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Xplosion Metal Event's oferece discos dos Grog


A promotora nacional Xplosion Metal Event's promove um passatempo inserido na excursão para o concerto nacional dos Immolation em que oferece o disco "Scooping The Cranial Insides" dos Grog. Os vencedores verão o disco ser entregue pela própria banda de death/grind nacional.

O passatempo contempla inscritos na excursão até 2 de Fevereiro.

A excursão parte dos Aliados, no Porto, às 11h00, em direcção a Lisboa no dia 7 de Fevereiro. O custo da viagem é de 15 euros com o bilhete para o espectáculo cifrado nos 16 euros. O regresso ocorre logo após os concertos (pela uma da madrugada).

Os lendários norte-americanos Immolation realizam uma data única no país no RCA Club, suportados pelos conterrâneos Broken Hope, os franceses Sweetest Devilry e os nacionais Grog. Este espectáculo insere-se na digressão europeia de promoção ao nono álbum de originais dos Immolation, "Kingdom Of Conspiracy", editado em Maio de 2013 pela Nuclear Blast.

A Xplosion Metal Event's é sediada em Vila Nova de Gaia e propõe-se a criar oportunidades de acesso aos concertos nacionais e internacionais e a organizar espectáculos para bandas amadoras. O seu principal objectivo é "elevar o heavy metal e a cultura musical em Portugal" e para isso está receptiva a sugestões pelo e-mail xplosivents@gmail.com


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Grog falam de novo disco e recomendam metal nacional



Os veteranos lisboetas Grog revelaram estar em plena fase composição do seu quarto longa-duração. O sucessor de "Scooping The Cranial Inside" deverá estar no mercado em 2014.

"Estamos actualmente em fase de composição do novo disco, o qual, se tudo correr bem, estará terminado nos primeiros meses do próximo ano", afirmou a banda de grindcore em entrevista ao Underground's Voice.

Mais referem que o metal nacional está saudável e recomenda-se. "Por vezes, há mais concertos que público, mas é indiscutível que a agenda de espectáculos nacional, a este nível, subiu imenso. A nível de bandas, também há bons motivos para continuarmos a divulgar e a promover o metal nacional por todo o mundo, porque a qualidade também foi elevada e neste momento temos bandas a lançar CDs ao mais alto nível, a fazerem tours internacionais, a tocarem em festivais de renome internacional, a serem divulgadas e aclamadas em publicações em suporte papel ou online com alguma frequência."

A banda acredita ainda que a crise económica que se vive em Portugal deve moldar a postura do público e promotores. "Acredito que tenha [o público] mais por onde escolher e, por isso, que ser muito criterioso nessas escolhas, porque é sabido que os tempos são de moderação económica. Seja como for, tenho a sensação que os promotores estão atentos a esta realidade e que façam os impossíveis para atraírem o máximo de espectadores aos seus espectáculos."

"Scooping The Cranial Inside" foi editado em Abril de 2011 pela Murder Records. Em 2012 teve edição em vinil com duas faixas bónus inéditas através da HelldProd.

A 19 de Novembro os Grog fazem a primeira parte dos norte-americanos Disgorge no República da Música, em Lisboa. A 7 de Dezembro é a vez de participarem no espectáculo de lançamento do novo disco dos Gwydion, no mesmo recinto da capital. 

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Pedro Pedra [Grog]: «Muitas vezes pagámos para tocar»


Pedro Pedra, vocalista dos veteranos extremistas lisboetas Grog, concedeu uma entrevista à turca Krvestreb em que aborda, entre outros assuntos, a forma como eram vividos os primeiros anos de carreira da banda, a sua atitude actual perante o metal, a cena de peso nacional, a partilha de ficheiros e a agenda do grupo para os próximos meses.

Fazendo uma retrospectiva sobre os 22 anos de carreira dos Grog, Pedro Pedra, refere: "Já tivemos muitas experiências enquanto banda, boas e menos boas. Não existe muito apoio à música fora do mainstream. Por isso, quando decides tocar metal, fá-lo normalmente com os seus próprios recursos. Não vivemos da música, temos todos empregos e tocamos, sobretudo, por amor à camisola. Quando a banda era mais nova, o normal era percorrer todo o país e muitas vezes pagámos para tocar".  

Questionado sobre a qualidade das bandas de metal nacionais nos últimos tempos e a dificuldade para desenvolverem o seu trabalho entre-portas, Pedro Pedra mostra-se convicto de que houve evolução e que há muito mais a descobrir para além dos Moonspell. "Está na altura do mundo apoiar a sério o metal português, porque temos grandes bandas em diferentes estilos, desde o heavy metal tradicional ao thrash, ao death, passando pelo black e grindcore. Por outras palavras, existem muito mais pérolas para além dos Moonspell."

