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W:O:A Metal Battle Portugal: finalistas revelados

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Os Dementia 13, Destroyers Of All, Nebulous e Revolution Within são os finalistas do Wacken Open Air Metal Battle Portugal. Os quatro projectos do norte do país participam na final nacional entre 23 e 26 de Abril no SWR Barroselas Metalfest XVII.

Em Janeiro foram disputadas quatro eliminatórias regionais onde participaram ainda os Dawn Of Ruin, Diabolical Mental State, O Claustro, Innersight, Hard Tension, Eerie, Kon, Extreme Retaliation, Colosso, Morg, Mother Abyss e Monolyth. 

A SWR inc., em cooperação com a ICS (promotora do mítico festival Wacken Open Air), importou, em 2010, o evento que decorre em mais de 30 países um por todo o mundo. As bandas interessadas em participar não podem estar vinculadas (no presente ou num futuro próximo) a um selo discográfico e devem estar aptas a apresentar um espectáculo de temas originais com uma duração mínima de 30 minutos. A Metal Battle Portugal baseia-se na realização de uma série de classificativas regionais que procuram abranger da melhor forma todo o território nacional. A finalíssima disputa-se na Alemanha em pleno  W.E.T. Stage no Wacken Open Air.

O vencedor final do certame assinará contrato com a editora Nuclear Blast, parceira do evento nos últimos dois anos. Haverá direito ainda a vários prémios oferecidos por marcas conceituadas de instrumentos.

Desde que o evento foi implementado em Portugal, saíram vencedores da etapa nacional os Prayers Of Sanity, Seven Stitches, Midnight Priest e Utopium.




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Nebulous: «Estamos cansados de ser penalizados por este amor que é a música»

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Os nortenhos Nebulous afirmaram em entrevista ao Underground's Voice que estão determinados a realizar menos concertos em prol de uma gestão financeira mais equilibrada.

Questionados sobre a sua agenda para os próximos tempos, que inclui apenas uma participação no Wacken Metal Battle, os ex-Endamage são peremptórios ao reconhecer que estão "cansados de ser penalizados por este amor que é a música" e que vão optar por uma filosofia pouco habitual no plano das bandas mais jovens.

"Faremos as coisas na mesma, por este gosto que nos consome, mas desta vez vai apenas consumir esse desejo de fazer música  e partilhá-la com todos e não vai consumir as nossas carteiras", atiram, sugerindo que a alternativa é usufruir das potencialidades da Internet.

O grupo entende ainda que a imparcialidade dos agentes ligados à música nacional prejudica os projectos emergentes, havendo tendência para a sobrevalorização da música internacional e dos nomes nacionais já consagrados.

"O valor nacional não é reconhecido e digo isto em dois sentidos. Um deles é a comparação do produto nacional com o internacional de uma forma que não é imparcial. Outro é o reconhecimento estabelecido. (...) Existem bandas nacionais no circuito que já estão estabelecidas (...). Não lhes tiro o mérito, tiro-lhes o chapéu, mas é necessário haver um equilíbrio entre esses nomes e os novos que têm capacidades mas precisam de apoio. A aposta é sempre nos mesmos numa forma de jogar pelo seguro e confesso que começo a ficar cansado."

Os Nebulous são um projecto composto por elementos de Braga, Guimarães e Porto que resulta da evolução de vários projectos, nomeadamente dos Endamage (formados em 2004). São uma espécie de reencarnação do referido colectivo depois de os seus elementos terem operado profundas remodelações na sua música. Com excepção do baterista Marcelo Aires [Colosso, Heavenwood, ex-Oblique Rain], transitam dos Endamage para este projecto o vocalista Snake, os guitarristas Vítor e Pingas e o baixista Rui Silva.

A 14 de Outubro lançaram o seu álbum de estreia homónimo disponível pelo Bandcamp. É composto por nove faixas pautadas pelo experimentalismo de uns Meshuggah (totalmente dissociadas do death metal dos Endamage) com gravação de Pedro Mendes nos Ultrasound Studios, em Braga. A mistura e masterização ficaram a cargo de André Rodrigues em estúdio próprio. Contaram ainda com o apoio do Grave Studio. Já o artwork foi concebido por David Rodrigues que assina ainda uma banda desenhada alusiva ao conceito de "Nebulous".

