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Trinta & Um: novo disco será um regresso às origens

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Os Trinta & Um estão de regresso ao activo depois de três anos de silêncio. O marcante colectivo de punk de Linda-a-Velha reacendeu a chama pela música e promete mesmo novo disco.

"A vontade e o coração assim o quiseram. A saudade ordenou e aqui estamos nós outra vez, com uma nova formação mas mais fortes do que nunca", exclamou Zé Goblin ao Underground's Voice.

Sobre uma nova proposta discográfica, que sucederá a "Terceiro Assalto", de 2004, o vocalista afirma mesmo que estão decididos a que tal se concretize. "Vamos trabalhar em algo novo e o que posso dizer é que vamos voltar às origens e preparem-se para um grande regresso. Somos e estamos capazes de fazer mais e melhor! Não pensem que voltámos apenas porque voltámos. Vamos, como sempre, com esforço, dedicação e orgulho fazer coisas boas", garante Goblin.

Os autores de "O Cavalo Mata" têm confirmadas até ao momento datas a 29 de Março no Moita Metal Fest, 17, 18, 19 e 25 de Abril no Parqe (Caldas da Rainha), Bafo de Baco (Loulé), Fora de Rebanho (Viseu) e SWR Barroselas Metalfest, respectivamente, e 6 de Junho no Santa Maria Summer Fest (Beja). 


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Clockwork Boys: novo registo «Em Directo...» já disponível


Os Clockwork Boys, projecto de punk/rock nacional, acabam de lançar em formato cassete o seu concerto na Associação Fantasma Lusitano, em Lisboa, datado de 13 de Abril de 2013. A ocasião marcou o regresso do grupo aos palcos da capital cinco anos depois. A edição é da Dog City Records e da Raw'n'Roll (subsidiária da Helldprod) e limitada a 150 exemplares numerados. Pode ser adquirida por dogcityrecs@gmail.com ou no Facebook da Dog City Records.

Recentemente, os Clockwork Boys editaram um split 7'' com os veteranos da cena crossover inglesa dos anos 80 English Dogs, limitado a 500 cópias. Para assinalar o momento, os Clockwork Boys lançaram ainda o videoclip para "Beijo do Dragão". Também disponível está a faixa "Guitarras em Chamas", um tributo a Victor Gomes dos Gatos Negros, figura marcante do rock português dos anos 60. Ainda nos últimos meses foi apresentado o single "Coisa Ruim" numa edição limitada a 25 cópias.

Os Clockwork Boys começaram a tomar forma em 2004 e três anos depois estrearam-se com o single "Rock nas Cadeias", onde também constaram temas que se tornariam famosos como "Fernando Chalana era Rock'n'Roll", "A Minha Lili Marlene" e "Hooligans na Noite".

Entretanto, pela banda passaram elementos dos Aqui D'el Rock e entre alguma metamorfose sonora e novas gravações remeteram-se ao silêncio em 2009. Três anos volvidos regressaram com o lançamento do álbum de estreia "A Dor Passa, o Ódio Fica" pela True Force Records.

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We Are The Damned assinam pela Lifeforce Records

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Os lisboetas We Are The Damned poderão ter dado um passo importante na sua internacionalização ao assinar pela germânica Lifeforce Records que conta actualmente no seu catálogo com nomes como Omnium Gatherum, Deadlock, Raunchy ou Nightrage e que no seu passado trabalhou com os Caliban, Trivium, Between The Buried And Me e Heaven Shall Burn.

"É com enorme prazer que hoje integramos uma editora prolífica nos últimos anos (...) e que continua até hoje a ser uma força no mundo do metal", declarou a banda de crust/punk.

O terceiro disco dos We Are The Damned intitula-se "Doomvirate" e chega ao mercado no final de Maio. A edição em vinil estará a cargo da Raging Planet pela mesma data.

Segundo a Lifeforce, "Doomvirate" apresenta uma "abordagem muito mais simples ao punk e metal, permitindo à banda atingir com precisão o seu objectivo... brutal, honesto e relevante". Trata-se ainda de um disco conceptual sobre os direitos humanos e a corrupção política, com a produção a ser conduzida pela banda e por Fernando Matias [Moonspell, Sinistro]. 

Em outras notícias, o quarteto confirmou a presença no Obscene Extreme Fest 2014 que se realiza na República Checa e que figura como um dos festivais mais extremos do mundo.

Os We Are The Damned contam com sete anos de existência nos quais editaram os álbuns "The Shape Of Hell To Come" (2008 - relançado em 2010 como "Ressurection Plague" com a voz de Ricardo Correia) e "Holy Beast" (2011). Para além disso, estão dois volumes de "Metal Classics" no formato EP, em 2009 e 2012. Hoje são formados por Paulo Lafaia [ex-Painstruck, Besta], Miguel Correia [Men Eater], Ricardo Correia [ex-TwentyInchBurial, ex-Painstruck] e Pedro Cobrado [If Lucy Fell, Men Eater, Besta].