Numa altura em que se discute exaustivamente o peso dos downloads no declínio da indústria musical, Pedro Pedra entende que é algo difícil de combater mas que os verdadeiros fãs continuarão sempre a comprar discos. "Para ser sincero, a partilha de MP3 não é o tópico principal para mim. As pessoas que estão por detrás da conversão dos ficheiros digitais ou analógicos para MP3 e todo o circuito que apoia a música, são as principais razões que levam ao consumo massivo desses ficheiros. Muitas editoras, para não dizer todas, trabalham com MP3 quando fazem a promoção das bandas. É aí que começa todo o problema. Também quando se fazem as pré-reservas, muitas vezes são os grupos os responsáveis pela distribuição da música pela Internet. Porquê? Talvez a música se tenham tornado muito cara. Talvez porque toda a gente sabe que 90% do dinheiro vai para as editoras. Talvez a Internet resulte como um primeiro filtro para os fãs ouvirem os temas. Talvez porque existe muito boa música e os fãs querem-na toda. A questão é que a música é cultura e não deva ser acorrentada. Por outro lado, tenho a certeza que quando se toca boa música e os fãs gostam, esses últimos vão comprar o merchandise, vão marcar presença nos concertos e apoiar-te-ão até ao fim. Eu também oiço MP3, atreve-mo a perguntar quem não o faz? Também compro vinis e CDs. Quando encontro a música da minha banda na Internet sei que esta fica disponível para mais pessoas. Será que consigo combater essa tendência? Dificilmente. Por isso, tento concentrar-me no mais importante que é criar a música que mais gosto com os meus companheiros."

Por fim, Pedro Pedra avança que a banda encontra-se a preparar o sucessor de "Scooping The Cranial Inside", de 2011, e que deverão regressar a estúdio no início do próximo ano. "Neste momento encontramo-nos a escrever temas para o nosso próximo álbum e temos realizado alguns concertos em Portugal e Inglaterra. Temos mais datas agendadas para Outubro em Portugal mas agora o nosso principal compromisso é trabalhar no novo disco que pretendemos gravar no início de 2014." 

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Scent Of Death: oiça o disco da banda espanhola «mais portuguesa»


"Of Martyrs's Agony And Hate", lançado a 21 de Dezembro, pode agora ser escutado na totalidade, cortesia do site Brutal Family. 

O segundo disco dos death metallers espanhóis Scent Of Death foi editado em CD pela Pathologically Explicit Recordings e mais recentemente em vinil pela Bloody Productions (encomende  através de scentofdeath@yahoo.es). 

O grupo regressa ao fim de sete anos aos discos, depois de "Woven In The Book Of Hate", e tem hoje a particularidade de conter na sua formação dois portugueses - Sérgio Afonso [vocalista, Bleeding Display] e o Rolando Barros [baterista, The Firstborn, Grog, Neoplasmah, Nephtys]. 



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Entrevista - Brutal Brain Damage

CULINÁRIA PARA ESTÔMAGOS RIJOS
"Temos tido bastante feedback positivo, o que nos motiva ainda mais"

Ali mesmo ao lado de onde surgiram os Pussyvibes há cerca de dez anos, dá à luz uma nova, poderosa e provocadora corja de grindcorers. De Ourém, os Brutal Brain Damage decidiram, em 2011, seguir o caminho musical que mais os apaixona, quer o género seja bem ou mal amado pelas massas. Como cereja no topo do bolo está uma boa disposição que torna a sua música numa forma de expressão tão extrema quanto gulosa, tão honesta quanto descontraída. Uma das maiores surpresas do underground nacional dos últimos meses para conferir em "Brain Soup" e nas palavras do vocalista Carlos Lopes. 

Tanto quanto é possível constatar, não regista actividade anterior ligada à música. Mas serão mesmo os Brutal Brain Damage a sua primeira experiência na área?
Sim, os Brutal Brain Damage são a minha primeira experiência a nível musical. Sempre tive interesse em fazer algo a nível vocal e surgiu a oportunidade de concretizar uma ideia que tinha tido há uns anos. Acabei por agarrá-la sem a mínima noção e experiência como vocalista. A minha evolução, nestes últimos tempos, tem sido muito grande, bem como a dos restantes membros da banda.

A resposta pode parecer óbvia, mas porquê logo uma banda de grindcore? Nunca pensou que a longo prazo podia ser desmotivante estar num país tão pequeno a tocar um subgénero tão alternativo? 
Sempre foi uma ideia minha ter uma banda com este estilo, sempre o adorei. Tratou-se de seguir por aquilo em que me sentia mais confortável a fazer e tudo surgiu naturalmente.
Este projecto não foi criado com a finalidade de tocar ao vivo, mas como um “projecto de fim-de-semana” para passar um pouco de tempo com os meus amigos e libertar um pouco a nossa veia criativa. 

Falando de motivação, como se sentem depois de concluídos cerca de três meses de promoção a "Brain Soup"? Algum tipo de feedback que vos faça estar particularmente optimistas?
Sentimo-nos todos bastante realizados neste período, é verdade. Tem sido uma experiência incrível e temos tido bastante feedback positivo, o que nos motiva ainda mais. Com o desenrolar do tempo as coisas parecem estar a surgir e estamos radiantes com o produto final, tanto a nível crítico, como nos concertos.