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Entrevista Nebulous

A RAIVA EM CÁLCULOS
"Este é um estilo com maior complexidade a nível de composição e execução"

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Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A filosofia destes nortenhos pode muito bem ter sido essa quando decidiram colocar termo a um percurso de oito anos enquanto Endamage e agora surgirem com uma proposta musical totalmente distinta e a roçar a imparidade em Portugal. Fãs de "degeneração" rítmica, apressem-se a escutar os Nebulous. Fieis discípulos dos Meshuggah, têm agora um álbum de estreia pleno de consistência e com indicadores de que são capazes de desenvolver uma identidade própria mesmo dentro de um estilo cada vez mais testado. E quem se chega à frente para explicar esse novo e promissor avatar é o vocalista André Macedo, conhecido no meio musical como Snake.

Relate-nos o exacto momento em que decidem: é desta que temos que mudar de sonoridade e designação?
Não foi premeditado, foi a evolução natural das coisas. Eu envolvi-me no projecto depois de Insanus, onde era vocalista, ter cessado actividade e desde aí que já nos vínhamos adaptando a nível musical como banda porque os nossos gostos musicais sempre foram coincidentes, felizmente. Lançámos uma música como Endamage e passámos para a composição do álbum, processo esse que se dividiu em três fases distintas a nível sonoro. Começámos por misturar um pouco dos dois, em seguida algo mais como as referências denotadas na própria review da SounD(/)ZonE, como Periphery, mas isso porque também estávamos a descobrir o djent, por assim dizer. Meshuggah já era o expoente máximo mas depois fomos abalroados por Vildhjarta, Tesseract, Uneven Structure, Monuments e outras bandas que têm um som mais fiel àquilo que gostamos. O resto foi o culminar de um ano e meio ou quase dois de trabalho, entre composições e estúdio. Ficámos imenso tempo fora dos palcos e das atenções do público, mas voltámos em força com nova identidade, pois não faria sentido ser de outra maneira.

Deixaram de acreditar no death metal melódico que praticaram durante oito anos?
Obviamente que não deixámos de acreditar porque ainda somos fãs de bandas nesse espectro. Há coisas que nunca mudam, mas, de facto, encontrámos no djent uma amplitude que talvez não teríamos com o death melódico que assumíamos naquela altura. Até porque, efectivamente, nós não somos os Endamage, por assim dizer, porque eu sou “novo” (vocalista) e o Marcelo Aires (baterista) também. Ainda que o Marcelo tenha entrado numa fase mais conclusiva do projecto, houveram adições na mentalidade musical da banda.

Embora seja uma opção perfeitamente legitima, até porque tudo está em constante transformação, como se processa tão drástica mudança? Foi algo consensual internamente ou ainda houve um extenso período de reflexão?
Como já referi, foi uma evolução natural. Descobrimos o djent ao mesmo tempo, começámos a descobrir bandas em conjunto e fomos moldando a nossa identidade à medida que a íamos redescobrindo. Não houve qualquer tipo de pressing ou como referiram também na review ao álbum, agimos sem “presunções de que assim vamos soar mais fixes e intelectuais”.

O que é que vos atrai nuns Meshuggah que, por exemplo, já não vos atrai nuns At The Gates, Dark Tranquillity ou In Flames?
Não as posso comparar porque são bandas completamente díspares e não deixámos de apreciar aquelas que eram uma influência na sonoridade que fazíamos. Acreditamos é que Meshuggah, já que se referem a eles, são algo diferente de tudo aquilo que se faz. É uma sonoridade singular. Complexidade rítmica e polirrítmica, existência de ambientes envolventes e de carácter forte, apresentados num bloco sonoro de vergar qualquer um. Sem rodeios e em carne crua.