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Atentado mudam de guitarrista

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O veterano colectivo lisboeta de punk/crust Atentado anunciou nas últimas horas a saída do guitarrista JP. São dois anos de colaboração que agora findam, com a banda a desejar as melhores felicidades ao ex-colega.

O seu lugar é agora preenchido por Paulo Maciel [ex-Namek, ex-Simbiose].

No dia 21 de Fevereiro os Atentado regressam aos palcos com actuação na sala portuense Almaemformol, no âmbito das Ruins Sessions Cult Nº II. Ao seu lado estarão os espanhóis Teething e os nacionais Misantropia.

Os Atentado lançaram a 24 de Janeiro o seu segundo disco, "Antagonist", também com edição em vinil através das editoras Agipunk, Ruins Records, Raging Planet e Grita o Muere.

O sucessor de "Paradox" é composto por onze faixas gravadas e misturadas por Fernando Matias [Moonspell, Bizarra Locomotiva, f.e.v.e.r.] no estúdio The Pentagon Audio Manufacturers, em Lisboa, e masterizadas por Brad Boatright [Nails, Tragedy] no estúdio Audiosiege, nos Estados Unidos. Pedro Carmo foi o nome requisitado para a concepção do artwork (abaixo).


Os Atentado formaram-se em 1991 das cinzas dos pioneiros grinders Atrofiados. Cessaram actividades sem um único concerto realizado e apenas o split "Doom/Selfish" editado. Regressaram em 2011 pelas mãos do baixista Pedro do Vale para lançarem "Paradox" pela Raging Planet.

Abaixo é possível ouvir as novas faixas "Trapped" e "Money God".




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Baktheria: conheça o novo projecto com elementos dos Machinergy, My Enchantment e SpeeDemon

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Os Baktheria são um projecto nacional fundado em Setembro de 2013 e que desenvolve uma fusão de thrash, death, black metal e punk. Segundo os próprios, o propósito é criar "um som simples, directo e agressivo".

A estreia do grupo ao vivo teve lugar a 21 de Dezembro no Side B, em Benavente, no âmbito do Extreme Agression Fest, onde actuaram também os Disaffected, Corpus Christii, Dawnrider, M.O.R.G., Colosso, Ravensire, entre outros.

O colectivo formado por Rui Vieira [Machinergy, Miss Cadaver] na voz e guitarra, Rui Marujo [SpeeDemon] no baixo e Alex Zander [My Enchantment] na bateria, tem sede em Moscavide e Sacavém e coloca como grandes objectivos a curto prazo actuar ao vivo e preparar o seu primeiro trabalho discográfico. "Já existe um punhado de músicas e é nelas que estamos agora a trabalhar", garantem.

A próxima apresentação dos Baktheria ao vivo está agendada para 18 de Janeiro no Side B, em Benavente, com os Calamity Islet, Emerging Chaos, Derrame e Trepid Elucidation. O início do espectáculo está agendado para as 22h00 e o ingresso custa cinco euros.

Abaixo, é possível ver vários excertos da actuação dos Baktheria no Side B.







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Palha d'Aço: banda punk açoriana em estúdio 15 anos depois

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Os "punks" terceirenses Palha d'Aço estão de volta ao estúdio passados quinze anos. O objectivo é registar o que poderá ser o seu primeiro longa-duração. 

Em publicação no Facebook, a banda de Viali, Freddy, Bruno e Vítor Hugo prometem gravar "coisas bonitas" com Tiago Alves [Anomally, Human Hate] como produtor no Waveyard Studio, na Praia da Vitória.

Em entrevista concedida em Setembro ao Grito Insular, prometeram material mais maduro e com uma orientação ideológica que não tinham quando se formaram em 1997.

"Vamos gravar basicamente tudo o que temos, com ênfase nos temas mais recentes que são os mais trabalhados. Somos uma banda com muitos anos e, na verdade, no princípio fazíamos música só pelo prazer de a criar. Não tínhamos atenção ao conteúdo lírico, às ideologias, nada disso. Agora, crescemos e temos uma orientação mais ideológica, até revolucionária."

Os Palha d'Aço regressam aos palcos no dia 20 de Dezembro para integrar o Shredding Night IV, onde actuarão também os Anomally, Manifesto, Through The Silence, Human Hate, Beyond Confrontation, Punkrias e Sypia. 

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Falecido Rui Rocker [Crise Total, Asfixia] homenageado em concerto este mês

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Um grupo de voluntários está a organizar um espectáculo de homenagem a Rui Ramos (mais conhecido como Rui Rocker), guitarrista dos Crise Total, Rolls Rockers, Feijão Freud e Asfixia, que faleceu a 9 de Novembro aos 49 anos.

Sabe-se ainda que o espectáculo está agendado para 30 de Novembro na Academia Recreativa de Linda-a-Velha e que não tem fins lucrativos, embora possa ser cobrado um valor simbólico para fazer face a despesas básicas de produção. Em caso de remanescente, este será doado à família de Rui Rocker.

As bandas interessadas em participar deverão confirmá-lo para asfixialx@gmail.com até à próxima segunda-feira (18 de Novembro). 