Pedindo-lhe que tente ser minucioso na descrição, como são os concertos de grindcore em Portugal? Há público fiel que comparece e vibra verdadeiramente ou é um tormento para os promotores (e mesmo para as bandas) tornar esses eventos minimamente viáveis?
É uma boa questão. Os concertos de grindcore a nível nacional estão um pouco no escuro e ainda há poucas pessoas que compreendem o que o género envolve. É um estilo que pouco a pouco vai ganhando mais adeptos, daí, por vezes, sermos surpreendidos pela adesão das pessoas nos concertos. Também depende muito da zona do país onde se vai tocar. Há sempre um público fiel e que gosta realmente do estilo um pouco mais extremo do que o “normal”, e também há a outra parte do público que vai mais pela curiosidade. Também se vêem cada vez mais jovens em festivais, etc., o que mostra que em Portugal a cena está cada vez mais forte, não falando de grindcore em específico, mas no metal em geral.

Aliás, é durante um concerto que são "descobertos" pela Vomit Your Shirt. Poderá depreender-se que, apesar da dimensão reduzida do nosso meio, há gente atenta e disposta a apostar em talentos nacionais. 
Sim, é verdade. Tudo surgiu depois de uma conversa com o pessoal da editora em que foi combinado um concerto para que eles pudessem ver a banda ao vivo. Além de grandes músicos e excelentes pessoas, são um grande pilar para nós. Estamos completamente satisfeitos com a editora. Correu tudo bem. É devido ao trabalho deles que o nosso álbum se encontra em todo o mundo. Adoramos chegar ao mail e Facebook da banda e ver as mensagens de gente de todas as partes do mundo a felicitarem-nos pelo nosso trabalho! Tivemos grande sorte em poder contar com a Vomit Your Shirt, mas, para isso, também tivemos e temos que fazer a nossa parte. Com isso esperamos também ajudar ao máximo a editora que nos está a ajudar.

Olhando para o percurso do género em termos nacionais, encontram alguma referência que vos inspire ou que entendam que tenha aberto caminho para o que agora fazem?
Existem sempre bandas que nos inspiram. No meu caso, a nível nacional são os Grog, Pussyvibes, Dead Meat, entre outros. Dentro da banda, o Luís [Neves, baixista] tem sido um membro bastante activo na composição musical e ajudado a banda a evoluir bastante desde a sua entrada. Todos temos as nossas ideias e daí é que nasce este som que podemos dizer que é nosso. Cada elemento na banda tem as suas influências que acabam por se interligarem da maneira que se pode observar claramente no nosso álbum. As participações do Pedro Pedra [vocalista, Grog] e do Bruno Roberto também vieram enriquecer o disco de uma certa forma.

Em termos internacionais, poderão enumerar referências mais óbvias ou até fora do metal? Será que foram daqueles que fizeram questão de ir ao último Vagos Open Air ver o concerto dos Nasum? 
A nível internacional são bastantes as nossas influências. Algumas delas são Nasum, Napalm Death, Rotten Sound, Gutalax… podia escrever uma lista imensa, mas estas são as que mais nos influenciam. Pessoalmente, oiço de tudo um pouco mas sempre me senti mais virado para o death metal e grindcore. Em relação ao Vagos Open Air, nem gosto de me lembrar. Infelizmente não pude estar presente, mas os restantes membros da banda foram e viram Nasum. É algo que me vai atormentar para o resto da vida! 

O preconceito pode levar grande parte das pessoas a pensar que compor neste contexto, nomeadamente com temas tão curtos, é relativamente fácil. Desmistifique-nos os bastidores de uma banda de grindcore, sobretudo na hora de compor.
Normalmente é dito que é só barulho, mas não é bem assim. Como disse anteriormente, o Luís tem assumido a maior parte da composição ultimamente e seguimos as ideias dele. Por vezes, há vários acertos que são feitos de acordo com as opiniões dos restantes membros. Tudo tem o seu processo que demora algum tempo. É como em tudo. Por vezes até compomos todos em conjunto nos ensaios quando o nosso estado de espírito nos permite tal coisa. Ultimamente temos composto muito e aproveitado ao máximo para prepararmos da melhor forma o próximo lançamento.

E a vossa costela mais humorística, em que se inspira?
Acho que foi algo que surgiu naturalmente. Somos todos bem-dispostos e bem-humorados. É uma amizade já com vários anos e acho que isso também ajuda. Apenas demonstramos que podemos fazer as coisas bem feitas sem deixarmos de ser nós próprios.

A imagem é, regra geral, uma das grandes armas do grindcore (até em Portugal temos o caso mais visível dos Holocausto Canibal). Dado até o reconhecimento já manifestado pela qualidade do trabalho de André Coelho, como olham para esta parte do showbiz?
Sempre quisemos fazer as coisas da melhor forma e por isso mesmo é que optámos por falar com o André Coelho. O trabalho dele - que já tínhamos visto - adequava-se perfeitamente ao nosso. A capa formou-se a partir de uma ideia que já tínhamos e depois foi aperfeiçoada pelo André. Ficou um excelente trabalho.

