para o mato ao pé da escola. Outro episódio marcante foi quando defendi a minha professora de Matemática de uma agressão física de um colega meu e o coloquei fora da aula. Convém, no entanto, salientar que este era um dos meus melhores amigos da altura. Fiquei com imensa pena de um professor meu de Matemática no 9ª ano que tinha instrução militar, quase dois metros de altura e, no entanto, saiu da sala a chorar directo para o conselho directivo devido a mau comportamento de toda a turma. Posso adiantar que, pelo menos durante dois anos, tive a possibilidade de fazer parte de turmas bastante problemáticas e consideradas como o pior exemplo possível. O meu conhecimento de obras públicas em Portugal foi igualmente profundo durante a minha escolaridade. Acompanhei a construção de quatro escolas perdendo sempre o primeiro período de aulas.

A sua ligação ao metal surge quando e como?
Na altura do meu 8º ano por intermédio do meu irmão e de uma banda chamada Mercyful Fate, mas rapidamente me emancipei e os Metallica foram o meu trunfo. Meti o vinil no prato e disse-lhe, “Agora ouve”. Não vale a pena dizer que ficou de boca aberta.

Como aprendeu, neste caso, a cantar?
O meu irmão formou uma banda de metal que se chamava The Coven e eu fazia parte da equipa de trabalho. Um dia ao cruzar-me com um antigo colega de escola preparatória (Ricardo Mendonça) este disse-me que tinha uma banda (R.A.M.P.) e que precisava de vocalista. Eu disse-lhe que não cantava ao qual ele respondeu, “Se o teu irmão canta tu também cantas”. E eu aceitei o convite.

Qual foi o primeiro disco de metal que ouviu e o que comprou?
"Melissa" dos Mercyful Fate.

Sempre ouviu metal ou teve aquela fase em que ouvia tudo o que lhe aparecia? Tem, por exemplo, vergonha de certas coisas que ouvia?
Só ouvia pop, música electrónica e derivados. Bandas como Depeche Mode, Duran Duran, Kraftwerk, entre muitas, eram a minha banda sonora. Nunca tive vergonha e ainda hoje tenho alguns desses álbuns.

Qual foi o primeiro concerto a que assistiu?
Iron Maiden e W.A.S.P. no Dramático de Cascais na tour do “Somewhere In Time”, em 1986.

Qual é a sua grande referência musical e porquê?
Richard Wagner, pois foi o primeiro compositor de metal.

Para si, qual seria a profissão ideal?
Músico.

Qual é o seu grande hobby?
A música.

Qual a viagem que mais o marcou até hoje e qual é o seu destino preferido de férias?
Amazónia. O meu destino preferido é basicamente todo o mundo.

Que local ou país deseja mais conhecer?
Todos os que ainda não conheço.

Tem um disco, canção, filme ou série da sua vida?
Não, tenho muitos.

No sentido inverso; pior disco, canção, filme…
É tão relativo.

Pratica ou acompanha algum desporto?
Sim, sou pai.

É adepto de algum clube de futebol nacional? Qual?
Benfica.

Utiliza as redes sociais? Que visão tem dessas e que papel lhes atribui?
Sim, utilizo o facebook e o MySpace. Desde que não tenha fotografias do pessoal em tronco nu e biquíni considero que são um óptimo meio de comunicação e proximidade.

Consome ou já consumiu ilícitos?
Upps!!!

Uma noite perfeita?
É segredo...

Que facto mais o orgulha e envergonha na história nacional e/ou internacional?
A exploração do ser humano pelo ser humano. O desrespeito contínuo pela dádiva da vida e por todo o universo do qual fazemos parte. Odeio o poder/dinheiro e tudo o que representam.

Acredita em fenómenos paranormais?
Acredito que não sabemos tudo e que não existem “iluminados". A história já nos provou a volatilidade.

E em extraterrestres?
Sempre fui fascinado pelo universo e pela sua dimensão. Acredito que não estamos sós...

Para si, qual é o maior flagelo mundial?
O ser humano.

Qual é a sua opinião sobre o aborto e o casamento homossexual?
Respeito a liberdade e respeito mútuo.

Gosta de animais? Tem algum?
Adoro animais. Fui educado por alguém que sempre os considerou acima do ser humano. Neste momento não tenho nenhum.