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Disagony sugerem «veneno musical» este mês

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Os suíços Disagony fazem a sua estreia em disco no dia 15 de Novembro com "Venom Dish". A edição local é da Snowhite/Irascible e Rough Trade, chegando a todo o mundo no início de 2014.

Os Disagony formaram-se em 2009 e desenvolvem uma fusão de rock, grunge e punk que é aconselhado a fãs dos Alice In Chains, The Distillers, Wolfmother, Queens Of The Stone Age ou The Vines. Destacam-se ainda pela voz áspera mas sedutora da vocalista Lynn Maring.

Em 2009 apresentaram um EP homónimo com quatro temas.

Sobre o novo disco, os Disagony já divulgaram o videoclip para "Stop Rewind" (ver abaixo) e a faixa "Cut" (aqui).

 
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SSS: single «dissidente» já disponível

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"Beige" é o título do mais recente tema divulgado pelos britânicos SSS. A faixa integra o alinhamento do seu 7'' lançado no passado dia 5 de Novembro pela Prosthetic Records com o título "Manipulated Living".

O vocalista Foxy explicou que a data escolhida para o lançamento deste trabalho - feriado britânico em que decorre a "Noite da Fogueira" - deve-se ao facto desta representar a dissidência. "O lançamento neste feriado nacional de desobediência civil é adequado.

"Manipulated Living" é limitado a 500 cópias.

Os SSS, acrónimo para Short Sharp Shock, formaram-se à uma década em Liverpool e desenvolvem uma mistura de thrash, punk e grindcore, patente em três álbuns e três EPs editados. 


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Trap Them: novidades a partir do estúdio

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Os norte-americanos Trap Them anunciaram ontem que as gravações de bateria para o seu próximo álbum estão concluídas. Os trabalhos de estúdio têm decorrido com Kurt Ballou [Skeletonwitch, Converge] no GodCity Studio, em Massachusetts. Seguem-se as guitarras.

Os Trap Them formaram-se em 2001, em Seattle, e destacam-se pela sua contundente mistura de hardcore, punk e metal. Do seu catálogo fazem parte três álbuns, sendo o mais recente "Darker Handcraft", de 2011. O seu novo disco deverá estar disponível na próxima Primavera pela Prosthetic Records.


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Boikote Kapitalista apresentam primeiro tema «Tasco»

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O colectivo de crust/punk Boikote Kapitalista editou recentemente um lyric video para "Tasco". Este tema corresponde ao primeiro registo gravado pela jovem banda de Santa Maria da Feira.  

"Inicialmente, o projecto começou por se chamar Tumul(t)o, mas um dia o baixista, depois de uma noite atribulada com muito álcool, pensou seriamente em alterar o nome para Boikote Kapitalista", explicou o trio em entrevista recente ao Underground's Voice. Referem na mesma entrevista que "a essência da banda rege-se pelo rock'n'roll puro e duro" e com isso pretendem "rejuvenescer o underground do crust punk português".

Sobre o tema "Tasco", os Boikote Kapitalista, com apenas dois meses de existência, explicam que a sua narrativa é uma homenagem ao espaço fictício que frequentam com amigos, no intuito de "desaprender e beber copos até mais não".

Para o futuro ficou a promessa de novos temas "mais sérios e rápidos" que já estão a ser trabalhados e nos quais, segundo a banda, contarão com a colaboração de lendas do crust punk português e internacional.



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Left In Ruins: novo disco em breve, concertos em Portugal em Novembro

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"Ghost" é o título do novo álbum dos Left In Ruins, colectivo italiano de punk/hardcore. A edição decorre em data a designar, numa parceria que envolve a nacional Ruins Records, a italiana Per Koro Records e a germânica Epidemic Records.

O registo totaliza dez temas e menos de quinze minutos de duração, numa edição captada entre os estúdios Hate e Anchor por Piff, ambos na Itália. A mistura e masterização ficaram a cargo de Jack Shirley nos Atomic Garden, nos Estados Unidos.

Entretanto, a faixa "Emphasis On Nothing" encontra-se disponível para escuta (abaixo).

Os Left In Ruins apresentam-se em Portugal nos dias entre os dias 14 e 16 de Novembro para actuações em Coimbra, Porto e Lisboa.



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Clockwork Boys: split com English Dogs disponível, cassete ao vivo a caminho

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Os Clockwork Boys, projecto de punk/rock nacional, lançam em breve, em formato cassete, o concerto ao vivo na Associação Fantasma Lusitano realizado a 13 de Abril último em Lisboa. A ocasião marcou o regresso do grupo aos palcos da capital cinco anos depois. A edição é da Dog City Records e da Raw'n'Roll (subsidiária da Helldprod), e limitada a 150 exemplares. 

Recentemente, os Clockwork Boys editaram um split 7'' com os veteranos da cena crossover inglesa dos anos 80 English Dogs, limitado a 500 cópias. Para assinalar o momento, os Clockwork Boys lançaram ainda o videoclip para "Beijo do Dragão". Também disponível está a faixa "Guitarras em Chamas", um tributo a Victor Gomes dos Gatos Negros, figura marcante do rock português dos anos 60. Há cerca de um mês foi a vez do single "Coisa Ruim" chegar ao mercado, numa edição limitada a 25 cópias que esgotaram rapidamente. 