Pela frente já têm algumas datas confirmadas, certo? Fale-nos dos vossos próximos meses e do que poderão estar a planear até mesmo fora do âmbito dos concertos (videoclips, novo álbum, etc). 
De facto, nos próximos meses já temos alguns concertos agendados. Ultimamente temos tocado bastante ao vivo e sentimo-nos cada vez mais à vontade para fazê-lo. Algumas das próximas datas já confirmadas são em Março nos dias 16 em Elvas, no Hellvas Metal Fest, e 22/23 no Moita Metal Fest. Depois temos outras datas ainda à espera de confirmação, fora do país. Também andamos a preparar-nos para entrar em estúdio para gravar umas faixas para um split com uma banda conhecida a nível nacional, que não podemos anunciar para já. Como as coisas ainda estão em desenvolvimento, mais tarde daremos novidades acerca deste trabalho.

No mês de Janeiro participaram no Wacken Open Air Metal Battle Portugal. Quer recordar-nos o momento? 
Foi uma experiência bastante agradável. Fizemos bastantes amigos e fomos bastante bem recebidos. Quanto à Metal Battle, acho que é uma iniciativa espectacular, já que todas as bandas sonham tocar no maior festival de metal do mundo e este evento é como uma oportunidade. Há muito grupo com muita qualidade! Saíram os resultados da Metal Battle deste ano há pouco tempo, e só tenho é a felicitar os finalistas que agora vão tocar ao Barroselas. Que o vencedor parta tudo e que mostre lá fora um pouco do que se passa cá dentro!

Nuno Costa


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Scent Of Death: Rolando Barros causa estrilho em novo álbum da banda espanhola

Os espanhóis Scent Of Death puseram termo a um hiato discográfico de sete anos com "Of Martyr's Agony And Hate". O segundo longa-duração do grupo de death metal de Ourense, foi editado pela Pathologically Explicit Recordings a 21 de Dezembro último.

Para o público nacional haverá o particular interesse de testemunhar a devastadora interpretação do baterista Rolando Barros [Grog, The Firstborn, Neoplasmah, Nephtys] neste regresso dos Scent Of Death.

Uma edição em vinil limitada a 500 cópias está disponível pela Bloody Productions e pode ser adquirida pelo e-mail scentofdeath@yahoo.es ou no Bandcamp.

Os Scent Of Death formaram-se em 1998 e contam ainda na sua discografia com o EP "Entangled In Hate", de 2002, e o álbum "Woven In The Book Of Hate", de 2005. A sua sonoridade é fortemente inspirada por bandas como Morbid Angel, Immolation, Behemoth e Nile.

"Awakening Of The Liar", o primeiro single deste trabalho, encontra-se para escuta abaixo. 



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Grog lançam «Scooping The Cranial Insides» em vinil

O mais recente álbum dos death/grinders nacionais Grog está agora disponível em vinil de 12'' através da HelldProd Records e da Wings Of Death. Como bónus estão duas faixas inéditas.

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Mais altos representantes do death/grind nacional em Cacilhas

Holocausto Canibal e Grog são duas das maiores atracções do Artilharia Pesada Metalfest que se realiza a 1 de Setembro no Revolver Bar, em Cacilhas. Os dois colectivos de death/grindcore nacionais têm discos muito frescos no mercado, sendo eles "Gorefilia" e "Scooping The Cranial Insides", respectivamente.

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Veja fotos do primeiro dia do SWR Porto Hard

A SWR inc. divulgou hoje algumas fotos do primeiro dia do SWR Porto Hard, realizado ontem com os lendários norte-americanos Cannibal Corpse e os nacionais Grog e Hunted Scriptum.

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SWR Porto Hard - Invicta prepara-se para receber lendas do death e thrash metal

O Hard Club, no Porto, recebe nos dias 17 e 18 de Junho a segunda edição do SWR Porto Hard. As grandes figuras são os incontornáveis percurssores do death metal, os norte-americanos Cannibal Corpse, que se encontram a promover o mais recente álbum, "Torture", e duas lendárias bandas do thrash metal, os Exodus e os Death Angel.

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Sanctus Nosferatu editam álbum de estreia amanhã

Está disponível a partir de amanhã (31 de Maio), por mailorder e nas lojas Carbono, “Samca”, o álbum de estreia dos açorianos Sanctus Nosferatu. Este registo apresenta a banda de black/death/thrash metal oriunda de São Miguel, em que se destaca a vocalista Camila Arruda, com um registo gutural e melódico.

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Moita Metal Fest 2012 - Switchtense gravam espectáculo para possível DVD

A participação do grupo de thrash/hardcore da Moita, Switchtense, no próximo dia 30 de Março no Moita Metal Fest, será gravado para uma possível edição em DVD, anunciou a banda em comunicado.

Os Switchtense, que também são os responsáveis pela organização do festival, promoveram ainda recentemente um convite aos fãs para gravarem um vídeo de congratulação pelos dez anos de existência que a banda está a comemorar.