Em termos técnicos como se processou a transformação do vosso som? Ou seja, enquanto intérpretes, que bases tiveram que assimilar para conseguir desenvolver uma sonoridade como a dos Nebulous?
Foi um autêntico quebra-cabeças. Uma extensão da vida académica, mais concretamente, da Matemática. [risos] Porque, de facto, andamos sempre com um caderno de base para podermos apontar os tempos ou as vezes que tocávamos um certo riff e mil outras coisas que achávamos relevantes ao processo como a estrutura de cada tema, por exemplo. Depois chegámos a uma altura em que se tornava mais fácil obter resultados e as coisas foram fluindo, obviamente. Como havia dito, foi uma descoberta ou redescoberta enquanto músicos.

Já agora, como reagiram as pessoas em vosso torno, especialmente aquelas que preferiam a sonoridade dos Endamage?
Sabíamos que iríamos chocar de frente com aqueles que se identificavam com os Endamage e poderíamos perder alguns seguidores, mas o que é certo é que poderíamos angariar outros e não é possível agradar a todos. O que fizemos foi desenvolver o que achamos que se tornou num amadurecimento musical a todos os níveis e uma proposta mais abrangente, com um projecto completamente pioneiro e diferente do que se ouve em Portugal. Para nossa surpresa, temos tido uma aceitação enorme! Posso dizer que já temos mais de 350 downloads do álbum e ele foi lançado em Outubro. Por isso, parece bom presságio. A confirmação ao vivo com três datas fortes também foram determinantes. Estivemos em Madrid com os Uneven Structure, The Algorithm, Weaksaw e Against The Waves. Os mesmos projectos partilharam o palco connosco no dia seguinte, em virtude do Bracara Extreme Fest, e logo a seguir adicionando bandas do panorama nacional como os W.A.K.O. que são um projecto de excelente valor, com cartas dadas e que se enquadra perfeitamente connosco. Tivemos depois um concerto com Leprous e Blindead no TOCA, em Braga. Em todos os concertos as reacções foram tão positivas que nós não temos palavras para descrever a gratidão que sentimos para com todos os que nos estão a apoiar. O facto de o álbum ser gratuito também abriu portas além-fronteiras e os seguidores estrangeiros têm subido de forma bastante saudável. Isso é muito importante. Numa avaliação geral, podemos dizer que, a sentir diferença, foi para muito melhor!

"O que fizemos foi desenvolver o que achamos que se tornou num amadurecimento musical a todos os níveis, com um projecto completamente pioneiro em Portugal"

Nos últimos tempos, pelo menos aparentemente, os Endamage já não estariam tão activos. Isso fez-vos também pensar que alguma coisa teria que ser mudada, até mesmo tendo em vista o mercado?
O EP “Apotheosis” foi lançado em 2008 e desde há uns tempos para cá que Endamage tinha perdido algum terreno, muito por causa de não existir trabalho novo para mostrar. Depois entrei no projecto e começámos a pensar no futuro, mas não foi só por essa razão que as coisas mudaram radicalmente. Foi mais pela sonoridade que esmiuçámos há pouco. Digamos que até foi uma mudança que veio em boa altura porque ajudou na captura do foco. Não estivemos activos porque virámos atenções para as composições. Não aceitámos propostas de concertos e não tínhamos intenções de fazer qualquer aparição até termos o álbum pronto. No geral, não olhámos para a questão como “o mercado” porque o que gostamos de fazer é conviver como bons amigos que somos e partilhar a música que nos caracteriza e da qual tiramos um prazer enorme. Gostamos é de gerir aquilo que fazemos da melhor maneira, mas se o álbum tivesse saído com a sonoridade dos Endamage, seríamos os Endamage. Não foi isso que aconteceu.

Portugal começa a ser um bom consumidor dessa nova tendência de metal progressivo "polirrítmico"?
Acreditamos que ainda há muito a evoluir porque em Portugal existe um destaque mais forte nas vertentes tradicionais. Felizmente que as coisas vão mudando e acho que temos o dever de apresentar o melhor de nós para mudar as opiniões do público nacional.