Os Clockwork Boys começaram a tomar forma em 2004 e três anos depois estrearam-se com o single "Rock nas Cadeias", onde também constaram temas que se tornariam famosos como "Fernando Chalana era Rock'n'Roll", "A Minha Lili Marlene" e "Hooligans na Noite".

Entretanto, pela banda passaram elementos dos Aqui D'el Rock e entre alguma metamorfose sonora e novas gravações, remeteram-se ao silêncio em 2009. Três anos volvidos regressaram com o lançamento do álbum de estreia "A Dor Passa, o Ódio Fica" pela True Force Records.






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PunkSinatra: «O Monstro Acordou» já à venda

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Já se encontra disponível nas Fnac da Grande Lisboa a estreia em disco dos punk rockers PunkSinatra. "O Monstro Acordou" é editado pela Ethereal Sound Works e será apresentado já este domingo (27 de Outubro) na Fnac do Centro Comercial Colombo, a partir das 21h30. Brevemente chegará às lojas de todo o país.

"O Monstro Acordou" foi produzido por António Côrte-Real, guitarrista dos UHF, e conta com os convidados Zé Pedro [Xutos & Pontapés], João Ribas [Tara Perdida], João Morais [Gazua], Homens da Luta, António Côrte-Real e Nuno Oliveira [UHF].

Para o mês de Novembro o colectivo lisboeta tem concertos agendados - todos na capital - nos dias 2, 8, 9, 15, 23 e 30, sendo que três são showcases nas lojas Fnac (mais informações em breve).

Amanhã os PunkSinatra estarão à conversa na rádio Super FM a partir das 17h00.



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Entrevista For The Glory

REALIDADE DESMONTADA
"Em alturas de crise ou crispação social, a criatividade é muito maior"

Dez anos se passaram em "pezinhos de lã". Não que não se tivessem feito ouvir bem alto em muitos palcos pelo país fora, mas porque o respeito dos fãs fez deles - muito discretamente - um dos colectivos mais importantes do cenário alternativo nacional. Lisboetas, os For The Glory continuam a justificar a sua "missão na Terra" através da sua mensagem urbana e crua, assente nos episódios quotidianos mais palpáveis que possam imaginar. E o seu quarto longa-duração, "Lisbon Blues", é isso mesmo - uma celebração das vivências nas grandes urbes e, acima de tudo, a figuração da indiferença e frieza dos seus cidadãos. Absorvendo esse clima, este regresso é mais impiedoso mas há sempre hipótese de reverter as situações negativas - com atitude, como refere o vocalista Ricardo Dias.

O actual estado de convulsão social e económica que se vive, não só em Portugal, foi motivador de razões mais do que suficientes para criarem um disco e transmitirem uma mensagem? Foi tudo mais fácil por causa desse cenário?
Enquanto banda, o nosso objectivo é sempre colocar na música as nossas ideias. Acreditamos que a música é um veículo que pode quebrar barreiras e isso faz com que a mensagem seja mais fácil de transmitir. Em alturas de crise ou crispação social, a criatividade é muito maior. As pessoas querem partilhar as suas frustrações e os seus problemas, pois existe tanta gente que se relaciona com estes assuntos. A música ou qualquer outra forma de arte é o refúgio para muitos de nós e aproveitamos para colocar tanto de nós na mesma. O que metemos na música e nas letras deste disco deu origem a um registo mais pesado, mais duro, mais frio... talvez por causa dos sinais dos tempos em que vivemos.

Será que ao fim de dez anos de carreira conseguiram modificar, pelo menos, um pouco do mundo à vossa volta através da vossa música e mensagem? 
Se conseguirmos colocar as pessoas a questionar, a partilhar algumas palavras que poderão ou não levar à mudança do indivíduo com quem falamos, se tudo isto for realizado, então o nosso propósito enquanto veículo de transmissão foi alcançado.

Uma década é, de certo, um tempo considerável. Sentem que atingiram os objectivos a que se propuseram ou a ideia foi sempre ir vivendo o dia-a-dia? 
A banda não tinha, nem tem objectivos concretos traçados. Digamos que esta banda acompanhou alguns de nós desde os 21 aos 31, ou seja há muita coisa que se passou e que se passa que nos moldou como as pessoas que somos hoje. Nessas mudanças todas, a banda esteve sempre presente e isso é algo muito gratificante. No entanto, apesar de levarmos uma cena mais descontraída, temos aqueles mínimos necessários para o seu bom funcionamento. Ainda há coisas que queremos fazer, se pudermos e se nos deixarem. Quando deixar de fazer sentido ter esta banda porque não nos damos ou se tornou num trabalho, aí acabamos, pois já não faz sentido.