Para além dos Switchtense, actuam na Sociedade Filarmónica Estrela Moitense, esta sexta-feira, a partir das 21h00, os espanhóis Noctem e os nacionais Midnight Priest, Shadowsphere e Ancient Horde. No dia seguinte, o festival prossegue, a partir das 16h00, com os Last One Standing, Dark Oath, Gates Of Hell, Goatfukk, Overcome, Concealment, The Ransack, Echidna, Gwydion, Grog e Mata Ratos.

Estará a decorrer durante o evento uma recolha de bens alimentares a serem entregues a instituições de solidariedade. Os interessados deverão deixar os seus donativos na bilheteira.
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Conheça a mulher/monstro que inspirou os Sanctus Nosferatu

A menos de um mês do lançamento do seu álbum de estreia, os açorianos Sanctus Nosferatu revelam a capa de “Samca”. O trabalho gráfico foi elaborado pelo germânico Martin Fischer.

O baixista Nuno Carreiro explica que a figura ilustrada na capa trata-se de “Samca”, “a mulher/monstro da mitologia romena que lidera o clã nosferatu”. “É a peça central das letras e foi também o título escolhido porque fica mais facilmente na memória”, complementa.

Nuno revela ainda como foi possível a colaboração com o ex-vocalista dos Fear My Thoughts e actual Pigeon Toe: “Tudo começou quando veio tocar aos Açores com a sua antiga banda, em 2008. Ajudei na produção do espectáculo e gerou-se uma amizade com a banda. Depois disso conheci alguns trabalhos dele e a ideia de fazer a nossa capa surgiu de uma conversa informal.”

“Samca” tem lançamento agendado para o final de Março em edição de autor. É composto por nove temas de black/death/thrash metal captados por Ruben Moniz nos NeburRecords, em São Miguel, e misturados e masterizados por André Tavares (Grog, Seven Stitches), em Lisboa.

Entretanto, encontra-se já disponível no Myspace da banda o single “Astarteia”.
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Sanctus Nosferatu: vampiros e figuras mitológicas colidem em «Samca»

A cerca de um mês do lançamento do seu álbum de estreia, os açorianos Sanctus Nosferatu revelam os títulos das nove faixas que compõem "Samca" e abordam um pouco do seu conceito.

Segundo a banda, este versa “uma história repleta de mitologia e intemporalidade que tem por base a ascensão do clã Nosferatu liderado por Samca. Batalhas, sangue, poder e sensualidade serão conceitos que levarão o ouvinte a uma viagem arrepiante”.

Na passada semana, o quinteto de black/death/thrash metal oriundo da ilha de São Miguel divulgou ainda o seu primeiro single, “Astarteia”, disponível para escuta no seu Myspace.

“Samca” foi gravado por Ruben Moniz (A Different Mind, ex-Shunkstone) nos NeburRecords Studios, em São Miguel, e misturado e masterizado por André Tavares (Grog, Seven Stitches), em Lisboa. O artwork foi da autoria do artista alemão Martin Fischer (Fear My Thoughts, Pigeon Toe).

Formados em 2002 e conhecidos pela potente e versátil voz de Camila Arruda, os Sanctus Nosferatu lançaram a promo-track “Revelation”, em 2007, e arrecadaram o primeiro lugar no IV Concurso de Música Moderna da Ribeira Grande, em 2009. Entre outros destaques, está a participação no festival Metalicidio On Stage ao lado dos W.A.K.O. e Desire.

Tracklist “Samca”:
1. “Astarteia”
2. “Spiritus Magnus”
3. “The Prophecy Of Shackles”
4. “Cannibalize Corpse”
5. “Darvulia´s Apprentice”
6. “Impregnated Dark Soul”
7. “Nosferatu Jihad”
8. “Revelation”
9. “Reflection"
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Grog em destaque na Terrorizer

Uma das mais importantes bandas de death/grindcore nacionais acaba de anunciar a sua presença na compilação da Terrorizer #216, “Fear Candy” #100. A mesma é distribuída gratuitamente com a revista e contém artistas como Devin Townsend, Venom, The Rotted e Gormorant.

Com isto, os Grog afirmam dar “um passo importante na consolidação da fase promocional para o mais recente álbum “Scooping The Cranial Insides” e garantir “a necessária visibilidade e divulgação da sua sonoridade nos mercados mais mediáticos da música extrema mundial”.
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Review

GROG
“Scooping The Cranial Insides”
[CD – Murder Records]

Representam o maior expoente do death/grind nacional, ou não tivessem sido eles os grandes impulsionadores do género, num patamar de extremismo sem precedentes, no início da década de 90. O quarteto oriundo de Lisboa esteve hibernado em termos de estúdio durante dez anos, mas isso não significou que tivesse perdido a criatividade e o poderio. A prova mais esclarecedora é este novo “Scooping The Cranial Insides”

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Entrevista Grog

VAI UM PRATO DE MIOLOS?
"O nome Grog é conhecido e reconhecido"

“Scooping The Cranial Insides” marca o regresso de uma das maiores pérolas do underground nacional. Os “sanguinários” Grog apresentam-se com um novo disco de originais ao fim de dez anos de relativo silêncio, e com a mesma forma abrasiva e destrutiva que os tornou numa banda de culto também além-fronteiras (que o diga Trevor Strnad, vocalista dos The Black Dahlia Murder). O grande segredo é a criteriosa gestão de carreira assente no lema: qualidade em detrimento da quantidade. Porém, o vocalista Pedro Pedra, deixou já a garantia de que não teremos que esperar mais dez anos para ouvir novo material da venenosa banda de death/grind lisboeta.