Gosta de videojogos? Qual o seu tipo e/ou jogo favorito?
Fui completamente agarrado ao Spectrum. No entanto, curei-me e neste momento não jogo nada.

Enquanto músico, qual foi o momento mais marcante da sua carreira?
Tocar com os Metallica pela primeira vez no T99 e conhecê-los pessoalmente.

E o mais insólito?
Perceber como funciona a indústria musical.

Arrepende-se de algo que fez na música?
Arrependo-me de tudo o que não fiz.

Tem ainda algum sonho por cumprir na música?
Muitos.

Qual é a sua banda/artista nacional e internacional preferidos?
Os que são verdadeiros e continuam apaixonados pela música.

O que acha da qualidade dos músicos e bandas nacionais?
Verdadeiros heróis num espaço extremamente pequeno e atípico.

O que acha que falha, se é que alguma coisa falha, no panorama musical nacional? Acha que há qualidade e quantidade de infraestruturas e público suficientes?
Portugal é demasiado pequeno. No entanto, já foi provado que com a devida perseverança, trabalho, exigência e algo mais, tudo é possível.

A internet é um problema ou uma virtude para os músicos e/ou a indústria discográfica?
Ambos.

É a favor ou contra a pirataria?
A pirataria sempre existiu e vai existir. Preocupa-me que mais uma vez quem mais sofre são os mais pequenos.

O que acha dos organismos que gerem os direitos de autor, nomeadamente a SPA?
Muito aquém do que poderia ser.

Concorda com as leis que estão a ser estudadas para combater a pirataria (ACTA, SOPA, etc)?
A repressão nunca foi uma solução. Criatividade, cultura cívica e educação sempre foram o melhor veículo.

O que é que o irrita mais?
O pseudo intelectualismo.

Qual é a maior surpresa que o podem fazer?
Respeito e amor.

Já praticou algum acto de solidariedade?
Todos os dias.

Acha que ainda tem algum dom escondido por revelar?
Todos temos.

Prefere o Verão ou o Inverno? O sol ou o frio? A praia ou a neve?
O Verão.

Sente-se dependente do telemóvel?
Não.

Qual é a sua comida favorita?
Marisco e caracóis.

Sabe cozinhar? Qual o prato que confecciona com maior mestria?
Adoro cozinhar para boa companhia. Arroz de tamboril com gambas e açorda de gambas.

Qual é a sua bebida preferida?
Licor de Beirão, Red Bull, Monster, vodka, cerveja, Morangoska, Vinho do Porto, vinho verde, etc....

Qual é o seu maior medo?
A solidão.

Tem alguma fobia?
Odeio ratos, cobras e tarântulas.

Neste momento está optimista em relação à recuperação económica do país?
Não, o problema não é apenas nosso. Não acredito no capitalismo selvagem e considero-o insustentável.

Identifica-se com alguma ideologia política?
A minha ideologia é a da felicidade.

Se pudesse recuar no tempo, até onde e quando recuava? Porquê?
Até ao dia em que nasci para viver tudo de novo.

Acredita na reencarnação? Em quem ou no que gostava de reencarnar numa outra vida?
Não acredito.

É supersticioso? Qual a sua maior superstição?
Um pouco. Acredito que colhemos o que semeamos.

Para si, como se descobrem as verdadeiras amizades? O que é uma verdadeira amizade?
Quando se dá sem esperar algo em troca. A verdadeira amizade nada tem a ver com as palavras mas sim com os actos.

Tem tatuagens? Qual a que mais sentido tem para si?
As únicas que tenho são as minhas cicatrizes.

E piercings?
Não.

Considera-se vaidoso? Que cuidados tem com a aparência e a saúde?
Gosto de andar sempre limpo e igual a mim próprio. Os meus cuidados são extremamente básicos e em termos de saúde sou bastante desleixado. Considero que uma boa higiene oral demonstra bastante da nossa maneira de ser.

Qual o seu maior defeito e a sua maior virtude?
Ser apaixonado e exigente no que faço.

E o que mais o marcou até hoje e porquê?
O nascimento da minha filha e a morte da minha mãe. A força das emoções e o impacto que elas têm em nós.

Nuno Costa    
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