De que forma a experiência acumulada ao longo desses anos foi importante para a composição de "Lisbon Blues"? Como é que se comportam hoje na sala de ensaio ou no estúdio? Há menos preocupação ou o know-how torna, ao contrário, tudo mais tenso pela necessidade de atingirem a perfeição?
Talvez agora conheçamos melhor métodos de trabalho, ferramentas, etc., mas, por exemplo, o nosso primeiro disco foi gravado sem click, os outros com click e este disco foi gravado no registo "feeling" - sem click, sem a pressão dos quantos bpm é que esta ou aquela malha tem, mas sim sentindo a velocidade que fazia sentido. Foi natural o processo de harmonização das várias peças. Claro que tivemos a ajuda do Jacob Bredahl e também do Paulo Basílio que foram importantes para que não nos perdêssemos em cenas sem sentido. Nota-se que crescemos um pouco em estúdio, o que torna o seu desconforto em algo mais agradável. Foi uma excelente experiência. 

Como é que devemos olhar para este disco dentro da vossa discografia? O mais equilibrado em termos de peso/raiva e balanço? 
Penso que é, sem dúvida, um disco que reflecte bem o estado de espírito da banda e também dos tempos em que vivemos. Talvez seja o mais pesado, tem um pouco de tudo. Mas é, indubitavelmente, uma junção de tudo o que os For The Glory fizeram ao longo dos anos. Talvez por estarmos mais à vontade nos dias de hoje a fazer hardcore, sentimos que este disco é um mix dos gostos de todos na banda. Estou completamente satisfeito com tudo neste disco. É um espelho dos dias de hoje, como referi. Se o estilo de vida de hoje é mais agressivo, o nosso input nas malhas também o é. É um disco que revela mais maturidade.

"Lisbon Blues" é um título forte. Terá este disco um sentimento particularmente patriótico? 
Não, até porque a minha pátria não é Lisboa. Poderia ser um regionalismo, mas nem isso. [risos] Basicamente, o título em si nem deixa assim grande espaço para se pensar que é sobre vangloriar esta cidade, mas quando se lê a letra percebe-se que a faixa-título é sobre mostrar um lado de uma cidade grande que muitos não gostam de mostrar ou tentam fazer com que passe despercebido. 

Que frase escolheria para melhor representar este trabalho? Pode ser um verso das letras...
“Cut the strings, rebel and fight.”

Muito concretamente, como foram aqueles momentos de escrita em que tinha que ir à procura de inspiração? Imaginou muitas cenas observadas na capital? A título de exemplo, "Lisbon Blues" fala de um pai que deixa de lutar e que morre deixando uma filha. Isso é tudo uma abordagem metafórica ou as letras falam efectivamente de episódios autênticos?
A letra de "Lisbon Blues" fala sobre a falta de esperança, sobre o pai que deixou de acreditar que poderia ter um futuro, fala sobre as pessoas que carregam a expressão de uma vida dura passada a trabalhar para não terem nada, não serem reconhecidas... aliás até passarem despercebidas ao ponto de serem rapidamente esquecidas. A cidade tem esse lado negro, o lado da indiferença. Numa cidade grande tudo é rápido e olhamos para o nosso umbigo. Não nos preocupamos se o vizinho do lado (do qual nem sequer sabemos o nome) ficou desempregado, se o velhote que mora na casa ao fim da rua e está sozinho, se consegue pagar as contas e ter os medicamentos que precisa ou simplesmente ter alguém para falar. A cidade grande é negra e é sobre essa cidade que irei falar, nunca sobre a cidade dos postais para turistas. Todas as nossas letras reflectem assuntos que achamos que devem ser importantes e se os temas são mais pesados, as letras tornam-se invariavelmente mais pesadas. 

Depois de largos anos de intenso corrupio por estradas e palcos nacionais e estrangeiros, que conclusões tiram das duas realidades? Somos efectivamente menos evoluídos enquanto público e pessoas em geral?
Até discordo, temos actualmente das melhores bandas nos vários estilos musicais em que estamos inseridos. Temos salas altamente, bons estúdios para gravar, pessoal dedicado, etc.... falta apenas é haver um pouco mais de gente, tendo em conta a oferta que há. O gap entre pessoas a verem um concerto de uma banda pequena é tão grande comparado com o ver a banda x ou y que vem numa tour grande a preço estupidamente caro. Passamos a vida a poupar dinheiro para ir ver concertos aos “supermercados de música” e esquecemo-nos que há uns que continuam a tocar em salas minúsculas, caves, etc., sem nenhum jogo de mercado e que esses é que carregam às costas a responsabilidade de manter o nome hardcore/metal/punk aos ouvidos dos mais novos. É sempre fácil cuspir no prato que se come quando se perde a ingenuidade do início. 