Há a noção de que os Grog estiveram parados durante um tempo considerável…
De facto, houve um momento em que nos recolhemos um pouco aos bastidores. Não houve um interregno de banda, nos objectivos ou na composição. Houve sempre trabalho a ser feito durante esse tempo e, se calhar, as pessoas têm a noção de que desaparecemos porque não produzimos registos. Ao longo dos últimos dez anos, apenas editámos um tema no tributo nacional aos The Misfits.

Ficam ainda por enunciar um split e uma espécie de Best Of, certo?
Desde a gravação do “Odes To The Carnivorous”, em 2001,o único registo que lançámos foi o do tributo aos The Misfits. Os dez anos que tivemos de trabalho interno resultaram em várias coisas que, em 2010, vieram à superfície, sendo uma delas um split com os nacionais Pussyvibes e os australianos Roadside Burial através de uma editora australiana. No mesmo ano, acaba por sair um disco comemorativo dos nossos 18 anos com muito material antigo e inédito, que compilámos de forma a dar uma espécie de prenda a todos os que gostam do nosso som e acompanham a banda desde o início. Já em 2011, finalmente, editámos o nosso terceiro álbum que é produto destes últimos dez anos de “desaparecimento”. A prova de que nunca parámos de compor é não só o material que aparece no split, que são integralmente temas originais, à excepção da cover de Nuclear Assault, mas também os temas do “Scooping The Cranial Insides”. Todos foram trabalhados, limados e aperfeiçoados até exaustão.

Consegue apontar uma razão concreta para esse longo hiato?
A razão prende-se com motivos de ordem pessoal/familiar que acabaram por afectar vários elementos, comigo incluindo, e também de natureza profissional, sendo que uns influenciaram outros. Não houve um motivo apenas que causasse esse abrandamento. Nós continuámos a trabalhar como banda e num regime muito minucioso para o novo álbum. Os temas conheceram várias versões, uns acabaram no lixo e outros renderam apenas dois ou três riffs.

É também nesta fase que se dá uma remodelação no vosso line-up…
Sim, esta acontece logo após a edição do “Odes To The Carnivorous”. Nessa altura, o guitarrista Nuno Loureiro optou por sair, ficando apenas o Ivo (Martins) no comando das guitarras. Mais tarde, acaba por sair o Simão Santos para dar lugar ao Alexandre Ribeiro. Mas até isto não foi motivo para a nossa paragem, até porque, nesta altura, já compúnhamos para o “Scooping…”, álbum que tem temas escritos em 2001/2002.

E ao mesmo tempo continuaram a tocar ao vivo…
Exacto. Se houve uma paragem quase oficial e assumida, foi, exclusivamente, minha relativamente à banda. Em 2006, optei mesmo por afastar-me da rotina de banda porque tinha questões particulares para resolver de que necessitavam da minha total concentração. Falei com os outros elementos na altura, que são os mesmos de hoje, e expliquei-lhes que tinha que tomar aquela decisão. Eles aceitaram-na e continuaram a fazer o seu trabalho dentro da sua disponibilidade. Neste contexto, compuseram mais temas, rearranjaram outros, etc. Acho que isto é sinónimo de maturidade e responsabilidade. Cada um assumiu que, não sendo possível ter a banda a full-time, iríamos fazer o nosso trabalho a “prestações” e, quando possível, juntaríamo-nos de novo.

Sentiram que era preciso tirar alguma “ferrugem” quando regressaram à rotina de banda?
Não, pelo contrário. Só pensávamos: vamos lá pegar nisso e, de uma vez por todas, levar isso a bom-porto ou a um “lugar com sol”. Porque o facto de estarmos no nosso retiro, de certa forma, não nos impediu de continuar a tocar ao vivo. Apenas não actuámos em parte de 2006 e grande parte de 2007. Até aí, inclusivamente, fizemos uma digressão em Espanha com os Dead Infection (Polónia), Simbiose e Shurim (Bélgica). Ainda antes andámos na estrada com os Goldenpyre e The Ransack. Portanto, não actuámos durante pouco mais de um ano, o que não acho nada de extraordinário nem chocante. A partir daí, recuperámos a nossa rotina de concertos e, como banda, as coisas cresceram a todos os níveis. Parece que tudo aconteceu potencial e exponencialmente. Trabalhámos para conseguir estar aqui e sentimo-nos bem e com a consciência de que fizemos um bom trabalho. As coisas aconteceram como tiveram que acontecer, não acreditamos em coincidências. Se realmente passámos este tempo todo em “fermentação”, hoje temos o resultado disso mesmo. Queria apenas acrescentar uma coisa que é importante de as pessoas analisarem. Dizem que durante dez anos não houve sinal de Grog. Eu digo “Ok, mas num ano lançámos três discos”. Afinal, o que é que interessa? A quantidade, a regularidade? A qualidade e a irregularidade? Acho esta uma questão subjectiva, principalmente para uma banda que, assumidamente, aposta em lançamentos de qualidade em detrimento da quantidade. Não embarcamos naquele espírito de “vamos lançar um álbum para cumprir calendário”. Há questões relativas ao processo de composição que não tem a ver com chegar à sala de ensaios e fazer um tema.