Sentem mais dificuldade em compor nesse formato? Há o cliché de dizer que este é um género mais cerebral... será que há alguma ponta de razão nisso? Ou colocando a questão de outra forma: compor com os Endamage era mais intuitivo? 
Começando pela "sub-pergunta": sim, com os Endamage era mais intuitivo, mas se falarmos de Nebulous, depois de estarmos imersos naquilo que é o djent, acaba por ser automático, tal como era nos tempos em que compúnhamos death melódico. De qualquer das maneiras, este é um estilo com maior complexidade a nível de composição e execução, o que requer um cuidado mais específico.

Apesar das claras influências de Meshuggah, há outras. Em algum momento sentiram pairar o fantasma de que poderiam ser "crucificados" por seguirem de forma mais ou menos denunciada a banda sueca?
Sinceramente, acredito que transparecemos as excelentes influências que temos, mas conseguimos ir buscar uma personalidade própria. E não me vou alongar muito porque sou suspeito para afirmar o que quer que seja. Entretanto, não temos medo da “crucificação”. Temos de estar preparados para tudo e saber filtrar o que interessa para progredir sempre mais. Obviamente que temos influências de Meshuggah, mas quem é que não tem? Creio que até existe um orgulho colectivo em o afirmar.

Qual foi o grande desafio a escrever e gravar "Nebulous"? Algo digno de registo, algum episódio caricato?
Não me recordo de nada em específico ou que tenha sido extraordinário. Quiçá sejamos extremamente aborrecidos ou estou a ter um colapso cerebral! [risos]

A opção de editarem o disco apenas em formato digital já foi argumentado por vós como sendo uma forma de contornar gastos avultados para uma banda ainda jovem e ao mesmo tempo acompanhar a mudança dos tempos, em que a internet suplanta o poder das editoras... ou será assim mesmo? Não se sentiriam mais confortáveis a fazer parte de uma editora neste momento do que ter que fazer todo o trabalho de promoção? Chegaram sequer a sondar alguma?
Este tema é talvez o que tem criado mais burburinho em torno dos Nebulous, mas nada em aspecto negativo, sempre com carácter sugestivo. Para desmistificar a questão, posso dizer que tivemos alguns problemas em relação aos timings de lançamento do álbum e tendo em conta tudo aquilo por que passámos e o tempo que todos, inclusive nós, tivemos de esperar para que as coisas saíssem com o melhor que podíamos oferecer, decidimos não sondar editoras. Primeiro porque não achamos que uma editora vai apostar num projecto tão recente, que à vista comercial não oferece um valor significativo que dê resposta a tal aposta, e depois porque, de facto, vivemos numa realidade que se tem vindo a moldar com os avanços tecnológicos. A nossa ideia foi tornar o álbum acessível a todos, sejam eles nacionais ou internacionais, para que possa ser difundido de forma intensiva. Isto vai ajudar a criar bases fortes para que se vá construindo o projecto de uma forma forte e ambiciosa. Mais tarde, num futuro trabalho, quem sabe? Para já, o foco está no uso da Internet como meio de difusão e plataforma de contacto para quem nos segue.

Pelos resultados obtidos até ao momento em termos promocionais e de feedback que balanço podem fazer, embora o disco nem tenha uma mês que esteja disponível?
Esperamos ansiosamente pelas reviews! Ficámos muito gratos pelas palavras e apoio total da SounD(/)ZonE, mas ainda nos facultou mais vontade de ouvir outras opiniões. A informação já foi enviada correctamente e já tentámos furar em várias frentes. Aguardamos feedback. O público tem-se manifestado. Faltam os meios de comunicação.

"Nebulous" carrega também uma mensagem específica. É isso que sentem muitas vezes - vontade de se isolarem da sociedade para encontrarem o vosso rumo, tal como a personagem do disco?
O tema é bastante actual e  talvez o seja sempre porque é cíclico. Quem é que nunca questionou a sociedade em que vivemos, onde a realidade é manipulada por uma evolução que se crê necessária mas que esmaga a sua raça progenitora, destituindo valores e implementando novas regras? Este mundo que muda as pessoas e onde parece que não somos mais do que peões num jogo de xadrez.... Perdemos sentido do que é necessário ou acessório e não medimos consequências. Damos por nós a questionar se a nossa humanidade se diluiu. Num meio onde o livre-arbítrio desvanece, perdemos o nosso verdadeiro significado vital. É essa procura que o sujeito faz, na ânsia de que vai encontrar, se existir, um significado puro, na sua forma mais natural.