Há sempre um tópico em voga no que respeita à música: a pirataria. Como tem assistido a toda esta discussão? São apenas os grandes nomes a ter motivos para se queixar enquanto as bandas emergentes simplesmente não resistiriam sem a Internet? O Crowdfunding será a única solução?
Bem, é um tema delicado, porque eu, enquanto membro desta banda, gostava que toda a gente tivesse acesso ao disco (e por isso mesmo encontra-se em escuta na íntegra no Bandcamp da editora), mas por outro lado sei que se a label e nós não vendermos discos, para a próxima poderemos não ter como gravar. Isto é tudo muito na boa quando estamos a falar de bandas que mesmo que milhões saquem as músicas, acabam por vender centenas de milhares de cópias. Uma banda como a nossa necessita de vender um número irrisório de cópias comparado com esses nomes, mas, no entanto, temos de os vender para conseguir pagar todo aquele esforço financeiro que foi metido na gravação. Neste último disco gastámos uma "nota" puxada e era fixe que as pessoas compreendessem que boas gravações são caras, que gravar um disco com bom som para curtirem requer um esforço da nossa parte, muitas vezes com dinheiro que nem temos. Se gostarem da música e quiserem realmente apoiar a banda podem sempre comprar o CD ou vinil e nós vamos agradecer, porque, no nosso caso, não é um gajo de fato e gravata que não se interessa pela música que vai lucrar. São mesmo putos do punk/hardcore que tentam minimizar os custos de um lançamento.

E até porque são pedras basilares do hardcore nacional, como olham para o movimento entre portas?
Pedras basilares será uma expressão demasiado pesada para carregarmos esse fardo às costas. Eu acredito que o movimento punk/hardcore em Portugal está forte. Temos várias bandas em várias cidades distintas e existe um sem fim delas que quer vir cá tocar. As grandes e pequenas tours passam por cá com regularidade e já deixámos de ser aquele spot distante para o qual as bandas não tinham tempo. Agora todas tentam arranjar um "buraco" para vir a Portugal. Muita gente sente um vazio de ideias e que o feeling dos anos 90 perdeu-se. Eu sinto que ele está cá, apenas tem de ser canalizado para melhores resultados. Se não há zines, é porque alguém se queixa mas não as faz. O DIY não pode ser só chamado para os outros fazerem. Apontamos facilmente o dedo às lacunas e tentamos esconder as virtudes, mas o que é um facto é que se há falta de alguma coisa é porque não foi deixado um legado ou passada uma mensagem clara.   

Até Dezembro estarão com os Switchtense na estrada. O que têm a salientar até ao momento e o que esperam do que resta dessa experiência?
Estar na estrada com eles é sempre brutal. A nossa amizade não é muito antiga mas parece que já passámos por muito juntos e então tornou-se muito forte. A química entre as duas bandas é forte e ambos compreendemos o que cada banda toca. A música, quando estamos na estrada, acaba por ser secundário. Tanto vamos na viagem para o Porto a ouvir hardcore, como vimos para Leiria a ouvir death metal... e tudo nice! Esperemos que as pessoas percebam que No Barriers [Tour] é mesmo isso - saber coexistir com pessoas de outro estilo diferente do nosso e que não temos de ter medo de aceitar a diferença de cada um.


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Atentado: faixa e capa de novo álbum divulgados

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O veterano colectivo lisboeta de punk/crust Atentado divulgou recentemente um dos temas do seu futuro trabalho discográfico. Trata-se de "Money God" e estará disponível no álbum "Antagonist" no final do ano, em vinil pela Ruins Records e em CD pela Raging Planet.

O sucessor de "Paradox" é composto por onze faixas gravadas e misturadas por Fernando Matias [Moonspell, Bizarra Locomotiva, f.e.v.e.r.] no estúdio The Pentagon Audio Manufacturers, em Lisboa, e masterizadas por Brad Boatright [Nails, Tragedy] no estúdio Audiosiege, nos Estados Unidos. Pedro Carmo foi o nome requisitado para a concepção do artwork (abaixo).

Abaixo é possível ouvir também a faixa "Trapped", divulgada em Setembro.




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Fotogaleria - Switchtense / For The Glory / Gates Of Hell / Answers Within - 11.10.13 - Hard Club, Porto


Fotografia: Renata Lino


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Switchtense / For The Glory / Gates Of Hell / Answers Within
11.10.13 - Hard Club, Porto



A Sala 2 do Hard Club ia receber uma madrugada de trance a começar à uma da madrugada, pelo que era esperado que a No Barriers Tour começasse à hora marcada. Mas o futebol falou mais alto e eram 22h00 quando os ANSWERS WITHIN começaram o seu espectáculo.

“Espectáculo” é uma palavra que raramente usamos para concertos, estando mais ligada às variedades, mas dada a atitude algo circense da banda punk, encaixa que nem uma luva. O escasso público também não foi propriamente simpático, ao deixar-se ficar encostado às paredes e criando uma enorme clareira em frente ao palco, quase parecendo que a sala estava vazia. E cantar vezes sem conta o riff principal de “Raining Blood” dos Slayer não foi certamente a melhor maneira de cativar o público.

Essa falta de reacção ajudou à decepção dos jovens Answers Within, que decidiram não levar o concerto muito a sério. Por outro lado, uma rápida visita ao seu Facebook, aos interesses e influências, e até à própria biografia, essa parece ser a sua filosofia geral – “apalhaçar”. Talvez num outro ambiente, em que o seu punk/hardcore melódico (usando a sua própria definição) esteja mais enquadrado, possam revelar-se como uma boa banda do género. Naquela noite, não deixaram essa impressão.

