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Review - Sons Of Aeon - "Sons Of Aeon"

SONS OF AEON
"Sons Of Aeon"
[CD - Lifeforce Records]

Os Sons Of Aeon serão, inevitavelmente, sempre conhecidos como a banda de elementos dos Ghost Brigade, Swallow The Sun, Endstand e Code For Silence. A verdade é que este quinteto finlandês não só não se importa em ser reconhecido dessa forma como parece até ter orgulho disso. Depois de se terem juntado em 2010 e demorado três anos a organizar ideias, bem como a preparar o seu álbum de estreia, sai este ano o disco homónimo e a primeira conclusão que se tira é que valeu a pena a espera.

O álbum começa com "Faceless", um tema de quase oito minutos dos quais os três primeiros são instrumentais, aparecendo depois a voz (fantástica, diga-se) de Tony Kaikkonen. Não apenas por ser a primeira, mas também pelo poder que transmite, é talvez a faixa que mais se destaca de todo o registo. Em "Faceless" está representado tudo o que são e o que pretendem.

A partir daí, a energia é uma constante, sendo em "The Centre" (que define o meio do álbum) a pausa para o descanso. Um tema bastante mais calmo que permite relaxar, respirar fundo e ganhar fôlego para as músicas que se seguem. Depois de praticamente quatro minutos de descanso, a aventura recomeça e somos de novo engolidos pelo poder e determinação deste quinteto que quer provar que, apesar de ser "a banda dos membros das bandas x e y", não quer fazer deste projecto um saco para onde  vão as ideias que nos outros grupos não resultam. Esta é uma banda com ideias próprias.

Quando excelentes músicos se juntam o resultado só podia ser este - um álbum com um elevado nível técnico (em todos os aspectos) e cheio de poder. Seguro mas, ao mesmo tempo, capaz de transmitir uma sensação de "descontrolo" a quem o ouve. Apesar de, quando a viagem chega ao fim, a vontade ser a de repeti-la, a verdade é que, ao fim de algumas audições o álbum acaba por se tornar repetitivo e um pouco cansativo, sendo esse um dos aspectos menos positivos. Apesar de ter bastantes bons momentos, como um todo não é algo que transcenda as expectativas. Vale pelo que vale mas não traz ao certo nada de novo, nada que realmente se destaque (a não ser talvez a já falada faixa de introdução e, curiosamente, o último tema "Black Sheep Process").

Não é um dos melhores álbuns dos últimos tempos mas a ideia dos Sons Of Aeon também não devia ser essa pelo que para a banda fica a sensação de dever cumprido. Apesar desses problemas, fizeram mais do que o seu dever, apresentando um óptimo disco de estreia que faz ansiar pelo próximo. [7/10] B.C.

Data de lançamento: 21 de Janeiro de 2013
Nota de estúdio: não disponível
Estilo: death metal melódico
Origem: Jyväskylä (Finlândia)
Formação: 2010

Alinhamento:
1. "Faceless" (07:42)
2. "Cold Waves" (03:49)
3. "Burden" (05:31)
4. "Enemy of the Souls" (04:23)
5. "The Centre" (03:52)
6. "Havoc & Catharsis" (03:53)
7. "Weakness" (06:38)
8. "Seeds Of Destruction" (03:25)
9. "Wolf Eyes" (03:56)
10. "Black Sheep Process" (05:45)
Duração: 49 minutos

Elementos:
- Tony Kaikkonen (voz)
- Tapio Vatrtianen (guitarra)
- Wille Naukkarinen (guitarra)
- Tommi Kiyiniemi (baixo)
- Pasi Pasanen (bateria)

Discografia:
- "Sons Of Aeon" (CD - 2013)



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Vagos Open Air 2010
07.08.10 - Lagoa de Calvão, Vagos

Neste segundo dia também não tivemos possibilidade de assistir ao concerto da primeira banda, neste caso dos THE FIRSTBORN. Esse facto deveu-se ao trânsito que havia para Aveiro derivado ao jogo da Supertaça entre F.C. Porto e Benfica.