Apesar da edição apenas digital não descuraram o aspecto gráfico, com lugar até a uma curta BD da autoria de David Rodrigues. Quer falar-nos da ideia?
Claro. Não é por não existir a edição física que o conjunto do trabalho tenha de denegrir. O David Rodrigues foi uma escolha acertada. Já tínhamos acompanhado o trabalho dele e achámos que ele conseguiria retirar tudo o que pretendíamos do tema. E tendo em conta toda a história e conexão entre os temas, fez todo o sentido fazer algo diferente e optar por um formato apelativo, visto que não iríamos apresentar o formato físico. Assim, é apenas mais um ponto forte e convidativo para que as pessoas tenham curiosidade. No final, é de notar a dimensão que a banda desenhada dá à música. Deu-lhe forma!

Actuar com os Uneven Structure foi uma ocasião especial tendo em conta as proximidades musicais que partilham? Será que surgiu daí algum laço que vos possa levar, pelo menos, até França?  
Foi tudo pensado para que fosse possível. Estivemos atentos à tour e também chegámos perto da SWR Inc. que são nossos compatriotas. Dessa forma, e com a ajuda deles, o sonho foi possível e tivemos a oportunidade de partilhar duas datas com uma banda que é, sem dúvida, uma referência enorme para nós e com outras que são já conhecidas no espectro. Mais que isso, tivemos grande momentos para mais tarde recordar. Weaksaw que também estiveram presentes, por exemplo... são grandes malucos! Rimo-nos à brava a ensinar-lhes calão português e eles calão Francês. [risos] Quem sabe se não surge alguma novidade, até porque essas ligações obviamente que continuam numa era em que a Internet torna a distância bem mais pequena.

E de agora em diante, o que esperar dos Nebulous. Concertos? Ou existe ainda outros planos "secretos" na manga?
Temos uns pontos que queremos fazer, mas mais a nível interno e de exposição. Contudo, estamos receptivos para qualquer data, desde que tenha as condições necessárias. Aproveito para deixar aqui o apelo aos promotores e todos aqueles que de alguma maneira fazem o espectro musical rodar: respeitem as bandas e os músicos porque eles dão tudo o que têm. Portanto, é como digo, não pedimos mundos e fundos, mas as condições para que corra tudo pelo melhor, tanto para nós como para quem nos dá o voto de confiança, na certeza de que garantimos o melhor dos Nebulous! Para ser mais concreto em relação a datas, a única certeza é a de que vamos participar no Wacken Metal Battle Portugal. Portanto, as datas estão livres. É só preencher. Fica a dica.

Nuno Costa

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Review - Nebulous - «Nebulous»

NEBULOUS
"Nebulous"
[CD - Ed. de Autor]

Será difícil precisar, mas talvez este seja mesmo um trabalho inédito em Portugal em termos de conceito musical. Sem dúvida que existem casos próximos - como os dos Colosso, Kneel, Clutter, Stampkase ou mesmo algo tão recôndito como os extintos Psy Enemy -, mas certamente que é difícil encontrar quem leve tão à risca a percepção rítmica e progressiva dos Meshuggah cá no "burgo". E destituindo qualquer surpresa, a acrescentar que estes são, nem mais nem menos do que os Endamage com o baterista Marcelo Aires [Colosso, ex-Oblique Rain] que entre 2004 e 2012 tocaram death metal melódico.

Alterações de formação e interesses musicais terão levado a tão drástica transfiguração. Legítimo? Com certeza, até porque a música é, antes de mais, sinónimo de liberdade. Arregaçaram as mangas e enfebrecidos por uma forte inspiração noutra área, criaram um disco repleto de estruturas complexas, groove esmagador, dissonâncias sinistras, arranjos muito bem debuxados, num invólucro geral que transpira profissionalismo.