Tudo mudou com a chegada dos GATES OF HELL, e não só em termos musicais. Já com uma legião de fãs considerável, o vazio depressa deu lugar a um grupo de moshers que se manteve imparável desde a primeira “Embrace The Reality” até à última “Critical Obsession”.

Os Gates Of Hell estavam reduzidos a quatro elementos naquela noite - com o baixista Miguel Pinto ausente por “motivos de força maior”. Raça dedicou-lhe “Hypocrisy”, mas acalmem-se os fãs porque não se trata de nenhuma “boca foleira”. Foi a carreira militar de Miguel que o colocou em Mafra naquela noite, sendo que a dedicatória do vocalista baseou-se apenas na boa música e não no seu título.

Na apresentação do álbum “Critical Obsession” em Abril, Ricardo Congas dos For The Glory ajudou a cantar “Abusive Revolution”, substituindo o convidado especial da versão de estúdio Esse Hansen. Desta vez, porém, ninguém substituiu o vocalista dos HateSphere (“se calhar devia tê-lo convidado para ficar mais duas semanas”, disse Raça, aludindo ao concerto dos dinamarqueses com Hypocrisy naquela mesma sala, a 30 de Setembro). Mas mesmo sem baixista e sem convidados, a entrega do resto da banda teve a excelência de sempre.

“Nós somos os FOR THE GLORY e uma das coisas que mais detesto ouvir é ‘cala-te e toca’, pois quem nos conhece sabe que tenho muita coisa a dizer”, foi uma das primeiras coisas que Congas disse ao subir ao palco. E ainda bem que assim é – não só a “muita coisa a dizer” é geralmente algo com que quase todos se identificam, mas também serve de pausa na loucura que os slam dancers armam.

A propósito do seu mais recente trabalho “Lisbon Blues”, que estavam ali a apresentar/promover, Congas afirmou que todas as fotos de Lisboa no álbum deviam-se ao facto de ser a cidade e realidade que melhor conhecia, e daí estar mais à vontade para falar dela. Para além disso, garante que estava bem ciente, como todos deveríamos estar, de que os problemas políticos, sociais e económicos em todas as grandes cidades do país eram praticamente as mesmas.

A dada altura houve um problema com a guitarra (ou amplificador, não chegámos a perceber) de Sérgio e a música foi interrompida. Congas ainda olhou para o outro guitarrista, João, mas este foi apanhado desprevenido e não foi capaz de cobrir a falha. Ao que alguém brincou “o João só sabe a parte dele!”. Não é por causa do cariz agressivo tanto da música como dos temas dos For The Glory que impede a banda ou os seus fãs de terem sentido de humor.

“Lisbon Blues” foi considerado pela SounD(/)ZonE o álbum do mês, e em termos de hardcore nacional os For The Glory também podem levar o título de melhor banda ao vivo – o hino “Survival Of The Fittest” terminou mais um concerto que o comprova.

Os SWITCHTENSE acabaram por ficar com apenas meia hora para tocar, e como Hugo também não dispensa dizer o que tem a dizer, a banda “viu-se obrigada” a tocar os seus temas ainda mais rápido do que o habitual. O que não desagradou nada ao público.

Agradecer a Rolando Barros [Grog, The Firstborn] era imperativo. Com a saída do baterista Xinês, os Switchtense tiveram de cancelar um concerto e adiar dois, e se não fosse a dedicação de Rolando também a data no Porto teria seguido o mesmo caminho. Mas como já Congas tinha referido durante o concerto de For The Glory, ainda há quem dê “110” por cento pelo underground.

“Face Off”, “Unbreakable”, “State Of Resignation” ou “Ghosts Of The Past” (onde mais uma vez Hugo lembrou os erros governamentais que teimam em repetir-se no nosso país) foram alguns dos temas que catalisaram as rodas e rebentaram as cordas vocais dos presentes. “Into The Words Of Chaos” e “Infected Blood” fecharam com chave de ouro.

Texto e fotografia: Renata Lino

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Mufasa: faixa da estreia «A Vingança do Ti Alberto» disponível para download


O jovem trio punk terceirense Mufasa lança este ano, em data a designar, o EP de estreia "A Vingança do Ti Alberto". São três os temas que compõem este trabalho - "Party's Over" (disponível abaixo), "Ti Alberto" e "Somos uma Merda" - produzidos por Tiago Alves [Anomally, Human Hate] nos Waveyard Studios, ilha Terceira. Já a capa foi autoria de Luís Belerique.

Os Mufasa formaram-se em 2010 e assentam a sua fórmula em letras corriqueiras e uma mistura de thrash e punk muito directos. Em Julho sagraram-se vencedores do Concurso Angra Rock 2013.