Talvez o facto de as coisas andarem todas mais rápidas hoje em dia, ficou uma noção de ausência muito maior e vincou a ideia de terem desaparecido…
Inclusivamente, correram rumores de que a banda tinha acabado. Quanto a isso, invoco a velha máxima: “Não importa se falam bem ou mal de mim, importa é que falam”. E a verdade é que durante dez anos os Grog foram falados. Se, por um lado, dá a sensação de que as pessoas não ouviram nada de Grog, também significa que as pessoas tinham vontade de nos ouvir. Isso acaba por ser confirmado com os lançamentos que fizemos no último ano.

Acha que, por exemplo, não há um problema de afirmação junto de uma hipotética nova geração?
Não, pelo contrário. O facto de termos reaparecido dez anos depois em termos de registos, vai aproximar muita gente desta nova geração que só conhecia o nosso material antigo e que nunca tinha tido a oportunidade de nos ver ao vivo. Agora conseguem juntar as duas vertentes. E estamos extremamente gratos pelo feedback muito positivo que temos recebido.

No alinhamento do “Scooping The Cranial Insides” vão rebuscar dois temas muito antigos…
Os temas em questão, “Stream Of Psychopatic Devourment” e “Re-reborn Monstrosity”, fazem parte da nossa primeira demo, “A Nauseating Sweat Taste”, de 1993. Estes nunca conheceram uma gravação oficial em registo CD, com excepção no “Gastric Hymns Mummified In Purulency”. O primeiro foi remasterizado e o segundo aparece aqui em versão live já com a actual formação. Para nós, estes temas mereciam uma edição oficial com toda a qualidade possível. E, para todos os efeitos, são temas dos Grog, apesar de terem quase vinte anos e terem sido gravados por outros músicos. Representam-nos e acabam por encaixar, na nossa opinião e na de várias outras pessoas, na filosofia da banda.

De outra maneira não podia ser, pois os Grog mantêm uma atitude e um conceito muito linear…
Não sei bem a que te referes com o termo “linear”, mas temos a noção de que, independentemente da forma como o tema sai, há sempre uma base. E todos os temas de Grog têm essa base. Por isso podem ser encaixados noutros registos.

Talvez o facto de manterem um elemento como o Ivo, ainda mais sendo guitarrista, quase desde o início da banda, ajude a manter essa base…
O Ivo está connosco desde 1997 e gravou tudo desde então. Ele é basicamente o mentor/compositor da banda. Por isso, obviamente, há uma linha evolutiva comum durante este tempo todo.

E sendo o Rolando Barros um baterista tão creditado, qual é o seu papel na composição?
Ele é muito importante, mas todos nós damos o nosso contributo à composição. O Ivo disse recentemente numa entrevista uma expressão muito engraçada: “Penso nas composições porque tenho sempre ruídos de bateria na cabeça”. A partir daí, ele traduz esses ruídos em riffs de guitarra. O Rolando é um músico excelente e muito completo, e quando ele ouve um riff, desde que seja aceite por todos, trabalha e ajusta a prestação da bateria a ele próprio. Isso pode acontecer à primeira, à segunda como à quarta ou à quinta, mas o Rolando tem essa facilidade e procura ajustar o seu gosto pessoal como executante a este mesmo riff. Há uma questão muito clara: nós procuramos tocar o som dos Grog. Não procuramos imitar ninguém ou andar atrás de uma tendência. Obviamente que as influências estão lá, mas não de forma consciente. Por exemplo, o Alexandre não toca um riff do Ivo. Ele agarra o riff do Ivo e cria a sua própria linha, que pode ser semelhante ou não. Assim, os temas acabam por ficar mais cheios, porque cada um está interessado em acrescentar uma mais-valia à base da música.

E, diga-se de passagem, isso exige grande capacidade tecnicamente. Até temos um baixo fretless ali pelo meio…
Exacto, embora esteja também presente o baixo tradicional. Mas, sinceramente, não falo muito por mim. Dou todos os créditos musicais ao Ivo, ao Rolando e ao Alexandre, porque eles, sem dúvida, têm formação e são muito interessados na sua evolução enquanto instrumentistas. Eles “brincam” um pouco com aquilo! Não querendo vangloriar ninguém, mas há muito trabalho por trás.