Quando se referia outras aproximações no plano nacional, a diferença está em que os Nebulous conservam a agressividade e os principais maneirismos (de forma muito hirta) das deidades suecas já referidas e que, no fundo, criaram todo este movimento math/djent/progressivo. Normalmente em termos internos a melodia assume importante papel e houve casos em que bandas com os mesmos princípios nem saíram da garagem. Assim se explica então o posicionamento favorável dos Nebulous neste contexto musical. 

Todavia, e pelos mesmos motivos, os Nebulous não estão a desenvolver algo susceptível de abanar as estruturas do género, mas de certo que se estreiam num patamar de excelência capaz até de camuflar as suas origens (e isto sem qualquer complexo de inferioridade) e fazê-los parecer oriundos dos Estados Unidos ou Inglaterra, onde o género tem maior expressão.

Aparentemente há pouco a dizer quando assim é (quando a "novidade" é apenas a segurança e solidez na interpretação). Mas fique-se consciente de que estes bracarenses não se limitam a ser uma cópia fiel dos Meshuggah. Há lugar a uma predisposição para dinamizar o seu som com algumas passagens vocais limpas - confira-se "Hyperborea" e "Sorah" - e um estado de espírito progressista mais típico dos Textures, sendo que os Tesseract e Uneven Structure nunca se esfumam desse imaginário. Indo ainda mais atrás em toda a loucura polirrítmica que se enfatizou no novo milénio, "Nausea" parece uma discreta homenagem aos Mnemic.  E o melhor de tudo é que não enveredam pelo tecnicismo muitas vezes exacerbado de uns Periphery ou Animals As Leaders.

Pesados os prós e contras, em termos de identidade os Nebulous poderão não ter dado um passo em frente comparativamente à sua anterior encarnação, mas deram um passo enorme em termos de concepção de escrita e dinamismo. Se há lugar para mais uma banda de "math qualquer coisa djent"? A verdade é que os "pequenos" pormenores deste disco fazem crer que há aqui muito mais do que um "sonho molhado" à moda sueca, entre compassos esquisitos e presunções de que assim vamos soar mais fixes e intelectuais. [8/10] N.C.

Data de lançamento: 14 de Outubro de 2013
Nota de estúdio: captação por Pedro Mendes nos Ultrasound Studios, em Braga; mistura e masterização por André Rodrigues; apoio do Grave Studio.
Estilo: math/djent/progressivo
Origem: Braga/Guimarães/Porto (Portugal)
Formação: 2012
Artwork: David Rodrigues

Alinhamento:
1. "Abnegation" (2:50)
2. "Dharma" (3:45)
3. "Nausea" (4:30)
4. "Hyperborea" (2:57)
5. "Gaea" (3:44)
6. "Sorah" (3:35)
7. "Ethereal" (5:52)
8. "Benighted" (4:08)
9. "Contemplation" (1:50)
Duração: 33 minutos

Elementos:
- Snake (voz)
- Vítor (guitarra)
- Pingas (guitarra)
- Rui Silva (baixo)
- Marcelo Aires (bateria)

Discografia:
- "Nebulous" (CD - 2013)




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Pão Demónio: conheça a outra face de Marcelo Aires [Colosso, Nebulous]

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Os Pão Demónio são um projecto formado nos últimos meses no Porto e que conta com a presença do baterista Marcelo Rúben Aires. No entanto, o projecto explana uma sonoridade bem distante do metal por que Aires tem ficado conhecido com os Colosso, Nebulous ou Oblique Rain.

O grupo composto ainda por Fábio Almeida no saxofone e processadores, Nuno Trocado na guitarra e processadores e Ricardo Pinto nos teclados, descreve-se como uma mistura de jazz contemporâneo com sons acústicos e electrónicos, não ficando de fora o groove e a apetência para o improviso.

Este ano Aires já assinou o EP "Thallium" dos Colosso e o disco de estreia homónimo dos Nebulous. No entanto, isso não lhe impede de abraçar outras iniciativas. "Gosto muito de ter vários projectos onde me possa exprimir completamente musicalmente", diz o professor de percussão de 23 anos. 