Os OBLIQUE RAIN foram a primeira banda do dia a que assistimos. Tocam metal progressivo mais convencional e notou-se que tinham muitos adeptos entre o público. O vocalista Flávio Silva contou então uma história sobre um outro festival há dois anos, também em Vagos, onde as coisas pelos vistos não tinham corrido muito bem, pois tinha sido logo a seguir ao festival Caos Emergente. Flávio anunciou que o novo álbum, em fase final de preparação, será mais que uma segunda parte de October Dawn. Agradeceu à organização o convite para aquele que era “o festival de metal do ano”. Em suma, uma actuação em que foi mais o tempo em que Flávio esteve a falar com o público do que a cantar. Ficamos à espera de nova oportunidade de os ver. Soube a desilusão.

GHOST BRIGADE: a melancolia a par da agressividade. “Deliberatly” e “My Heart Is A Tomb”deram início a um concerto muito bom; muito emotivo nas partes mais calmas das músicas e mais agressivas viam-se muitas cabeleiras a abanar. “Into The Black Light” e “Lost In A Loop” antecederam o tema instrumental “22:22 – Nihil” durante o qual o vocalista saiu do palco. Para o fim, “Rails At The River”, música que abre o seu primeiro álbum, e “A Storm Inside” que curiosamente fecha o seu mais recente trabalho.

Os finlandeses AMORPHIS eram das bandas mais esperadas. “Silver Bride” e “Sky Is Mine” fizeram logo as delícias de todos os presentes. Logo de seguida Tomi anuncia “Cast Away”. Uma presença em palco extraordinária do vocalista, com seus cabelos sempre que possível a voarem. “Against Widows” foi acompanhada pelo público do início ao fim facto que fez com que Tomi dissesse que achava que ia chorar. De seguida mais dois temas do seu primeiro álbum, “Sign From The North Side” e “House Of Sleep”, em que o público voltou a mostrar que conhecia bem as músicas da banda. “Black Winter Day” foi a apoteose: mal Tomi pronunciou “Dark”, o público concluía o título. A última foi “My Kantele”. Uns senhores em palco e que deixam saudades a todos os que assistiram ao concerto.

O concerto dos KAMELOT começou com cerca de meia hora de atraso. O checksound demorou mais do que o previsto e mesmo assim o resultado final não foi o melhor. Notaram-se alguns problemas na voz de Khan que nos pareceu rouco, mas, apesar de tudo, o vocalista esteve a um bom nível, assim como os restantes músicos. Tocaram “Rule The World” e “Ghost Opera”, seguidos de um tema novo, “The Great Pandemonium”, a incluir no novo álbum da banda a editar em Setembro, “Poetry For The Poisoned”. “The Haunting”, que no álbum conta com a participação de Simone Simmons dos Epica, em Vagos contou com a ajuda de Elize Ryd, que tem acompanhado a banda na sua tour. Mais um tema novo “Hunter’s Season”, dedicado à falecida mãe de Tom. Houve ainda lugar a um solo de bateria ao que se seguiu mais um clássico, “Karma”. Em “Season’s End” foi a vez do teclista Oliver Palotai ser o centro das atenções. Despediram-se com “March Of Mephisto” e a vontade de regressar a Portugal.

Mais uma banda que iniciou o concerto com cerca de meia hora de atraso, mas desta vez enquanto se esperava até houve lugar a gargalhadas. No teste do micro o roadie dos Carcass brilhou com “Cookies are good, chocolate is better. COOKIE MONSTER!”. Os CARCASS iniciaram o concerto em grande com “Corporal Jigsore Quandary” e “Buried Dreams”. No fim destas duas músicas Jeff Walker dirigiu-se ao público pedindo desculpa pelo atraso. Muitos dos presentes representavam uma faixa etária elevada, o que significa que já acompanhavam a banda há vários anos. Temas como “No Love Lost”, “Embodiment”, “Keep On Rotting In The Free World” e “Reek Of Putrefaction”, puderam ser “vistos” e ouvidos ao vivo em Vagos, ao fim de todos estes anos. Jeff teve a honra de anunciar a presença de Ken Owen, baterista original da banda, que sofreu um derrame cerebral em 1999 e só há pouco tempo voltou a tocar bateria. Os breve momentos passados na bateria foram um dos mais emotivos de todo o festival. “Heartwork” assinou um final apoteótico.

Texto:
Miguel Ribeiro
Fotografia: Paula Martins

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