Uma vez que não quer partilhar o protagonismo na parte técnica, a quem cabe a parte lírica?
Esta parte, em compensação, passa 99,9% por mim, à excepção da letra de “Eskeletos de Kona” que foi escrita em parceria o Ivo, o Alexandre, o Rolando e o Hugo Andremon.

Há inclusive uma alusão a povos ancestrais…
Sim, a introdução, “Toia Mai (Haka Powhiri)”, é inspirada no povo Mahori – julgo que toda a gente sabe que é um povo da Nova Zelândia. Houve a oportunidade, por informação que chegou ao Ivo, de usarmos uma letra e cântico deste povo no álbum. Ele é cantado e tocado por nós na língua Maori. É um cântico de boas-vindas, apesar da força ou pseudo-agressividade que lhe possa estar conectada através do tom de voz com que cantamos.

Em termos editorais, estão pela primeira vez numa editora estrangeira...
Sim, a Murder Records é um selo holandês pelo qual lançámos o disco comemorativo dos nossos 18 anos. Foi a partir daí que continuámos as conversas com a editora que tem mais uma particularidade: é gerida por portugueses.

Não houve interesse de nenhuma editora portuguesa ou nem passava pelos vossos planos?
Não, porque desde o início a nossa intenção foi encontrar uma editora que estivesse “central” em termos geográficos, que trabalhasse com um género mais extremo de música e que já tivesse processos de trabalho desenvolvidos e implementados. Isto aliado à mais-valia do Daniel Santos (executivo da editora) já conhecer os Grog desde as origens, facilitou o nosso entendimento. Quando lhes passámos os nossos objectivos, eles responderam que também queriam dar um salto qualitativo com a editora. E assim foi, está tudo a correr muito bem.

Perante este cenário, as expectativas de internacionalização serão maiores? Como vão as vendas, por exemplo?
Só me posso cingir ao que se passa em Portugal e com o que está directamente ligado aos exemplares que a banda está a gerir. Apesar de tudo, não tenho informação sobre a distribuição feita em Portugal neste momento. Há ainda um aspecto importante: o álbum só foi lançado há dois meses. Logo, ainda falta ser feito muito trabalho de promoção, porque é a própria banda que está a controlar esta matéria em Portugal. Localmente, tudo o que tem saído tem sido francamente positivo e tem dado muita força ao nosso trabalho. Procurámos uma editora no centro da Europa também para estarmos com mais regularidade em palcos internacionais. Para o efeito, já existem datas confirmadas e outras propostas. É algo que ainda está no início mas está a correr muito bem, do nosso ponto de vista. Estamos em crer que até aí a aposta foi ganha.

Têm a noção de qual é o vosso status no estrangeiro?
A noção que temos é a de que, a nível underground, em países como Espanha, França, Alemanha, Holanda e Bélgica, o nome Grog é conhecido e reconhecido. E isso não tem a ver necessariamente com a quantidade de registos que a banda lançou, mas sim com o facto de terem marcado, de alguma forma, as pessoas que nesses países os ouviram. Aliás, há uma história muito engraçada que prova isso e nos surpreende totalmente. Quando os The Black Dahlia Murder actuaram mais recentemente em Portugal, um dos nossos amigos nos Blacksunrise, que lhes abriram o concerto, tinha uma t-shirt dos Grog. Então, o vocalista dos The Black Dahlia Murder quando a viu foi fazer-lhe perguntas sobre a banda, porque lhe tinha marcado, porque era uma banda de culto e já tinha andando à procura do segundo álbum – mas não encontrava - e agora estava à espera de comprar o terceiro! Ficamos muito satisfeitos por isso.

Recentemente lançaram uma iniciativa muito curiosa: o “Barbie Dolls Grind’Em All Contest”. Fale-nos um pouco disso.
O concurso ainda está activo. Este procura apelar e atrair o público feminino para a nossa música. Basicamente, o que procuramos é, tendo em conta os prazos que foram dados para cada tema – neste momento está a rodar o tema alusivo ao nosso segundo álbum -, é as pessoas tirarem fotografias alusivas a qualquer tópico dos nossos álbuns. O concurso está dividido em quatro partes, sendo que a terceira tem que ver com o nosso split e a quarta com o nosso novo álbum. Cada parte tem um prazo de participação de duas semanas. As pessoas que mandarem as suas fotos para o nosso Facebook e tiveram mais Likes, ganharão t-shirts, CD’s e um DVD da banda ao vivo na edição deste ano do SWR Barroselas Metalfest.

Por fim, teremos que esperar mais dez anos para ouvir um novo disco dos Grog?
Esperamos que não. É engraçado porque olhamos para trás e apercebemo-nos de que este ano fazemos 20 anos de carreira... Mas nunca pensámos em cenas do género “vamos fazer um álbum para o ano”. A grande intenção é continuar a criar música. O que posso adiantar é que ficámos com vários temas gravados das sessões do “Scooping The Cranial Insides” que serão lançados a curto-médio prazo.

Nuno Costa

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