Sobre o assunto, o vocalista e baixista Pedro Santos disse recentemente à SounD(/)ZonE: "Devo confessar que até hoje foi provavelmente a maior surpresa da minha vida. Até foi bastante irónico, porque estávamos para não entrar este ano, pois como tínhamos ficado em terceiro lugar no ano passado (o que foi uma enorme surpresa), não queríamos mexer no que 'já estava bom'. Decidimos ir, nem ensaiámos em especial. Queríamos apenas mostrar as músicas novas e fazer o pessoal rir um bocado e foi sempre numa atitude bastante descontraída e sem pretensões. Escusado será dizer que quando a apresentadora nos chama para primeiro lugar, foi gritaria, saltos, berros e lágrimas de alegria! Esperemos que seja uma rampa para o pessoal conhecer melhor o nome da banda ou para mais gente se identificar com o projecto. E também, finalmente, para poder comprar material de jeito!"



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Hellshock / Dementia 13 / Estado de Sítio / Misantropia
29.09.13 - Hard Club, Porto

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A Ruins Records reuniu quatro bandas distintas para fazer uma festa de sonoridade extrema – o crust dos Misantropia, o punk/hardcore dos Estado de Sítio, o death metal old school dos Dementia 13 e a mistura de death com hardcore dos norte-americanos Hellshock.

O relógio marcava alguns minutos depois das 17h30 quando os MISANTROPIA começaram a tocar “Butterfly Disease”. O público não era muito, mas para um domingo à tarde até nem estava assim tão fraco. Notava-se algum nervosismo por parte da vocalista Pepper , mas ao fim de duas ou três músicas já parecia mais à vontade. O mesmo com os restantes músicos, que a determinada altura cometeram um erro, uma das músicas sofrendo “um soluço”, mas logo contornaram a situação sem alarido, mostrando um autocontrolo profissional.

Mesmo sem mosh, a reacção do público foi positiva a esta jovem banda (têm pouco mais de dois anos). Temas como “Ode ao Nojo”, “Grind Down White Pride” ou “Animas Ingratos” foram bem recebidos com berros, aplausos e abanar de cabeças em meia hora de puro crust/grind.

Sem grandes demoras, seguiram-se os veteranos aveirenses ESTADO DE SÍTIO. Os temas de abertura foram “Divina Miséria” e “Liberdade Controlada”, e o título desta traduziu exactamente o contrário da actuação da banda – hardcore desenfreado do princípio ao fim.

Aquecidos pelos Misantropia, e entretanto já em maior número, os presentes já se mexeram mais, embora o mosh continuasse inexistente. Nem invasão de palco, embora a banda tenha tocado essa música mais para o final. Outros temas que se puderam ouvir foram “Heróis Sem Pátria”, “Renego Ao Senhor” e “Olho Por Olho”, num alinhamento que terminou com “Mundo Perdido” e “Álcool”. Um bom concerto que merecia um bocadinho mais de movimento por quem lá estava e adesão por quem faltou.

Embora algo deslocados em termos de estilo musical, os DEMENTIA 13 convenceram mesmo aqueles fora do grupo de fãs que estava lá para apoiá-los. Começando com “The Damned, The Dead And The Demented”, uma música que não faz parte do EP de estreia “Tales For The Carnivorous” mas que têm vindo a tocar ao vivo, a qualidade da banda revelou-se indiscutível. A experiência também pesa – embora formados no final de 2010, não esqueçamos que todos os elementos andam há anos neste meio  – e foi precisamente este traquejo que lhes permitiu dar semelhante concerto, depois de um outro em Castelo Branco na noite anterior. O guitarrista Álvaro confessou que estavam “todos rotos”, mas a verdade é que não se notava. E também foi ele que mais tarde lembrou que “ainda eram do tempo” em que se fazia aquele tipo de concerto, com death, thrash, grind, tudo à mistura.

Dedicaram a todos os presentes – bandas incluídas – a cover dos Gangrena “Nuclear Blast” e terminaram com o tema para o qual fizeram um vídeo recentemente, “Brotherhood Of The Flesh”.

“Boa noite. We are HELLSHOCK from Portland, Oregon” disse o vocalista Joel antes da banda meio-crust, meio-death começar a tocar “Darkness Will Endure”. A maioria das pessoas estava ainda a apanhar ar, pelo que Joel repetiria o cumprimento no final do segundo tema, “Low Men In Yellow Cloaks”, depois de ter saltado para a plateia (“feels much better now”, desabafa), onde ficou até ao final do concerto, rodeado pelo público. Este, apreciando a proximidade de Joel, mexeu-se mais entusiasticamente, embora fosse claro que muitos não conheciam o trabalho da banda.

Joel apresentou “The Masquerade” como uma música antiga (“you might know this one”, tentou), embora as músicas mais recentes tivessem quatro anos.

A banda retirou-se para o camarim após “Stray” – deixando Joel para trás, de cócoras no meio do púbico – voltando para um encore que o vocalista anunciara ser de dois temas, mas que acabou por ter mais: “Dead Lights”, “Enemy Within” e “Olympus” - esta sim antiga, da primeira demo “Ghosts Of The Past”, de 2001.

Venham mais matinés destas. Mas sabia bem não ter que ouvir-se a expressão “poucos mas bons” relativamente ao público.

Texto e fotografia: Renata Lino

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