Na forja estão ainda trabalhos dos Sleeping Pulse, que partilha com Luís Fazendeiro dos Painted Black e Mick Moss dos britânicos Antimatter, e o projecto sucessor dos Oblique Rain, com o qual Aires avançou que já decorrem as captações do álbum de estreia. 

No início do ano Aires participou ainda na banda sonora do espectáculo da Ensemble Sociedade de Actores "Madalena", em conjunto com Ricardo Pinto, cujas influências vão desde os Meshuggah aos Korn e Decapitated.

Até ao momento os Pão Demónio disponibilizaram para escuta os temas "Viagem ao Centro da Terra", "Karamázov" e "Efeitos Secundários". Também disponível está um canal de vídeos exclusivo da banda (aqui).







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Nebulous: a nova vida dos Endamage para fãs dos Meshuggah, disco de estreia disponível

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Os Nebulous são um projecto composto por elementos de Braga, Guimarães e Porto, com data de fundação em 2012, e que resulta da evolução de vários projectos, nomeadamente dos Endamage.  São uma espécie de reencarnação do referido colectivo, depois de os seus elementos terem operado profundas remodelações na sua sonoridade e aplicarem-lhe um novo conceito. Com excepção do baterista Marcelo Aires [Colosso, Heavenwood, ex-Oblique Rain], os Endamage estão aqui em peso com Snake na voz, Vítor e Pingas nas guitarras e Rui Silva no baixo.

Os Endamage deram por findas as suas actividades em Dezembro de 2012 com a seguinte nota: "Após alguns anos no meio metálico português e depois de algumas alterações a nível de formação, o projecto tomou um rumo diferente daquilo que foi apresentado. Metal, mas com uma abordagem diferente. Ou seja, o grupo continua a existir mas estará no activo com nova identidiade, visto que a continuidade de Endamage não faria sentido".

Foi então ontem lançado o álbum de estreia homónimo dos Nebulous. São nove faixas pautadas pelo experimentalismo, groove e polirritmia de uns Meshuggah (algo perfeitamente distinto do death metal dos Endamage) com gravação de Pedro Mendes nos Ultrasound Studios, em Braga, e mistura e masterização de André Rodrigues em estúdio próprio. Contaram ainda com o apoio do Grave Studio.

"Somos uma abordagem diferente. Algo novo e fresco do que se tem vindo a fazer no panorama nacional", aponta Snake em exclusivo à SounD(/)ZonE. Entretanto, o mesmo explica que tudo se tratou de um processo natural. "É o que gostamos. E como a sonoridade não tem nada a ver com o que fazíamos, decidimos começar do zero e trazer um novo nome, nova imagem, novo despertar. Esse processo todo demorou cerca de dois anos, entre mil músicas e diferentes perspectivas, até chegar ao produto final."

"Nebulous" está disponível para download no Bandcamp e trata-se de uma edição de autor susceptível de ser descarregada gratuitamente. "Esperamos espalhar ao máximo este disco tendo em conta que está tudo no Bandcamp em regime 'Name Your Price', o que significa que pode ser adquirido sem encargos monetários. Isso dá-nos uma amplitude a nível de divulgação internacional que de outra forma seria complicado. A ideia é combater a indústria com a Internet para sermos conhecidos e aí sim surgirem as oportunidades. Os tempos são outros, temos que nos adaptar", argumentou Snake.

"Nebulous" apresenta ainda um conceito baseado numa personagem que se isola da sociedade para tentar descobrir e perceber o significado da vida na sua forma mais natural. "As coisas tornam-se complexas. Ideais, necessidades e crenças tornam-se questionáveis. O fim? Sonho? Realidade? Tu decides", lê-se em comunicado.

O artwork de "Nebulous" é concebido por David Rodrigues, incluindo uma banda desenhada que acompanha este lançamento.

Os Nebulous fazem a primeira parte dos noruegueses Leprous e dos polacos Blinded a 1 de Novembro no TOCA, em Braga.









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